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Perspectivas e desafios para o desenvolvimento da cadeia produtiva na região sul do Brasil

POR AIRTON SPIES

ESPAÇO ABERTO

EM 23/12/2014

13 MIN DE LEITURA

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Airton Spies, PhD
Engenheiro Agrônomo e Administrador
Secretário de Estado da Agricultura e da Pesca de Santa Catarina

A produção de leite no Brasil é uma das cadeias produtivas do agronegócio que tem os maiores ganhos marginais a incorporar em todos os seus elos da produção nos próximos anos. Trata-se de um setor que evoluiu menos em termos de profissionalização e organização do que outras cadeias produtivas, como a produção de frangos de corte e suínos, que hoje já são competitivos em nível de mercado global. Temos aqui uma boa má notícia: a cadeia produtiva do leite está atrasada, sim, mas tem um enorme potencial para melhorar, se resolver os problemas que o setor enfrenta atualmente. Felizmente são problemas que têm solução, alguns no curto prazo, outros no médio e outros ainda necessitarão de um prazo longo para serem solucionados.

De olho no potencial do leite, em setembro de 2014, os governadores dos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, junto com suas Secretarias de Agricultura e entidades do setor público e privado, lançaram a “Aliança Láctea Sul Brasileira”. A aliança é uma iniciativa que tem por objetivo resolver problemas comuns e aproveitar as oportunidades que o setor apresenta na região sul do Brasil. Trata-se de uma agenda técnica, política e econômica que busca sinergias no setor lácteo, que deverá resultar em competitividade para abastecer o mercado doméstico e exportar leite. Juntos, os três estados têm cerca de 300 mil produtores de leite, que produziram em 2013, 11,3 bilhões de litros, representando um terço da produção brasileira. Nessa região, a produção vem crescendo rapidamente, sendo que o índice de captação de leite das indústrias cresceu 82% em 10 anos.

Como o leite bovino é um produto produzido por um animal ruminante, o potencial de produção de uma região está diretamente relacionado à capacidade de produção de biomassa de boa qualidade, em grande quantidade. Poucos países do mundo têm um potencial de fotossíntese, que é o processo básico para produzir pastagens e grãos, e constituem a base da alimentação das vacas de leite, como a região sul do Brasil. Na Europa e na Nova Zelândia as pastagens crescem durante apenas 6 a 9 meses do ano, por causa do inverno rigoroso que limita seu desenvolvimento. No sul do Brasil, chove nos doze meses do ano e podem-se combinar pastagens de verão com pastagens de inverno, aproveitando o solo durante o ano todo. Em Santa Catarina, índice pluviométrico médio é de 1800 a 2000 mm anuais, o que sem dúvida é um fator decisivo para apostar na produção de pastagens. Basta aplicar princípios agronômicos adequados, tratando a pastagem tão bem como cuidamos as lavouras de milho, soja ou arroz. Para maximizar sua produção com eficiência e baixo custo, o produtor de leite precisa antes transformar-se em um eficiente produtor de pasto.

Os agricultores familiares, que predominam no cenário da produção agropecuária dos três estados do Sul, têm forte tradição e habilidades na lida com animais. Muitos já foram produtores comerciais de suínos e não conseguiram acompanhar a demanda por investimentos necessários para a modernização da suinocultura. Acabaram excluídos da atividade, mas agora formam um grande exército de produtores de leite onde o custo de entrada e a escala de produção ainda são menores.

O cenário apresentado para o setor lácteo na região Sul do Brasil é muito favorável ao crescimento da produção em volume e qualidade. Há grandes desafios e oportunidades pela frente. O leite é o setor que mais vai mudar entre no agronegócio da região Sul e essas mudanças serão para melhor. Não há dúvidas de que vai haver “choro e ranger de dentes” nesse processo de modernização do setor. Haverá vencedores e vencidos. Fazer o dever de casa é necessário para que o produtor e as próprias indústrias de lacticínios possam se manter “em cima da esteira” que vai girar em ritmo rápido nos próximos anos. A estratégia de “parar a esteira do progresso tecnológico”, que leva a aumentos de produtividade, só para que não haja exclusão dos mais ineficientes, não é uma opção viável para o setor. O aumento do número total de empregos gerados pelo setor depende do crescimento da produção, e não necessariamente do número de produtores de leite. Alguns produtores que tenham escala muito pequena para manter uma estrutura de ordenha, ou que têm mão de obra mais idosa ou uma propriedade com relevo muito acidentado para vacas em produção, poderão participar da cadeia produtiva com atividades especializadas, a exemplo de criar novilhas, prestar serviços de fazer silagem, cercas, transporte, ou produzir pasto para vender aos produtores de leite.

PERSPECTIVAS

As perspectivas para o mercado mundial de lácteos são positivas, na medida em que os países mais populosos do mundo, como a China, a Índia, países que integram a União Africana e a América Latina melhoram a sua economia e aumentam a renda per capita de sua população. Nesses países, grande parte da população ainda vive com renda diária inferior que oito dólares por pessoa. Há estudos que indicam que até que a renda de uma família atinja esse limite, todo ganho a mais vai ser empregado prioritariamente no consumo de alimentos. Trata-se de uma grande notícia para o Brasil, candidato a ser um grande fornecedor de alimentos para o mundo, principalmente de proteína animal. A Organização Mundial da Saúde recomenda o consumo médio de 200 litros de leite e derivados por pessoa por ano. Hoje no mundo são produzidos 700 bilhões de litros de leite, para uma população de pouco mais de 7 bilhões de pessoas, o que resulta numa oferta de 100 litros por habitante por ano, a metade do recomendado pela OMS. Temos assim um mercado com grande potencial de crescimento.

No mercado doméstico, o Brasil já dispõe de 35 bilhões de litros de leite por ano, o que representa uma oferta de 175 litros por brasileiro por ano. Em breve nossa produção vai ofertar 200 litros/habitante/ano e então para crescer, teremos que estar prontos para exportar. Ainda não estamos prontos para isso.

DESAFIOS

Para ser competitivo, o leite produzido no Brasil precisa atender uma regra geral que já é realidade na suinocultura e avicultura: produzir produtos de qualidade, a custo baixo, em cadeias produtivas bem organizadas, que possam atender as exigências do mercado global. Já temos leite bom, mas a custo muito alto, e temos leite de custo baixo, mas de qualidade ruim. Precisamos por os dois atributos, qualidade alta e custo baixo no mesmo leite. Implantar de forma definitiva os padrões da IN 62 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento deveria ser uma opção inegociável do setor produtivo e não uma imposição do governo.

Respeitadas as diferenças entre os setores do leite com os de frangos e suínos, por conta da maior endogenia do sistema de produção com animais ruminantes que digerem pastagens, a organização da cadeia produtiva precisa melhorar para gerar eficiência e competitividade como nos dois setores de carnes já consolidados. Os debates na Aliança Láctea Sul Brasileira apontam que os desafios para o leite podem ser agrupados em profissionalização, qualidade, sanidade, organização setorial e tributação.

1. Profissionalização do produtor de leite e dos agentes da cadeia produtiva: Para conseguir um nível de produtividade maior, os produtores precisam de mais assistência técnica e gerencial. Tecnologias adaptadas à realidade regional, com pesquisas que resultem em inovações úteis aos produtores de leite. Já existem múltiplas entidades do setor público e do setor privado oferecendo serviços de assistência técnica e extensão rural (ATER), mas falta coordenação, sincronismo e planejamento dessas atividades. A ATER também precisa se preocupar com orientação gerencial, pois o sucesso dos produtores está relacionado a um maior número de escolhas certas e a um menor número de escolhas erradas que são feitas na administração da propriedade.

No nível de propriedade rural, precisamos desenvolver uma indústria de serviços para apoiar os produtores de leite em suas atividades ocasionais, como por exemplo, fazer silagem, mecanização agrícola, que devem ser serviços terceirizados. O resultado da atuação profissionalizada será mais eficiência, produtividade e qualidade.

2. Melhoria da qualidade do leite e conformidade legal: O leite é um produto altamente perecível e a sua qualidade precisa ser mantida ao longo de todas as etapas do processamento. Vacas saudáveis dão leite bom, mas ele se degrada rapidamente depois de tirá-lo de seu úbere. Para assegurar a qualidade, a higiene na ordenha é imprescindível e depois disso, só há uma forma de manter a qualidade do leite após a ordenha: submetê-lo a ambiente frio, isto é, refrigerá-lo tão logo entre em contato com o ar. Para conservar a qualidade do leite, os produtores precisam de energia elétrica de qualidade e sistemas de troca de calor que refrigerem o leite a 4 graus centígrados imediatamente após a ordenha. Os resfriadores ineficientes utilizados na maioria das propriedades do Sul do Brasil levam de 4 a 6 horas para atingir essa temperatura, e nesse período as bactérias se multiplicam e degradam a qualidade do leite. Os produtores precisam de equipamentos que refrigerem água durante a noite (quando a energia elétrica deveria ser mais barata), e essa água fria pode gelar o leite no ato da ordenha em placas de troca de calor. A Nova Zelândia, país que responde por mais de 30% de todo o leite exportado do mundo, produz leite de alta qualidade e a contagem bacteriana no leite já é problema do passado, a partir da instalação de equipamentos eficientes para a geração de frio. Pagamento por qualidade é imprescindível para alcançar a melhoria do leite. Leite bom tem que valer mais e leite ruim precisa ser penalizado, para mexer no bolso do produtor com incentivos e redutores de preço, conforme o caso. A qualidade do leite também está na sua composição. O teor de sólidos totais e principalmente o teor de gordura e proteína são fundamentais, porque afetam o rendimento industrial do leite. Na Nova Zelândia, que há muito tempo vem investindo no aumento de sólidos de leite, atualmente, a média nacional da soma do percentual de gordura e proteína é de 8,4%, o que significa 25% a mais de valor no leite em termos de rendimento de derivados de leite na indústria do que a média do leite brasileiro. O aumento de sólidos foi conseguido com melhoria da genética do rebanho, manejo e alimentação.

As fraudes no leite precisam ser definitivamente eliminadas do setor e para isso os fraudadores precisam ser identificados e punidos, como já vem sendo feito na região Sul do Brasil. As autoridades responsáveis, principalmente os sistemas de inspeção precisam mapear os pontos de risco e reduzir ao mínimo as chances de alguma fraude passar sem ser descoberta e punida.

3. Sanidade: Não há sustentabilidade na cadeira produtiva do leite sem rebanhos saudáveis. O estado de Santa Catarina já é livre de febre aftosa sem vacinação, com certificação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Os estados vizinhos são considerados livres da doença com vacinação. Porém a Brucelose e a Tuberculose, que são zoonose, ainda preocupam muito no setor lácteo. A estratégia de eliminar essas doenças com certificação por propriedade não tem resultado num controle efetivo, pois as propriedades são muito pequenas e os rebanhos estão muito próximos uns dos outros, facilitando a re-contaminação. Uma estratégia de limpeza de brucelose e tuberculose por região ou zona parece ser mais recomendável, para não ficarmos “enxugando gelo”. Em Santa Catarina, um inquérito epidemiológico realizado em 2013 apontou uma prevalência de 0,67% das propriedades contaminadas e 0,28% do rebanho de 4,1 milhões de cabeças de bovinos. Em 10 anos, Santa Catarina já sacrificou e indenizou 13.735 bovinos por tuberculose e brucelose e gastou 18 milhões de reais com indenizações. Infelizmente as recontaminações continuam acontecendo, pois o diagnóstico ainda não é feito de forma compulsória em todas as propriedades.

4. Organização do setor: Para ter eficiência e competitividade no mercado global, o setor lácteo precisa eliminar todos os custos ociosos, os quais, via de regra acabam recaindo sobre o produtor rural. Por exemplo, no caso da coleta e transporte do leite, ainda encontramos linhas onde circulam até cinco caminhões de diferentes empresas, cada um carregando pequenos volumes de leite. O resultado é que hoje temos em média, menos de 30 litros de leite entregue na plataforma da indústria por km rodado do caminhão. Na Nova Zelândia, nosso potencial concorrente no mercado global, esse índice é superior a 200 litros por km rodado. Dentro das indústrias há outras ineficiências que reduzem a produtividade e a rentabilidade. Produtos de alto valor agregado devem ser desenvolvidos, sempre enxergando o leite como uma matéria prima industrial que pode ser transformada em milhares de diferentes produtos para agradar ao paladar de consumidores em todo o mundo. Também é preciso aprimorar os insumos utilizados na produção, desde equipamentos de refrigeração, qualidade da água e até produtos utilizados na limpeza.

A relação dos produtores de leite com as indústrias precisa ser formalizada por meio de contratos ou a fidelização por meio de cooperativas, para que haja mais segurança para todos os elos da cadeia produtiva. Formalizar os compromissos significa tirar os aventureiros e atravessadores do mercado, para resultar numa relação de parceria que leva benefícios ao produtor, como assistência técnica, zootécnica e veterinária e também vai resultar em melhores resultados para as indústrias.

5. Tributação: Não pode haver competição deletéria entre os estados por conta das diferenças de tributação. Evitar o “passeio” do leite é reduzir custos e aumentar a eficiência setorial. Não se trata de mais ou menos impostos ou tarifas mais altas ou mais baixas. Trata-se de igualar o ambiente tributário para que deixe de ser fator de diferença na capacidade de progresso do setor em cada estado.

O setor lácteo do sul do Brasil apresenta vantagens comparativas que podem ser transformadas em vantagens competitivas. Isso requer ação humana, com emprego de inteligência, conhecimento, tecnologia de ponta que geram aumento de produtividade com sustentabilidade. A agenda ambiental também precisa ser respeitada, combinando produção com preservação.

Pode existir uma forte complementaridade entre a produção de suínos, frangos e leite, que precisa ser explorada. Os suínos e frangos consomem grãos, na forma de milho e farelo de soja, que são em grande parte trazidos do Centro Oeste do Brasil. Esses animais deixam para trás os dejetos que podem ser um grande problema ambiental. A integração da produção de leite na mesma região dos suínos e frangos permite transformar os dejetos em adubo para produzir pastagens e forragens, transformando o lixo em luxo. O sucesso da produção de leite vai depender do perfeito ajuste na equação solo – clima – planta – animal e mercado.

Não há uma resposta única para qual modelo de produção de leite devemos escolher para a região sul do Brasil, mas sim, devemos optar por um sistema que dê lucro com sustentabilidade. Nesse sentido, é preciso manter um olho no custo de produção e outro na qualidade. Produzir leite a base de pasto parece ser a melhor opção, porém sem deixar de utilizar qualquer insumo que passando pela digestão da vaca resulte em lucro, o que significa dizer que, quando o preço do leite compensar o custo de concentrados e suplementos, devem ser utilizados junto com o pasto. Como no meio rural do Brasil a mão de obra está se tornando cada vez mais cara, reduzir dependência de “garçons de vacas” deve ser um alvo, trocando vacas que precisam ser servidas por vacas que saibam se servir no pasto.

No Brasil temos o privilégio de ter um grande mercado doméstico composto de 200 milhões de consumidores e por isso não precisamos fazer todo o dever de casa em uma noite só. Mas não devemos esquecer que para poder crescer na produção de leite, teremos que exportar, e para encarar o mercado global, qualidade, custo e logística eficiente são atributos inegociáveis.

ARTIGO EXCLUSIVO | Este artigo é de uso exclusivo do MilkPoint, não sendo permitida sua cópia e/ou réplica sem prévia autorização do portal e do(s) autor(es) do artigo.

AIRTON SPIES

Eng Agrônomo, Adm. de Empresas, PhD em Economia dos Recursos Naturais, (UQ, Australia), Mestre Ciências Agrícolas (Univ. Lincoln, Nova Zelândia) pesquisador da Epagri foi Chefe do CEPA e é Secretário Adjunto da Secretaria da Agricultura SC desde 2010

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DELMIRO DANTAS NETO

JABOATÃO DOS GUARARAPES - PERNAMBUCO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 09/07/2016

Excelente artigo.



Parabéns, Senhor Secretário.



Delmiro Dantas

Produtor de leite na região semiárida da Paraíba.
ADRIANO MARCELO RIGON

CHAPECÓ - SANTA CATARINA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 30/12/2014

Prezado Ilor Trevisan

Não entendi muito bem suas colocações. Mas o que escrevi é de que nada temos em relação a estar prevenidos de um possível foco advindo de um animal estrangeiro, não do território catarinense. Como você colocou a vacina é um elemento de proteção, até porque você sugere que em caso de acontecer um problema se isole a área e faça vacina do que sobrar. Mas acho que a vacina para ter eficácia precisa de alguns dias para imunizar o rebanho. Assim é contraditório, ou seja, vamos esperar acontecer para daí vacinar, esperar alguns dias, para salvar o que sobrar do rebanho. Continuando, em relação as fronteiras e o controle realizado pelo Estado, é muito difícil acreditar até pela falência do estado em muitos outros setores como educação, saúde e transportes, quiça nós do setor agrícola ter a segurança plena de que estamos cercados da eficácia do estado neste campo. Até porque já citei, além da extensa fronteira seca entre Argentina, Paraná com SC, as passagens vicinais com o RS mostrando a luz cristalina do dia a facilidade de transito.Outro fator que te coloco ainda mais interessante é o transito livre de caminhões com suínos vivos vindo do RS, principalmente, que adentraram porteiras de granjas e fazendas no território gaúcho e vieram para SC. Onde está a segurança?

Quanto ao comercio internacional, o fato de vacinar o rebano bovino, não veja maiores problemas. O problema de fato é se tiver a doença, mas vacinar para prevenir é dar mais segurança. Se não fosse assim os demais estados da federação não estariam também exportando, inclusive carne bovina, como é o caso de Goiás, MS, MT, RS dentre outros. A questão que sabemos é que a medida da não vacinação tinha enfase para o mercado da carne suína, que até hoje não provou dessa medida pois outros estados também exportam e pior pelo mesmo preço da carne suína catarinense. Então o que de fato esta medida trouxe para SC em relação ao mercado de carnes? Hoje apenas atrapalha o mercado de fomento e melhoramento genético dos rebanhos bovinos. Quanto a indenizações em caso de perda de rebanho chega a ser piada, para seu conhecimento a bacia leiteira em SC já possui animais de alto valor genético e produtividade. Então imagine uma vaca de alto valor agregado sendo indenizada por R$ 1200.00.

Mas enfim o quero deixar claro é que ou temos de fato fronteiras incapazes de trazer a SC problemas dessa ordem, com eficácia do estado no controle e fiscalização ou permitimos aos pecuaristas catarinenses a se proteger e, se a vacinação for um dos caminhos, que assim seja. Acho que o trabalho de erradicação deveria ser de magnitude nacional para dar a todo o País o status, nesta forma regional ou micro-regional só traz problemas ao setor e insegurança aos criadores catarinenses.

Abraços
ILOR PEDRO TREVISAN

CHAPECÓ - SANTA CATARINA - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO

EM 29/12/2014

Prezado, Adriano quanto a vacinação anti febre aftosa não podemos concordar, mesmo porque. nascemos nesta região (Oeste de SC), crescemos, formamos em Medicina Veterinária e exercemos a profissão a 30 anos. Vimos a doença nos rebanhos na década de 1960 e final da década de 1980, é uma catástrofe! E o último impacto foi o foco no município de Joia no RS. Tens de entender que quando vacinamos os bovinos a doença não se manifesta, mas não temos garantia que o meio ambiente esteja livre de vírus, e aí os países que mais compram produtos via importação são os que mais consomem e tem condições financeiras para adquirir, passam a não comprar por precaução de junto com o produto e meios de transporte levarem o vírus! Países desenvolvidos não vacinam, erradicam (eliminam o vírus, eliminando parte dos plantéis). Mas, para se ter segurança na produção deveríamos ter (criar) um fundo para indenizações em caso de foco da doença! Havendo foco da doença a ação deve ser rápida (suspeita da doença, interdição de propriedades, diagnóstico, isolamento  da área, sacrifício dos doentes e vacinação dos animais nas proximidades que não apresentam sintomas). As falhas na vigilância em pontos de fiscalização que Você coloca, consideramos denúncia que deve ser verificada e tomado as devidas providências! Veja o tamanho da responsabilidade e da organização para manutenção da sanidade do plantel tem o Governo de SC! Feliz 2015 para todas as nossas famílias!
LUIZ DALL'ASEN

XAXIM - SANTA CATARINA - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 28/12/2014

Quer dizer que quando a pequena propriedade vai ser extinta neste senário em que o secretario da agricultura esta expondo ao contrário de dar condições para se manter na esteira para você é fácil dizer que estes produtores serão prestadores de serviços como fazem cercas e silagem etc. Como é que um secretário de agricultura pode ter este pensamento, em não fixar produtores para produzir alimentos. Eu como produtor de leite, frango e suínos estou sentindo na pele o descaso com o preço pago para produzir um quilo de carne sendo que em minha propriedade estou utilizando alta tecnologia, espero que este pensamento não seja usado para nós. Pois o meu ponto de vista é que estão sendo transformados em empregados para os grandes produtores de leite, frango e suínos. Caro secretário eu gostaria de saber aos pe produzido mais leite, se é da grande propriedade ou da pequena e média propriedade, ou seja, que o senhor nãos está os descriminando. No segundo parágrafo o secretário cita o resfriamento do leite mais rápido para uma possível melhoria na qualidade de leite. Lembra-se que devemos dar condições aos pequenos produtores de leite, assim melhorando a qualidade de energia elétrica, não adianta mexer no bolso do produtor sem dar condições a eles.

Secretário eu concordo com punição de todos os fraudadores de leite, sem extinção, como está ocorrendo nas pequenas empresas, as quais estão sendo punidas e as grandes como por exemplo a Aurora e demais empresas, então como ela ficam, será que realmente serão punidas ou terão privilégios.

No quarto parágrafo o secretário expõe aonde existe cinco caminhos de empresas diferente circulando para o recolhimento de leite, o que você quer dizer com isso? Deveria haver apenas uma empresa recolhendo o leite, e não deveria haver competitividade entre as empresas, que neste ponto haveria disputa de preço e a qualidade de leite melhorará.

O senhor como secretário de estado promissor como o nosso deveria ser um incentivador das pequenas propriedade e pequenas agroindústrias de leite e não polinizar como descreveu anteriormente. Como produtor estou sentindo que haverá uma ou duas empresas trabalhando neste ramo, será difícil lidar com uma concorrência leal.

A perspectiva e desejo par o desenvolvimento da cadeia produtiva da região Sul é importante, mas temos que ter competitividade.
ADRIANO MARCELO RIGON

CHAPECÓ - SANTA CATARINA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 28/12/2014

Quer exemplos, a passagem na usina Foz do Chapecó sem qualquer fiscalização, a balsa de Caxambu do Sul sem qualquer fiscalização, as balsas clandestinas entre Guatambú e Itá, fazendo travessias em estradas vicinais.

Você sabe que apenas uma cabeça contaminada destruirá nosso rebanho catarinense em 24 horas.

Se olhar com mais atençao para os casos de brucelose e tuberculose verá que a origem dessa pandemia adveio da entrada de animais contaminados pelas então fronteiras protegidas de SC. Depois a multiplicação interna virou festa e até hoje vem se esparramando. Então neste campo da sanidade podemos entregar 100 % ao nosso Governo do Estado de SC a responsabilidade: assumiu um risco no blefe e não tem capacidade de cumprir, tão pouco de observar e iniciar quem sabe um debate para que possamos nos proteger, voltando a vacinar nosso rebanho de cabeça erguida, sem a presunção de que temos o problema, como é no caso da brucelose e tuberculose. Enquanto der tempo.

Na organização do setor temos que levar em conta de que ainda precisamos aguardar o amadurecimento dos produtores nas questões que envolvem a produção de leite, como na decisão do modelo de produção, na produção de comida apropriada, no manejo sanitário e reprodutivo, na qualidade do leite, no melhoramento genético, etc. Depois essas ferramentas citadas abrirão espaço para discussão de gestão, daí inicia-se um processo maior organização setorial.

Sobre a tributação o assunto é muito mais amplo, não só nós do setor leiteiro esperamos ações para diminuir a carga tributária. Todos os setores produtivos no País aguardam, um dia, a coragem dos governantes me rever essa política tributária vigente. Quem sabe em 2015 novos "aires"possam nos rodear.

Enfim, do sonho a realidade temos umas diferenças para ajustar. Quem sabe um dia possamos sair de fato do sonho para a realidade.

Viva o leite, vamos estimular o consumo, vamos explorar a mídia para isso, vamos mostrar a todos que as fraudes foram pontuais e não representam a cadeia produtiva.

Que venha 2015 não só na mudança dos números no calendário, mas com atitudes e ações daqueles que podem e devem, na busca de justiça social e, particularmente a todos os produtores de leite de Brasil, muito esforço com a recompensa merecida.

Abraços e Feliz 2015.
ADRIANO MARCELO RIGON

CHAPECÓ - SANTA CATARINA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 28/12/2014

Sem dúvidas o Airton é um grande sonhador.

Gostaria de ver sua tese em prática, ou seja, que ele tivesse em suas mãos uma propriedade rodando sob a sua ótica e conceitos técnicos e tecnológicos.

Daí, poderíamos quem sabe ver um Airton mais prático e menos sonhador.

Escrevo com muito carinho Airton, pois nós aqui em SC o conhecemos bem. Em diversos eventos e debates observamos sua postura e conduta, além do exercício de Secretário de Estado da Agricultura e sabemos o quanto é esforçado e trabalhador.

Mas, na prática de fato, que traço aqui desde a produção do leite no campo até a prateleira do supermercado pronto ao consumidor, existem muitos "espinhos" que vão muito além deste olhar utópico.

A profissionalização é uma mudança quase que natural, que vem acontecendo a passos   lentos e é um dos pontos de seleção da mantença de alguns produtores na atividade, inclusive quando falamos em sucessão.

A melhoria da qualidade do leite, na forma de papel da IN é muito bonita, mas na prática não há interesse da industria captadora em avançar rapidamente neste quesito, assim os produtores vendem leite ruim de qualquer forma, se a industria A não coletar vem a industria B e coleta. Então a fiscalização deveria acontecer na coleta, impedindo a industria de coletar aquele leite, até que o mesmo fosse produzido dentro do padrão estabelecido. Daí onde os governantes estão para por isso em prática? muito longe, vai gerar conflitos de interesse e tudo se desfaz.

A sanidade é um aspecto muito peculiar de dimensões incompreensíveis. Nosso estado assumiu um risco de não mais vacinar o rebanho bovino para a aftosa na "certeza" de que somos livres da doença. Numa visão equivocada, parar de vacinar é expor a merce o rebanho catarinense. Vacina nunca foi declaração de inexistência de sanidade, prova disso são nossos estados vizinhos livre também da doença mas com a mantença da vacinação como agente preventivo. Mas além, nosso estado assumiu a não vacinação com a contrapartida de manter as fronteiras fechadas, monitoradas e policiadas. Como se o agente causador da doença ao chegar nas nossas fronteiras fizesse meia volta e retornasse a sua região de origem. Nosso rebanho está completamente exposto e desprotegido casa ocorra, de alguma forma, uma manifestação da doença. Não estamos prevenidos pois não temos rebanho vacinado. Ainda, a tal fiscalização e controle de fronteiras é mais frágil do que uma taça de cristal em chuva de pedra. E quando não existe nem vamos comentar. Até hoje não entendemos como a OIE concedeu esta condição de não vacinar a SC, se observarmos as fronteiras secas que temos com a Argentina e o Estado do Paraná, e acreditar que o Estado garante 100 % da fiscalização e controle 24 horas é mais fácil acertar na mega da virada. Prova disso é que existem muitos pontos de passagem de veículos terrestres e aquáticos em todas as fronteiras do estado de SC com seus vizinhos completamente desprovidos de estrutura de controle e fiscalização. Quer exemplos:
SÉRGIO ANTÔNIO THOMAZ

OUTRO - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 27/12/2014

Parabéns pela excelente análise. Seu artigo confirma o que a muito tempo vêm sendo discutido: a necessidade de melhorias em cada setor da produção.Espero que cada setor encontre o melhor de si, e faça isso prevalecer, para o bem de todos.

Abraço
ILOR PEDRO TREVISAN

CHAPECÓ - SANTA CATARINA - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO

EM 27/12/2014

Compartilhamos com a matéria em gênero e número desconhecemos outro comentário do setor leiteiro tão completo, exceto no item Organização do Setor a colocação que a relação dos produtores de leite com a indústria precisa ser formalizada por meio de contratos ou a fidelização por meio de cooperativas, para que haja mais segurança para todos os elos da cadeia produtiva. Formalizar os compromissos significa tirar os aventureiros e atravessadores do mercado, para resultar numa relação de parceria que leva benefícios ao produtor, como assistência técnica, zootécnica e veterinária e também vai resultar em melhores resultados para a indústria. Diria que ao concordar com isso estaríamos incentivando os produtores a aderir num sistema de parceria (integração) similar ao que existe na cadeia de suínos e aves, e diga-se de passagem que vem sendo tentado por indústrias de leite e cooperativas a algum tempo, mas tem conseguido poucos adeptos e nenhuma simpatia da maioria dos produtores de leite! Seguramente é o que empresas e cooperativas de maior porte querem monopolizar, ter o domínio do início ao final da cadeia do leite! Inclusive, repassar as fêmeas para produção em forma de comodato! Nossa visão é a da necessidade do produtor (dono da terra) ser um empreendedor! Nada melhor para o empreendedor que ter motivo para a ação (motivação)! Planejar, executar e gerenciar para ter retorno (o salário) mensal como qualquer atividade(emprego)! A fomentação da cadeia do leite tem sido feita principalmente nos pequenos municípios, através das Secretarias de Agricultura na produção de silagem, distribuição de adubos e calcário(apoio Governo do Estado), inseminação artificial, assistência técnica e veterinária, tudo subsidiado! Isto tem mantido mais estável o nº de habitantes no meio rural, bem como, vem sendo a última cadeia produtiva de grande abrangência que repassa renda mensal a Agricultura Familiar! O que precisamos é continuar a produzir buscando a eficiência, a qualidade, e tipificar o leite, pois o produzido basicamente com pastos e forragens pré dispõe a vaca (ruminante) a um leite de melhor qualidade em termos de composição nutricional(relação AG Ômega 3 e AG Ômega 6), diferente daquele leite produzido  basicamente com grãos e antibióticos permitidos ( tipo monensina   sódica, lasalocida, outros)  para maximizar a eficiência energética do alimento, pois este leite teria restrição à importação por vários países! Notadamente o Estado deve continuar a investir à sanidade do rebanho bovino catarinense! O MAPA continuar com seu trabalho! As empresas que compram o leite em SC e industrializam ou envazam em outros Estados da Federação são bem vindas! Nossos produtores precisam do mercado livre, aberto, competitivo! Não há evolução de processos sem estas prerrogativas!    
ANTÔNIO CARLOS DE SOUZA LIMA JR.

GOIÂNIA - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 26/12/2014

Prezado secretário,



Muito boa sua análise do setor na região Sul do país.

Trabalhei nesta região residindo por dois anos no RS (Fazenda Vilanova) e por 18 meses no PR (Maringá) e a bela experiência que vivi me permitiu ter a certeza da grande oportunidade que lea representa para o setor. As condições edafoclimáticas são muito favoráveis a genética já e muito boa, a família (homens e mulheres) se dedica muito ao trabalho.

Gosto muito da ideia de terceirizarmos algumas atividades como a mecanização, a recria de fêmeas e até a produção de volumosos muito comum nos sistemas de produção americanos. Acho que deveríamos estimulá-la.

Acredito muito na ideia ada Aliança Láctea que vocês recentemente estruturaram.

Gostaria que me disponibizasse seu e-mail para eu te envie o ebook que o Milkpoint preparou com artigos que redigi sobre a região Sul, inclusive.

Parabéns pelo artigo!

Abraço,
LUIZ PITOMBO

SÃO PAULO - SÃO PAULO - MÍDIA ESPECIALIZADA/IMPRENSA

EM 24/12/2014



Parabéns e sucesso na iniciativa, que tem tudo para avançar com os pés bem  firmes no chão. Já acompanhamos a crescente produção de leite nos estados do Sul, que em breve deve superar a da região Sudeste, segundo previsões.

A cadeia brasileira de lácteos só tem a ganhar !!
MICHEL KAZANOWSKI

QUEDAS DO IGUAÇU - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/12/2014

Caro Sr. Airton,



É com profunda alegria que leio este texto. Um verdadeiro presente de natal.



Alguns pontos me chamaram a atenção:



"O leite é o setor que mais vai mudar entre no agronegócio da região Sul e essas mudanças serão para melhor. Não há dúvidas de que vai haver "choro e ranger de dentes" nesse processo de modernização do setor. Haverá vencedores e vencidos. Fazer o dever de casa é necessário para que o produtor e as próprias indústrias de lacticínios possam se manter "em cima da esteira" que vai girar em ritmo rápido nos próximos anos. A estratégia de "parar a esteira do progresso tecnológico", que leva a aumentos de produtividade, só para que não haja exclusão dos mais ineficientes, não é uma opção viável para o setor."



Nós do setor produtivo aguardamos esta declaração a muito tempo. Esperamos um plano que nos leve rapidamente ao estado de sermos internacionalmente competitivos. Isso envolverá grande esforço dos produtores, da indústria e do estado como órgão coordenador e fiscalizador deste processo. Este deve ser executado dentro do prazo previsto, doa a quem doer. Não podemos seguir no ritmo de adiamento das metas tal qual acontece com a Normativa 51.



"Alguns produtores que tenham escala muito pequena para manter uma estrutura de ordenha, ou que têm mão de obra mais idosa ou uma propriedade com relevo muito acidentado para vacas em produção, poderão participar da cadeia produtiva com atividades especializadas, a exemplo de criar novilhas, prestar serviços de fazer silagem, cercas, transporte, ou produzir pasto para vender aos produtores de leite."



A atividade necessita de um grande número de serviços que poderão ser executados por produtores ou por indivíduos atraídos pelas oportunidades que este crescimento gerará. É preciso no entanto fomentar este modo de produzir pois a maiorias dos produtores concentram todas as atividades dentro da porteira.



" No sul do Brasil, chove nos doze meses do ano e podem-se combinar pastagens de verão com pastagens de inverno, aproveitando o solo durante o ano todo. Em Santa Catarina, índice pluviométrico médio é de 1800 a 2000 mm anuais, o que sem dúvida é um fator decisivo para apostar na produção de pastagens. Basta aplicar princípios agronômicos adequados, tratando a pastagem tão bem como cuidamos as lavouras de milho, soja ou arroz.."



Não se pode entrar no mérito de qual é o melhor sistema de produção mas se deve escolher um pois caso contrário a assistência técnica não falará a mesma língua ficando o produtor perdido nesse processo.



"reduzir dependência de "garçons de vacas" deve ser um alvo, trocando vacas que precisam ser servidas por vacas que saibam se servir no pasto."



Não colocar a carroça na frente dos bois! Nós selecionamos as vacas com base na produção de leite e, em seguida, tentamos mudar o sistema para atender esses animais. Resultados terrível. A progressão natural deve ser identificar o sistema que dá mais lucro e, em seguida, usar a genética que se adequa a esse sistema.
GEAN CARLOS MALDANER

PINHALZINHO - SANTA CATARINA - ESTUDANTE

EM 24/12/2014

Excelente análise Airton. Parabéns. O leite assume papel fundamental para vários elos da cadeia produtiva, em SC com grande destaque para o público da agricultura familiar. A atividade se apresenta como o "salário do meio rural". Pensando especificamente na agricultura familiar, acrescento outros dois desafios para a produção leiteira: 1) Falta de mão de obra; 2) Sucessão familiar. Esses dois temas merecem maiores discussões entre os vários elos envolvidos, pois somente após garantidos e/ou superados esses desafios, juntamente com os apresentados pelo Sr., é que o setor almejará voos ainda maiores. E claro, buscando uma produção que atenda os princípios da sustentabilidade.
MilkPoint AgriPoint