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O futuro que queremos? Nós quem?

ESPAÇO ABERTO

EM 22/06/2012

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Está em discussão pelos chefes de Estado até hoje (sexta-feira, 22), o rascunho zero do documento que será o produto final da Rio+20. Conforme definido pelo próprio Secretário Geral da ONU, Sr. Ban Ki-moon, o documento é bastante tímido. Talvez seja se comparado com os resultados da Eco 92, talvez pelas expectativas altas de uma civilização bem mais acostumada com os valores da sustentabilidade. O fato é que o documento, com apenas 49 páginas em um texto bastante repetitivo, faz uma série de reconhecimentos, reafirma vários dos compromissos anteriormente traçados, mas não traz ações concretas, e tem um sabor de economia verde nos mesmos moldes da economia tradicional.

Para o setor da agricultura e pecuária, que tem fortes compromissos com a sustentabilidade e com a segurança alimentar e energética renovável, que depende diretamente da saúde ambiental, água de qualidade, solos preservados, serviços ecossistêmicos, faço aqui uma extração dos itens onde o documento se refere diretamente ao setor. Existe o reconhecimento das necessidades, mas acordos robustos para se fazer o necessárionão estão tacitamente descritos. O objetivo deste artigo é facilitar o acompanhamento do leitor sobre os próximos acontecimentos, se houver.

O texto começa afirmando que uma em cada cinco pessoas neste planeta ainda vive na pobreza extremae uma em cada sete é subnutrida. A população mundial está projetada para exceder nove bilhões em 2050, sendo que cerca de dois terços viverão em cidades. Por isso, precisamos aumentar nossos esforços para alcançar o desenvolvimento sustentável, a erradicação da pobreza, da fome e das doenças evitáveis.Eleva-se nosso compromisso de aumentar a segurança alimentar eo acesso à alimentação adequada, segura e nutritiva para as gerações presentes e futuras.

Muitas pessoas dependem diretamente dos ecossistemas para o seu sustento, seu desenvolvimento econômico, social e bem-estar físico e sua herança cultural. Por esta razão, é essencial gerar trabalho decente e renda que reduzam as disparidades nos padrões de vida para melhor atender as necessidades das pessoas e promover meios de vida sustentáveis e ao uso sustentável dos recursos naturais e ecossistemas.Abordagens holísticas e integradas para o desenvolvimento sustentável orientarão a humanidade a viver em harmonia com a natureza e levar a esforços para restabelecer a saúde ea integridade do ecossistema da Terra.

As comunidades rurais desempenham um papel importante no desenvolvimento econômico de muitos países. Há necessidade de revitalizar os setores agrícolas e de desenvolvimento rural, de uma forma economicamente, socialmente e ambientalmente sustentável. É importante tomar as medidas necessárias para melhor atender as necessidades das comunidades rurais.Melhorar o acesso,para os produtores agrícolas, ao crédito ea outros serviços financeiros, acesso a mercados, à posse da terra, saúde e serviços sociais, de educação e formação, conhecimento e tecnologias apropriadas e acessíveis, inclusive para a irrigação eficiente, a reutilização de águas residuais tratadas, colheita e armazenamento de água. Capacitar as mulheres rurais como agentes críticos para promover o desenvolvimento agrícola e rural e segurança alimentar e nutricional. Reconhecer a importância das tradicionais práticas agrícolas sustentáveis, incluindo sistemas de abastecimento de sementes tradicionais, inclusive para muitos povos indígenas e comunidades locais.

Deve-se observar a diversidade de condições e sistemas agrícolas, aumentar a produção agrícola sustentável e produtividade em nível mundial, através da melhoria do funcionamento dos mercados e sistemas de negociação e fortalecimento da cooperação internacional, aumentando o investimento público e privado em uma agricultura sustentável, gestão da terra e desenvolvimento rural. As principais áreas de investimento e de apoio incluem: práticas agrícolas sustentáveis, infraestrutura rural, capacidade de armazenamento e tecnologias relacionadas, investigação e desenvolvimento em tecnologias sustentáveis de desenvolvimento agrícola; cooperativas agrícolas e cadeias de valor fortes, e reforçando ligações urbano-rurais. Deve-se trabalhar a necessidade de reduzir significativamente a pós-colheita e as perdas de alimentos e outros resíduos em toda a cadeia de abastecimento alimentar.

Ressalta-se a necessidade de melhorar os sistemas de produção sustentáveis de gado, incluindo através de melhoramento de pastagens e sistemas de irrigação em consonância com as políticas nacionais, legislação, normas e regulamentos, aprimorados sistemas de gestão sustentável da água, bem como os esforços para erradicar e prevenir a propagação de doenças animais, reconhecendo que os meios de subsistência dos agricultores, incluindo pastores, e a saúde dos animais são interligados.

É crítico o papel da tecnologia, bem como a importância da promoção da inovação. Deve-se permitir a criação de estruturas que promovam tecnologias ambientalmente saudáveis, através de pesquisa, desenvolvimento e inovação, para apoiar a economia verde.Devem-setomar medidas para reforçar a investigação agrícola, serviços de extensão, formação e educação para melhorar a produtividade agrícola ea sustentabilidade através da partilha voluntária de boas práticas de conhecimento. Melhorar o acesso à informação, conhecimento técnico e know-how, através de novas informações e tecnologias de comunicação que capacitem agricultores, pescadores e silvicultores para escolher entre diversos métodos de uma produção agrícola sustentável. O reforço da cooperação internacional em pesquisa agrícola para o desenvolvimento.

Discute-se também no documento a necessidade de abordar as causas da volatilidade excessiva dos preços dos alimentos, incluindo suas causas estruturais, em todos os níveis, ea necessidade de gerir os riscos ligados aos preços elevados e excessivamente voláteis em commodities agrícolas e suas consequências para a segurança alimentar global e nutrição, bem como para os pequenos agricultores e moradores urbanos pobres.Outro aspecto é a importância da informação oportuna, precisa e transparente para ajudar a resolver volatilidade excessiva dos preços de alimentos, e, neste contexto destaca-se o Sistema de Informação do Mercado Agrícola organizada pela FAO e pelas organizações participantes internacionais, atores do setor privado e governos para garantir a divulgação pública oportuna e de qualidade de alimentos produtos de informação de mercado.

Um sistema comercial universal aberto, baseado em regras, não discriminatório e equitativo, vai promover o desenvolvimento agrícola e rural nos países em desenvolvimento e contribuir para a segurança alimentar mundial. Nesse sentido, é necessário desenvolver estratégias nacionais, regionais e internacionais para promover a participação dos agricultores, especialmente pequenos produtores, incluindo as mulheres, em comunidade, nos mercados domésticos, regionais e internacionais.Também, ressalta-se a importância da criação de emprego através da adoção de políticas macroeconômicas que promovam o desenvolvimento sustentável e levem ao crescimento econômico sustentado, inclusivo e justo, aumentando as oportunidades de emprego produtivo e promovendo o desenvolvimento agrícola e industrial. São também abordadas questões das áreas degradadas e biodiversidade.

O fato é que o texto final elaborado para submissão e aprovação aos chefes de Estado, foi feito retirando-se todos os tópicos que contivessem divergências de opinião entre as delegações, mantendo apenas o texto de consenso. Com o intuito de se evitar o perigo de não se chegar a um texto final, como aconteceu em Copenhagen, a diplomacia brasileira,que preside os trabalhos, optou por apresentar um "prato feito" e de fácil digestão, mas que não sustenta. Com isso, se nenhum fato novo surgir nos dias de negociação, teremos um documento tímido e empobrecido.

Divergências de opinião e conflitos fazem parte da convivência humana; o conflito é da natureza humana. A negociação necessita da possibilidade de alternativas a serem discutidas para se encontrar caminhos que levam ao atendimento das necessidades e aspirações da sociedade que, em última análise, resultam no desenvolvimento socioeconômico. É através do debate que as sociedades buscam equacionar suas divergências e solucionar seus problemas. Pelo menos tem sido assim desde que os gregos inventaram a tal democracia, a retórica e a dialética. Ao eliminar as divergências, eliminar os pontos de conflito, tiraram a prerrogativa e o dever dos chefes de Estado de se posicionarem e chegarem a consensos, ou não, sobre as grandes questões colocadas sobre desenvolvimento sustentável. Tiraram a prerrogativa e posicionar de forma mais firme a importância da agricultura para a vitalidade da civilização humana. De toda forma, o que deve nos manter realisticamente esperançosos sobre nosso futuro são as ações que vemos e implantamos diariamente de melhoria contínua para a sustentabilidade, há vinte anos, fora das dependências do Rio Centro.

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JOSÉ HESS

CURITIBA - PARANÁ

EM 27/06/2012

Este ponto "Nós Quem?" é muito importante, pois as ONG´S que representam os interêsses internacionais, dizem "O futuro que queremos," as entidades ditas sociais que representam o ônus social e econômico que ativamente nada produzem apenas querem viver das bolsas familia da vida também dizem o mesmo. Quem deve responder sobre o que nos queremos são os produtores rurais deste Brasil e os trabalhadores das cidades urbanas que consomem e produzem as riquezas e são brasileiros de verdade.
EDUARDO PICCOLI MACHADO

ALEGRETE - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE OVINOS DE LÃ

EM 25/06/2012



Reiterando as minhas posições, trancrevo texto publicado pelo Blog

da METSUL METEOROLIGIA. Local onde os desconfiados com

a farsa do Aquecimento Global, poderão ver argumentos científicos sobre as teses aquecimentistas.

     

Porto Alegre+20: O que mudou em 20 anos de debate climático ?

Por: Estael Sias Junho, 23-06-2012 | 21:54 | Categoria: Clima

              

            

            



A questão ambiental foi "seqüestrada" nos últimos dez anos por um debate quase único sobre mudanças climáticas, desprezando-se questões locais relevantes como, por exemplo, na nossa região, a contínua degradação dos rios e a crescente poluição atmosférica, e que apenas ocasionalmente merecem atenção maior da mídia e o público. Apesar de todo o catastrofismo sobre aquecimento global, a temperatura média na região de Porto Alegre praticamente não sofreu alteração nas últimas duas décadas, desde a realização da primeira conferência das Nações Unidas sobre meio-ambiente no Rio de Janeiro até agora na Rio+20.



Em 1992, ano da Eco92, a média anual na Capital foi de 19,6ºC. No ano passado, duas décadas depois, em meio a todo debate sobre aquecimento global, foi inferior: 19,5ºC. Anos isoladamente considerados não se prestam, contudo, para análises de tendências. Com dados fornecidos pelo Inmet, a MetSul Meteorologia apurou que quase nada mudou em Porto Alegre em 20 anos. A temperatura média entre 1992 e 2001 foi de 19,6ºC, e no intervalo 2002-2011 de 19,8ºC. Nos últimos dez anos, porém, a média foi de 20,0ºC entre 2002-2006, mas de 19,6ºC (mesma dos anos 90) entre 2007-2011. Essas variações estão absolutamente dentro na normal variabilidade do clima, com forte sinal de influência do fenômeno ENSO (El Niño e La Niña) sem sinal de interferência humana.



Na estação do Inmet da Grande Porto Alegre, impressionante estabilidade. O Vale do Sinos não teve alteração no seu regime de chuva e temperatura. A diferença é quase nula na temperatura e na chuva. O volume de chuva médio (por mês) anual entre 1992 e 2001 em Campo Bom foi de 141,0 mm enquanto entre 2002 e 2011 baixou infimamente para 138,6 mm. Em 1992, ano da primeira conferência ambiental no Rio de Janeiro, a temperatura média anual em Campo Bom foi de 19,5ºC. No ano passado, foi até mais baixa: 19,1ºC.Com dados do geógrafo Nilson Wolff, a MetSul apurou que a temperatura média entre 1992 e 2001 foi de 19,6ºC em Campo Bom. Já no intervalo 2002-2011 foram os mesmos 19,6ºC. Nos últimos cinco anos, a temperatura média ficou em 19,3ºC, 0,3ºC abaixo da média de 20 anos.
RODRIGO DE SOUZA COSTA

SÃO PAULO - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO

EM 25/06/2012

Como disse o jornalista Joelmir Beting, desenvolvimento sustentável se conseque com revolução tecnológica e não com embromação ideológica. Foi o melhor resumo dessa conferência.
EDUARDO PICCOLI MACHADO

ALEGRETE - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE OVINOS DE LÃ

EM 22/06/2012

Palhaçada. Me desculpem os crentes nesta religião, mas a maneira como o ambientalismo está sendo discutido praticado e pregado nada mais é que uma grande palhaçada.


Dividiram o mundo entre os preocupados com o futuro da humanidade e os destruidores do planeta. Não existe meio termo, Não existe um pingo de "bom senso".


Assista o noticiário sobre a Rio+20 em vários canais de TV distintos. A  Rede Globo, lhe fará chorar avisando que o mundo está acabando amanhã e mostrando criancinhas desesperadas, pedindo aos mais velhos que não destruam o terra. Noutro canal verá os super herois defensores do planeta destruindo estandes do CNA. Verá também indios manipulados por padrecos católicos que ainda rezam pela cartilha de sistemas politicos falidos e agonizantes como aquela maravilha que praticaram numa ilha do caribe, falando de natureza que eles mesmo destroem. Querem reservas para darem aos brancos extrairem madeiras enquanto eles passam o dia cantando e bebendo.


Desculpe a franqueza. Mas o que vejo falando sobre clima é um bando de loucos alucinados pela canabis transgênica, liderados por "vivos" que viram neste negócio uma forma de manipulação política  do mundo. Veja bem.  A intenção desta gente é a melhor possível. Eles só querem o bem da humanidade.


Não preciso dizer para onde foram todos os regimes que só queriam o bem da humanidade. Mas pergunto. Voçê acredita em Papai Noel?


A Rede do Verde, no seu Jornal Nacional não divulgou, mas outros canais divulgaram o que disseram os presidente do Equador e o da Bolívia. O que está sendo proposto nada mais é do que uma forma dos ricos dominarem os pobres. A história se repete e o ambientalismo nada mais é do que uma nova forma de subjugar os pobres.