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Leite azeda com intervenção do governo

POR OTAVIO A. C. DE FARIAS

ESPAÇO ABERTO

EM 22/01/2013

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O mercado internacional de leite na América do Sul tem suas particularidades. Em 2012, preços praticados estiveram acima do mercado mundial. Em alguns casos, preços de Leite em Pó e Queijos são negociados a 10%, 20% ou mais do que cotações nos mercados na America do Norte, Europa e Oceania.

Se observa especial descolamento entre preços no Brasil e os verificados no GlobalDairyTrade, plataforma de comércio da cooperativa Neozelandesa Fonterra, pela qual se movimentou mais de 1 milhão de toneladas nos últimos 12 meses. Em seu ultimo leilão em 16 de Janeiro, o Leite em Pó Integral foi negociado em media a US$ 3,288 por tonelada na Nova Zelandia. No Brasil, preços locais entre dezembro e janeiro no atacado estiveram entre US$ 4,500 e US$ 4,800 mil por tonelada. Ainda que se considere custos de logística, taxa de câmbio, impostos e todo o “custo Brasil”, a diferença é substancial.

Isto ocorre em grande parte pela atuação do Estado nas economias da America do Sul. Os reflexos são claros nas diversas cadeias de produção, fluxos de comércio internacional e preços ao consumidor.

Economia é impactada por intervenções do Governo. Estimativas para o PIB em 2012 nos países da America do Sul mostram que quanto maior a atuação do Estado na economia, menor o seu crescimento. No ultimo ano, o PIB cresceu mais na Colombia (cerca de 4%), Chile (cerca de 5%) e Perú (6%), e cresceu menos em Cuba (3%), Argentina (2%) e no Brasil (cerca de 1%). No Brasil, o crescimento só é melhor do que a performance negativa do Paraguai (-2%). Na Venezuela, crescimento do PIB de cerca de 5,5% se deve ao petróleo, com preço médio do barril acima de US$ 100, e gastos altos do governo com moradias aos pobres em ano de eleição, com a construção civil atingindo 16,4% de crescimento em 2012.

Voltando para a cadeia do leite - Indústrias lácteas no Uruguai e Argentina comemoram o fato de a Venezuela geralmente pagar “um prêmio” pela tonelada de leite em pó e ou dos queijos. A intervenção do Estado na Venezuela se dá pela taxa de câmbio artificialmente mantida pelo Governo. Por outro lado, há desapropriações das empresas privadas, e também a concentração das importações de alimentos pelo governo, financiadas pela PDVSA / PDVAL. Até mesmo de avião já foram embarcadas cerca de 4 mil toneladas de leite em pó pela cooperativa Brasileira Itambé ao final do ano de 2007, para cumprir necessidades pontuais do governo Chávez e a rede governamental “Mercal” de varejo de alimentos para população.
Empresas privadas dificilmente optariam por tal opção logística em seu trade de leite em pó.

Na Argentina, o Governo buscou (em vão) evitar alta da inflação, impondo taxa às exportações nos últimos anos - as chamadas “retenciones” aos produtos lácteos e outros tradables. A esperança era de manter preços mais acessíveis ao consumidor, mas havia também um olho na substancial fonte de dólares advindo de tal imposto às exportações. Resultado prático foi crescimento da produção de leite de somente 6% entre 2000 e 2010, versus 18% no Brasil, 22,8% na China e 31,8% na India, mais distante ainda do crescimento na Nova Zelândia de 65,1% no mesmo período (na Nova Zelandia não há subsídios). A intervenção não teria contribuído para o controle da inflação - não domada apesar das “retenciones”, atingiu cerca de 25%, taxa não confirmada pelos índices oficiais. E, como consequência, afetou-se o bem-estar no campo já que produtores desmotivados, não produziram mais durante a década. Exportadores por sua vez, geradores de dólares para economia, ficaram amarrados.

No Brasil, o governo estabelece preços mínimos a importação de leite em pó e controla licenças de importação que podem levar até 60 dias ou mais para serem obtidas. Há ainda quotas de importação de leite em pó originado na Argentina. Ainda assim, no ano de 2012, a importação de leite no Brasil foi a maior em 12 anos. E mesmo com importações em grande escala, queijos básicos como Mozzarella e Prato (Edam ou Danbo) e leite em pó são consumidos pelas famílias a preços mais altos do que nas gôndolas dos supermercados em países vizinhos no Mercosul, assim como nos Estados Unidos, Europa e Oceania.

Pode-se dizer que a presença do Estado Brasileiro estaria também na estruturação de fusões via BNDES. O Banco de Desenvolvimento tornou-se sócio da LBR (Lácteos Brasil) em Janeiro de 2011, com aporte R$ 450 milhoes além de R$ 250 milhoes em debêntures conversíveis. Segundo analistas do mercado, os aportes teriam virado “preço de leite no campo”. Inflacionou-se o preço do leite no campo mas o lado negativo viria 2 anos depois - writeoff (baixa contábil) do aporte no balanço do BNDES é esperado em 2012, de acordo com noticias veiculadas na última semana.

Motivações são diversas para intervenções do Estado na economia. Eventualmente necessárias, como base na política anticílica Keynesiana. Tal atuação, no entanto, pode estar aliada a populismo além de apelos pontuais de setores da economia (“lobby”), e suas distorções podem se mostrar disfuncionais para elos das cadeias produtivas e a economia como um todo. Efeitos colaterais então surgem e governos buscam remediar consequências muitas vezes subestimadas, que afetam tanto o produtor no campo como o consumidor nas cidades.

Não é uma exclusividade Sulamericana intervenção e suas consequências nos mercados. Na Europa, subsídios mantiveram artificialmente baixos os preços de exportação de leite durante as últimas décadas até o ano de 2007. A redução a zero dos subsídios naquele ano ajudou a impulsionar a explosão de preços de leite e derivados no mercado mundial. Nos Estados Unidos, o Farm Bill e toda uma estrutura de suporte ao setor, incluindo estoque de intervenção pelo USDA (por meio do CCC, Commodity Credit Corporation), resultou uma montanha de centenas de milhares de toneladas de Leite em Pó Desnatado, atingindo uma marca de cerca de 600 mil toneladas ao redor de 2004 e 2005.

Para complementar a leitura:
Gráfico: Preço de leite no Brasil e em outros principais países produtores




OTAVIO A. C. DE FARIAS

Especialista em comercio internacional de leite e derivados.

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FERNANDO CERÊSA NETO

BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 28/01/2013

Sr. Júnior Catanduva,


Acredito que você não é produtor de leite. Produza algum produto. Venda esse seu produto para receber com 45 dias, em média de prazo, não sabendo que preço vai receber. Depois vê se você ficaria feliz de ser chamado de ineficiente.


Fernando Ceresa Neto


Brasília (DF)
ANTONIO PEROZIN

VALINHOS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 28/01/2013

Analisando a matéria e seus comentários, vimos que o preço do leite pago ao produtor do Brasil é um dos mais caros do mundo. Eu então pergunto: como pode o preço venda ao consumidor não acompanhar a equação?.

Temos fatores internos que interferem nos nossos custos, mão de obra, luz, combustivel, (um dos mais caros e ruins do mundo), custo de medicamentos, insumos e por vai, devemos incluir aquele tirador de leite, que só produz na época de chuvas, que entra no mercado a qualquer preço.

Mas, como que a industria consegue vender leite UHT, ao preço que vende?, o milagre que só seria desvendado por uma fiscalização mais eficiente.
JUNIOR CATANDUVA

GOVERNADOR VALADARES - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 27/01/2013

Otavio,


Simplesmente, brilhante seus comentários.


O que precisamos aqui no Brasil é de mais eficiência dos nossos produtores, porque os maiores preços de leite do mundo eles já tem.


E para a Claudia Campos Duque de Pouso Alto MG, não espere mais tempo não. Venda seu leite para outra industria e tente salvar alguma coisa. Se não o prejuizo pode ser maior. Depois não diga que não avisamos.

CINTIA KUMAMOTO

BURITIS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 25/01/2013

Sou contra qualquer tipo de intervenção protecionista mas sim a favor de medidas que podem estimular o consumo de produtos lácteos (ja que considero uma questão de saude publica), estimulo da exportação através de políticas que visam a qualidade dos produtos lácteos, assistencia técnica  etc...então, acho sim que o papel do poder público é fundamental para a pecuária leiteira decolar......como pode o governo atender a meia dúzia de montadoras que ameaçam demitir 500 funcionários enquanto milhares de produtores gritam por socorro todos os dias ????   
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/01/2013

Prezado Otávio A. C. Farias: O grande problema é a falta de fidedignidade de algumas informações, como é o caso do índice CEPEA. Por exemplo, para a região da Zona da Mata de Minas Gerais, gostaria de encontrar alguém que esteja recebendo a média prevista pelo organismo ou, pior ainda, como é uma média, alguém que esteja em patamares acima daquele índice, porque, abaixo, conheço muitos. Por outro lado, o pagamento por qualidade, que pode fazer com que o preço pago seja próximo da média CEPEA, está sendo utilizado como punição, algumas vezes, inexplicáveis, já que os valores apresentados pelas análises, se acima dos padrões previstos, são descontados. Daí, verificamos vários casos em que a Fazenda tem um ano inteiro de índices perfeitos de CCS e UFC (abaixo de 100.000 u/ml) e, de repente, apresenta valores acima de 1.000.000 e tem descontados vários reais de seu pagamento (normalmente, quando sua produção se eleva e o laticínio está com excesso de leite). No mês posterior, seus índices, misteriosamente, voltam ao normal. Os animais são os mesmos, a perfeição técnica é a mesma, a sanidade do rebanho é a mesma, o responsável técnico é o mesmo, a higienização do ambiente e dos equipamentos, é a mesma. Todos os testes feitos, taxas de mastites subclínica e clínica normais, leite fora dos padrões descartado. Não há como, de uma análise para outra haver variação tão grande de resultados. Enfim, mistérios que só o mercado brasileiro apresenta.


Isto tudo, que não existe em outros países, também, eleva o custo de produção, embora não figure em nenhuma planilha.


Um abraço,

GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO


FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG


=HÁ OITO ANOS CONFINANDO QUALIDADE=
OTAVIO A. C. DE FARIAS

SÃO PAULO - SÃO PAULO

EM 24/01/2013

Caro Sr. Vinícius Novaes Costa,



Concordo com seu ponto. Ainda em países mais liberais e abertos há controles e regulação. Falta total de regulação traria tantos malefícios ou mais que as intervenções.

O Brasil é uma das economias mais fechadas do mundo, com menor relação importação / PIB entre 179 países, relatou recentemente o Banco Mundial.



O que se discute aqui são os números que falam por si.

Pode-se discutir políticas monetárias e outros fatores que impactam custo dos leite nas gôndola - O certo é: (1.) Paga-se no Brasil tanto quanto na Holanda e Alemanha atualmente ao produtor no campo sem a mesma produtividade e qualidade - (2.) Produtos básicos, sem muito valor agregado como leite em pó e queijos mozzarella e prato, custam aqui no atacado, até 50% mais do que preços no atacado em outros países na America do Sul ou em outros continentes.



Na balança comercial, o resultado está claro. Nesta época do ano há 5 ou 8 anos, estávamos despachando para 50 países leite em pó, queijos, formulas infantis, leite condensado Hoje, a exportação está reduzida a quase nada, nada perto dos US$ 500 milhões que se atingiu.



Agradeço a sua contribuição neste debate.



Sds, Otavio
GEOVANI

FRANCISCO BELTRÃO - PARANÁ - ESTUDANTE

EM 24/01/2013

Sou produtor de leite e não me recordo das altas históricas dos últimos dois anos no preço do leite. Talvez esta alta ocorra somente para os negociadores de leite.


Lembro-me bem das altas históricas do farelo de soja, do milho e outros insumos nos dois últimos anos.


Poderias comentar um pouco sobre a remuneração do produtor brasileiro, lembrando de detalhes como a rotina de trabalho, de sete dias semanais, sem domingos e feriados.


Das mortes de animais e doenças que causam prejuízos. Do preço que recebemos nos descartes de animais. Da remuneração por litro de leite.


Me parece que há uma certa falta de informação em relação ao que acontece com o produtor.


A culpa acaba sempre caindo sobre ele.


Diante de uma postagem como essa, normalmente a corda acaba sempre estourando para o lado mais fraco. Isso abre margem para o negociador de leite, que compra do produtor, inventar mais uma desculpa para pagar menos ao produto comprado.
OTAVIO A. C. DE FARIAS

SÃO PAULO - SÃO PAULO

EM 24/01/2013

Caro Sr Fernando Cerêsa Neto,



Quanto a análise de custos de produção entre diversos países e o Brasil, recomendo verificar nos estudos da IFCN - International Farm Comparison Network - que coopera no Brasil com o Milkpoint e a EMBRAPA. IFCN faz analises de alto nível e alguns dos estudos são publicadas aqui no Milkpoint.



De certo, os custos levantados pelo senhor são impactantes. Talvez possamos verificar que tais insumos são também afetados pela estrutura fiscal / tributária, burocracia e outros entraves na economia Brasileira.



Notar que eu comentei no artigo que " Os reflexos são claros nas DIVERSAS CADEIAS DE PRODUÇÃO, fluxos de comércio internacional e preços ao consumidor". Ou seja, o problema é mais amplo do que somente a intervenção do Estado.



Sds, Otavio
OTAVIO A. C. DE FARIAS

SÃO PAULO - SÃO PAULO

EM 24/01/2013

Caro Sr. Denilson Bertolim,



Façamos uma rápida comparação de preços de leite no Brasil e alguns dos principais países produtores de leite no mundo.



No Brasil, paga-se (CEPEA) em media R$ 90 cents/lt, cerca de US$ 45 cents/lt. Lembrando que, no Brasil), preço ao produtor esteve em alta histórica nos últimos 2 anos.



Na Argentina paga-se US$ 34 cents/lt; no Chile US$ 40 cents/lt, na Nova Zelandia US$ 37,50 cents/lt, nos EUA US$ 47 cents/lt (considerar crise climática e quebra de safra), na França US$ 40,5 cents/lt, na Holanda US$ 47 cents/lt, e na Alemanha US$ 44 cents/lt.



Portanto, os números mostram que o preço de leite no Brasil está entre os mais altos do mundo, comparado somente a Holanda e Alemanha, cuja produtividade e qualidade são muito superiores `as do Brasil. Há países com custo de produção ainda mais altos, como Japão e Canadá.



A produtividade no Brasil e alto custo do leite no Brasil justificam as importações que estiveram em sua maior marca em 12 anos.



Permaneço à disposição para mais discussões sobre o tema.



Abracos, Otavio
OTAVIO A. C. DE FARIAS

SÃO PAULO - SÃO PAULO

EM 24/01/2013

Caro Hamilton,



Leite em Pó Integral no atacado, em sacarias de 25 kilos, foram negociados acima de R$ 10 / kilo em Dezembro, ao cambio entre R 2,00 e 2,10 , seria US$ 4,800 e US$ 5,000  ou mais por tonelada - este preço mais de 50% acima dos praticados na Nova Zelandia, que naturalmente é hoje a fonte mais competitiva do mercado internacional e nao serve de referencia para o Brasil, devido as dotacoes especificas de cada regiao, mas é referencia em termos de mercado global.



Já em Janeiro houve esperada e pontual redução dos preços no atacado, hoje na faixa de US$ 4,500 até cerca de US$ 5,000 (ainda).



Agradeço seus comentários e continuo a disposição para mais esclarecimentos.



Otávio
VINÍCIUS NOVAES COSTA

LUZ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/01/2013

Apenas não concordo que existam pontuais necessidades de intervenção do governo no mercado. O mercado é soberano, quanto mais intervenção pior, pois maiores são as distorções e maior será o impacto quando as intervenções acabarem ou diminuírem (e isto invariamelmente irá acontecer).
SÉRGIO ANDRADE DE SÁ

VOLTA REDONDA - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/01/2013

O lado negativo já é realidade, sou produtor de leite no sul de minas ( Andrelândia) e até hoje ( 24/01/13) estou sem receber da LBR, ligo para LBR e eles dizem que estão sofrendo uma auditoria do BNDES e que o pagamento será liberado, só que nunca cai na conta. Está difícil de se produzir leite no brasil.
RODGER DOUGLAS

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 23/01/2013

Otimo analise Otavio



Achei incrivel numa analise mostrando intervencao govermental apoiando o preco domestico ainda existe posts chorando do preco do leite e querendo mais apoio govermental.



Fato - o preco de leite no Brasil por leite produzido em alta escala (eficiencia na logistica) e com qualidade dentro das normas internacionais esta de 20-40% mais que produtores em outros paises recebem.



E o consumidor final que esta pagando por esta ineficiencia nos precos finais na prateleira.



O governo existe para proteger os interesses da sociedade como um todo e nesse cenario esta claro que a maioria estao levando desvantagem para apoiar poucos (produtores de leite).

SÉRGIOBARONE

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 23/01/2013

Caro Otávio, muito esclarecedor o seu artigo. Nossos produtores precisam se informar mais e mais sobre a conjuntura e as consequencias de atitudes intervencionistas. Recentemente realizei uma pesquisa junto a 84 produtores da Zona da Mata de Minas Gerais e o grau de ineficiência me impressionou, apenas 70%. Entretanto a grande maioria reclamou dos valores recebidos. Quando sugerimos que se olhe para dentro das propriedades e as soluções se iniciem dentro e não fora, fomos criticados por não defendermos os produtores.

  Acredito que somente seremos eficientes, e consequentemente competitivos, se as ações se iniciarem dentro da fazendas. Um artigo recente sobre um novo produtor foi postado nos indicando algumas características existentes nestes produtores. Acho que o caminho passa por ai.
FERNANDO HEEMANN

PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 23/01/2013

E isto aí meu amigo Otávio, muito boa a tua análise!


Um grande abraço.
RAONI BENI CRISTOVAM

DRACENA - SÃO PAULO - ZOOTECNISTA

EM 23/01/2013

Isso tudo nos demonstra de quão despreparado esta nosso governo, mostrando que quanto mais interfere, pior fica.



Também mostra as iniciativas não governamentais muito mais eficientes ao setor, onde o Prof Wagner Bescow já nos deu vários exemplos disso.



Tentando responder ao meu conterrâneo: dê uma olhada bem nessa e nas outras notícias para ver que o valor do nosso leite esta mais alto em relação a outros países, procure também ver alguns índices de preço de leite, como o CEPEA da USP por exemplo, estamos em plena época das águas, onde o leite tende a baixar, e o que esta acontecendo é o contrário, os índices de preços estão aumentando.



Presto consultoria a um Laticínio em nossa cidade, eu que estou observando por aqui é bem diferente do que era esperado pra essa época com relação a preço de leite, onde ainda temos que manter bons preços pra essa época.



E outra o que disse sobre o que o governo acha, já foi mais do que provado que quanto mais o governo interfere, pior fica ao produtor.



Caso queira "bater um papo" estou a disposição, meu e-mail é raonibeni@hotmail.com.



Um grande abraço a todos e parabéns Otávio pela matéria.
FERNANDO CERÊSA NETO

BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 23/01/2013

Ao considerar o leite produzido no Brasil de valor alto, gostaria  que o autor fizesse uma analogia dos custos de produção  entre os países citados e o Brasil, especialmente entre máquinas, fármacos e alimentação dos animais.


Fernando Ceresa Neto
DENILSON BERTOLIM

DRACENA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 22/01/2013

Alguem me responda:por que no Brasil sempre existe mil e uma explicações para o preço baixo do leite ao produtor.Obs:por acaso o governo acha que o produtor de leite vive de vento?.É esse o incentivo que o produtor tem para continuar produzindo?
HAROLDO MAX DE SOUSA

GOIÂNIA - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 22/01/2013

Pedro, você que sempre foi interessado na questão leite, segue uma visão geral sobre o tema.





Max
WAGNER BESKOW

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 22/01/2013

O dia que nosso produtor, nossos empresários industriais e, especialmente, nosso cidadão consumidor entenderem que toda a intervenção suprime inciativas, abafa soluções, mascara e perpetua ineficiências, ninguém mais aplaudirá políticos que se perpetuam na cena fazendo esse joguinho.



Muito bom teu artigo, ótima mensagem, e os números são isso mesmo.