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Controle de CCS na Nova Zelândia

POR BERNARD WOODCOCK

ESPAÇO ABERTO

EM 16/07/2013

12 MIN DE LEITURA

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A Nova Zelândia é o maior exportador de produtos lácteos do mundo e se orgulha de fornecer produtos de baixo custo e alta qualidade para mais de 120 países em todo o mundo. Ter produtos de qualidade significa não somente que esses têm um bom sabor, mas que têm um prazo de validade mais longo, garantem melhores rendimentos, têm menos devoluções de clientes e garantem que você tenha acesso a mercados como a Europa, que possui restrições nas especificações dos resultados de qualidade como, por exemplo, contagem de células somáticas (CCS). (Os europeus querem beber leite de vacas saudáveis). Para vender produtos lácteos para a Europa, a CCS média, por fazenda, não pode ser maior que 400.000. Isso significa que, como um país que exporta para a Europa ou qualquer outro país que adota os padrões europeus, você não pode ter uma fazenda que tem uma média de CCS de mais de 400.000 por um período de três meses e não melhorar no mês seguinte. Dessa forma, a CCS é um assunto muito sério na Nova Zelândia.

Conforme descrevi anteriormente em meu artigo sobre contagem bacteriana total (CBT), muitos brasileiros que vão à Nova Zelândia não entendem como gerimos tão boa qualidade. Os produtores da Nova Zelândia comumente não usam pré-dipping, por exemplo, e também muitas fazendas têm somente sistemas básicos para detectar a mastite clínica. Da mesma forma, eu fiquei um pouco surpreso quando vim pela primeira vez ao Brasil. Por exemplo, vi fazendas investindo muito dinheiro nos melhores produtos como pré-dipping e pós-dipping, investindo tempo e recursos extras durante a ordenha no preparo dos tetos das vacas quase à perfeição e detectando bem. Porém, ao mesmo tempo, eu vi excessivos danos nos tetos causados por excesso de ordenha, alto vácuo, equipamentos que não são regulados ou mantidos (bombas à vácuo, teteiras, etc) e um ambiente, que na pior das hipóteses, era apenas pura lama.

A Nova Zelândia tem um dos melhores resultados para CCS no mundo, média de CCS de 185.000/ml para 2011 e 2012, e muitos rebanhos têm uma CCS média de menos de 100.000/ml sem muito trabalho. Nos próximos parágrafos, tentarei explicar como fazemos isso.

Sistema de pagamento

Na Nova Zelândia, a qualidade é obrigatória, de forma que as fazendas são penalizadas pela baixa qualidade e não são incentivadas pela alta qualidade. O sistema de pagamento de uma companhia de lácteos típica está listado abaixo. Um ponto demérito equivale a 5% de penalidade, de forma que uma fazenda com 400.000-499.000/ml de CCS recebe 5% de penalidade e uma fazenda com mais de 1.000.000/ml recebe uma penalidade de 100%. Alguns outros detalhes do sistema – se uma fazenda tem uma média de mais de 400.000/ml por três meses ou se tem três resultados de mais de 1.000.000/ml consecutivos, pode possivelmente ser suspensa do fornecimento de leite.



Note também que a frequência de testes de CCS é diária e a fazenda recebe seu resultado no dia seguinte. Isso dá ao produtor a informação necessária para controlar a CCS no rebanho e avaliar efetivamente se seu sistema de controle está funcionando.

Controle de mastite na fazenda

1. Manejo de Ordenha

Na Nova Zelândia, uma ordenha rápida e eficiente é essencial. As vacas não devem gastar muito tempo esperando para serem ordenhadas e os ordenadores não devem gastar muito tempo ordenhando. Isso ajuda a manter as vacas e os ordenadores felizes. Uma vaca feliz e um ordenhador feliz são dois dos ingredientes essenciais para se ter uma baixa CCS. Isso também significa que as vacas não são ordenhadas excessivamente e que o ordenhador aproveita todas as vantagens da oxitocina natural da vaca. Isso também é essencial para se ter úberes e tetos saudáveis. O pré-dipping junto com a detecção de mastite é aplicado a cada ordenha durante o período de colostro; depois disso, o pré-dipping não é mais recomendado, mas sugere-se que os produtores continuem com a detecção periódica. O quão frequentemente o produtor detecta a mastite clínica varia de fazenda para fazenda. Algumas fazendas menores somente detectam quando o resultado da CCS diária aumenta dramaticamente ou sobe para mais de 200.000; e outros detectam diariamente, mas somente um teto por dia; e outros detectam diariamente todos os tetos (normalmente nas ordenhas da manhã). Nesse momento, a Nova Zelândia está pressionando pela melhora na detecção para tentar obter uma média nacional abaixo de 150.000/ml novamente. Após as teteiras serem removidas, os produtores aplicam um produto pós-dipping que tem 7-10% de emoliente. Os produtores são aconselhados a adicionar até 5% a mais de emoliente (normalmente glicerina) quando as condições de clima e da fazenda estão desafiadoras (muita chuva e lama) e no começo da lactação. O pós-dipping é aplicado com um spray, e não em um, copo para tornar o processo de ordenha mais rápido. Aplicadores de pós-dipping automáticos também são comuns.

2. Equipamentos

O sistema da Nova Zelândia é sazonal, de forma que o equipamento de ordenha recebe uma manutenção anual antes do início de cada estação. A Nova Zelândia desenvolveu seu próprio equipamento de ordenha padrão que difere um pouco do padrão ISO usado no Brasil e em outros países do mundo. Uma importante diferença é o nível de vácuo – operamos a níveis levemente menores do que no Brasil. Por exemplo, a linha média recomendada é de 47kpa no Brasil, enquanto na Nova Zelândia recomendamos 42-46. O equipamento na Nova Zelândia geralmente operará no menor nível da escala (42kpa neste exemplo) para tentar e prevenir danos nos tetos. Outro importante ponto é que todos os técnicos que fazem a manutenção do equipamento de ordenha precisam ser qualificados em um curso padronizado de manutenção de equipamentos de ordenha executado em benefício da indústria pela QCONZ.

As teteiras são trocados pelo menos uma vez a cada estação, mas normalmente com uma maior frequência, seguindo as orientações dos fabricantes. A Nova Zelândia tem seu próprio fabricante de teteiras, de forma que todas as encontradas no mercado são de alta qualidade. A Nova Zelândia também trabalha muito para garantir que os revendedores saibam quais teteiras recomendar e que os produtores saibam quais comprar.

O funcionamento dos equipamentos, as provas de manutenção e a substituição das teteiras são avaliados nas auditorias anuais das fazendas.

3. Ambiente

A NZ é um país que recebe muita chuva, de forma que é tomado um cuidado especial para garantir que minimizemos os efeitos da lama. As fazendas investem em drenagem dos piquetes, nos acessos à sala de ordenha e em corredores. Como expliquei em meu artigo, os corredores das fazendas na Nova Zelândia são geralmente melhores do que a maioria das estradas de terra no Brasil. Um ambiente bem conservado e um sistema baseado em pastagem garantem que os tetos das vacas estejam, em geral, limpos e secos durante e entre as ordenhas, o que minimiza a contaminação por mastite ambiental e também reduz os efeitos dos danos nos tetos.

4. Tratamento de vacas secas

No mínimo, vacas problemáticas ou vacas com níveis mais altos de CCS são tratadas com protocolo para vaca seca. Muitas fazendas tratam todas as vacas secas, embora essa prática possa mudar devido aos interesses internacionais em reduzir o uso de antibióticos. Além disso, o uso de selantes para tetos está se tornando mais comum, especialmente em rebanhos maiores.

5. Renovação do rebanho/descarte

O rebanho é testado 4 vezes por ano para produção (volume) e saúde animal (CCS). Esses dados são usados para ajudar os produtores a tomar decisões sobre descarte de animais. Em geral, cerca de 15-25% dos animais são abatidos por ano dependendo das condições de mercado, etc. Uma atenção especial também é aplicada na criação de novos animais (ambiente higiênico, etc.) para garantir que o rebanho esteja sendo substituído por animais saudáveis.

Suporte às fazendas/Assistência técnica

Treinamento

A assessoria técnica sobre a qualidade do leite é passada aos produtores e aos profissionais de saúde animal através de cursos padronizados de treinamento em todo o país, normalmente conduzidos pela QCONZ. Os produtores também têm acesso à materiais informativos, treinamento sobre mastite e uma ferramenta de resolução de problemas pela internet.

A questão mais importante aqui é que todos recebam o mesmo treinamento e dê a mesma assessoria. Todo mundo canta a mesma canção.

Assistência técnica

Quando um produtor recebe uma penalidade, eles também recebem rapidamente a visita técnica de um profissional qualificado em saúde animal para resolver o problema. Note que a pessoa que faz a assessoria precisa ter completado um curso padronizado de treinamento. Na maioria dos casos, essa visita é feita gratuitamente, desde que a pessoa que faça a visita seja da QCONZ ou outra empresa técnica qualificada.

Aplicação do controle de mastite da Nova Zelândia no Brasil

O sistema neozelandês de controle de mastite é o mesmo sistema recomendado em todo o mundo e comprovado por pesquisas. No Brasil não é diferente. Algumas recomendações que eu teria aos produtores brasileiros seriam:

• Garanta que seu nível de vácuo esteja de acordo com as recomendações da CBQL e peça a seu técnico para usar o nível mais baixo das recomendações.
• Manutenção regular de seu equipamento de ordenha.
• Trocar as teteiras/borrachas regularmente e seja cuidadoso se usa produtos paralelos.
• Garanta que sua bomba de vácuo esteja adequada e que você tenha alguma reserva de ar suficiente.
• Ordenhe de forma eficiente – coloque os copos calmamente e sem sobressaltos e os retire com o vácuo totalmente desligado – evite a sobre-ordenha.
• Use um bom produto de pós-dipping com abundância de emoliente e garanta que você cobriu todo o teto.
• Se você usa pré-dipping, garanta que você tenha uma rotina eficiente. Se você decidir parar de usar pré-dipping, monitore o número de casos clínicos, teste usando CMT, etc, para garantir que você não precisa.
• Se você detectar mastite – trate-a. Pequenos grumos são mastite. Não espere para tratar, trate-a imediatamente. Se você tem funcionários, garanta que eles estejam detectando e tratando eficientemente.
• Pratique o tratamento da vaca seca usando um bom produto. Isso funciona e vale bem a pena o investimento.
• Por favor – se você tem problemas com o ambiente, faça algo sobre isso. Tente reduzir os efeitos da lama em sua fazenda, melhore os acessos, melhore os corredores, melhore a área de permanência dos animais, forneça mais sombra, melhore a drenagem, etc. Dê atenção especial à área de pré-parto.
• Torne a prevalência de mastite uma parte de seu processo de decisão para o descarte de vacas. Teste todo o rebanho para CCS 4 vezes por ano. Tenha uma taxa de descarte de cerca de 15-25%.
• Tenha um bom processo de criação de bezerras, você precisa substituir seu rebanho com novilhas fortes e saudáveis.

E, em geral, tente focar mais na condição do teto – ter um teto saudável que não é prejudicado pelo ambiente ou durante a ordenha é vital.

Algumas notas sobre o pré-dipping

O pré-dipping não é tão comumente usado ao redor do mundo como você pode pensar. É usado em 50% ou menos das fazendas da Inglaterra, Europa, Uruguai, Argentina e Chile e dificilmente é usado na Austrália e na Nova Zelândia. Eu acredito que é mais comumente usado nos Estados Unidos, mas mesmo lá, seu custo benefício é questionado.

Pesquisas na Nova Zelândia (clima frio e subtropical, sistemas de pastagens) e Austrália (clima tropical e subtropical, sistema de pastagens) mostraram que o pré-dipping não funciona para as realidades lá. Outras pesquisas em outros locais do mundo mostram que sua efetividade está entre 0-15% na redução de novos casos clínicos, dependendo de qual pesquisa você lê.

As vantagens de não usar pré-dipping são várias e incluem menores custos do produto, menores custos de mão de obra e uma rotina de ordenha mais rápida/maior eficiência. Um problema importante que vejo no Brasil com o pré-dipping e a rotina de pré-ordenha é o atraso na colocação da teteira (mais de 2 minutos – não aproveitando a oxitocina e o processo natural de descida do leite), que leva a uma sub-ordenha (que pode causar mastite, mas também significa menos leite no tanque e menos dinheiro no banco para os produtores). Uma rotina lenta pode também causar um atraso na retirada do equipamento, significando que você pode ter uma sobre-ordenha, danos nos tetos e mastite.

Em muitos casos, descobri que a rotina pré-ordenha no Brasil causa mais danos e mais mastite que previne a doença. Mesmo tento dito isso, eu recomendo o uso de pré-dipping para muitas fazendas no Brasil, desde que isso seja feito com uma rotina rápida de ordenha, isto é, os copos sejam colocados dentro de 2 minutos e sejam tirados rapidamente após a ordenha estar completa.

Algumas pesquisas sobre pré-dipping

Nova Zelândia

JH Williamson, andSJ Lacy-Hulberta, 2013: Effectofdisinfectingteats post-milkingorpre- and post-milkingonintramammaryinfectionandsomaticcellcount. New ZealandVeterinaryJournal, January. Online: https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/00480169.2012.751576?journalCode=tnzv20&#preview

“A desinfeção dos tetos pós-ordenha aplicada com spray é um componente essencial no controle de mastite na Nova Zelândia. Não houve benefícios da adição da adição de desinfecção pré-ordenha”.

EUA

Pankey, J.W., andDrechsler, P.A., 1993: Evolutionofudderhygiene: Premilkingteatsanitation. VeterinaryClinicsof North America: Food Animal Practice. 9:519-530. Online: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/8242456

“O pré-dipping reduziu a incidência de novas infecções intramamária (IMIs) e novos casos de mastite clínica. Infelizmente, certos fatores anularam esses efeitos positivos. Esses fatores precisam ser definidos. Os produtores devem monitorar os efeitos do pré-dipping para determinar se o investimento em produto e tempo tem um retorno econômico sob as condições de sua fazenda leiteira”.

Inglaterra

Hillerton JE, Shearn MF, Teverson RM, Langridge S, Booth, JM 1993.Effectofpre-milkingteatdipping onclinicalmastitisondairyfarms in England. J Dairy Res.Feb;60(1):31-41. Online: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/8436665

“Não parece haver justificativa para o uso indiscriminado do Dipping dos Tetos Pré Ordenha (PMTD) apesar de a maioria das fazendas e grupos de riscos poder se beneficiar de uma melhor atenção ao controle convencional de mastite”.

Sobre o QCONZ (QualityConsultantsof New Zealand)

A QCONZ é uma empresa de serviços que fornece treinamento, consultoria, assistência técnica e serviços de auditoria para a indústria de lácteos na Nova Zelândia, Austrália, Brasil, América do Sul e Ásia. No Brasil, o QCONZ inspeciona fazendas BPF para DPA e implementou o Sistema Mineiro de Qualidade do Leite (SMQL) em mais de 120 companhias de lácteos em Minas Gerais. A QCONZ também já realizou outros projetos para DPA, BRF, Itambé, Bela Vista, LBR, Unilever, Sebrae Minas, SENAR Minas, SECTS Minas, Emater Minas e Balde Cheio Rio, entre outras organizações líderes na indústria de lácteos.
 


Informação

Bernard Woodcock também será palestrante do Interleite Brasil que acontecerá nos dias 11 e 12 de Setembro, em Uberlândia, MG. No evento, ele abordará sobre "Gestão da Qualidade do Leite". Clique e veja a programação completa do evento.


 

ARTIGO EXCLUSIVO | Este artigo é de uso exclusivo do MilkPoint, não sendo permitida sua cópia e/ou réplica sem prévia autorização do portal e do(s) autor(es) do artigo.

BERNARD WOODCOCK

CEO / Socio da QCONZ (Quality Consultants of New Zealand) America Latina.
e-mail: Bernard@qconz.com.br

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EDINALDO DE SOUZA TEIXEIRA

SALVADOR - BAHIA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 20/04/2015

20.04.2015-Infelizmente só hoje leio tudo isso a respeito do do pré-dipping.Ótimo o artigo .Há

alguns anos tomei um curso com o professor Edinaldo, da Escola de Veterinária do Rio de Janeiro e ele me falou que todo ano ele tira férias e vai para NZ, e todo ano ele diz trazer de

lá uma nova tecnologia.Sou peq.produtor na região de Feira de Santana-BA.Já produzo com

alguma qualidade , CCS 400 mil e CBT mensal com 3 tetos  com 3 +++.Em 2 anos tive 1 caso de mastite.Já ganhei um premio de melhor qualidade pela Nestle.

Por que vou deixar de fazer o pre-dipping - ATENÇÃO -  DEPOIS QUE  SE COLOCA O IODO NO TETO SÓ SE PODE USAR A TOALHA DE PAPEL PARA ENXUGAR O TETO

30 SEGUNDOS APÓS  e isso  sempre o funci não cumpre pois levei vários meses cronometrando. Pensem bem - todo remédio tem um tempo para fazer efeito - e se o funci

retira o produto antes dos 30 seg  que adiantou o pre-dipping? E se o produto não for retira

do ou ainda o teto ficar úmido?Eu aprendi que  para se tirar leite com qualidade tem que ter

fora outros requisitos, TETOS LIMPOS E SECOS.

Com isso espero não só ganhar tempo como ordenhador e vaca mais tranquilos como disse o professor Bernard.

Edinaldo de Souza Teixeira
GILNEI RODRIGUES CORRÊA

SÃO SEPÉ - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 08/02/2014

Depois de ler este artigo vou ter de mudar meu conceito na hora de ordenhar e repensar o uso do pré-dipping.
BERNARD WOODCOCK

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 16/08/2013

Prezado Marcos, muito obrigado pelos seus comentários... realmente não queria provocar uma grande discussão sobre pré-dipping, mas sim focar na importância de um programa completo, então concordo 100% com seus comentários ... 



"Minha opinião é de que o foco não deve ser somente a discussão sobre o pré-dipping, mas também outros aspectos: condição de higiene das vacas antes da ordenha, tempo de preparação das vacas, manutenção adequada de ordenhadeira, evitar a sobreordenha, entre outros"



... e espero que tenha muita gente anotando isso.



Caro Michel, um exemplo de como nós aprendamos com outros países, a QCONZ recentemente levou um teste da caneca de fundo preto que é tipicamente usado aqui no Brasil para NZ e nós desenvolvemos um modelo igual e o entregamos para todos os produtores que fornecem leite para Fonterra. Antes isso não tínhamos nenhum produto no mercado e fazíamos a detecção no chão ou em alguma superfície preta, tipo disco de vinil. Para a detecção de mastite sub clinica é comum o uso de um aparelho eletrônico que mede a condutividade do leite.



Estes animais permanecem com o rebanho? - não, são separados.



Estas vacas são ordenhadas na mesma sequência? - Não, a sequência é seguida da seguinte forma: 1) vacas saudáveis; 2) vacas com colostro; 3) vacas doentes.



Onde é feito o tratamento? Normalmente no fosso.



Att

Bernard
RONALDO MARCIANO GONTIJO

BOM DESPACHO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 01/08/2013

Doutor Marcos Veiga,



Meus parabéns pela sua brilhante intervenção.



Ronaldo
MICHEL KAZANOWSKI

QUEDAS DO IGUAÇU - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 01/08/2013

Caro Bernard,



Dúvidas sobre a rotina de ordenha.

Como são identificados os novos casos de mastite no rebanho? Estes animais permanecem com o rebanho? Estas vacas são ordenhadas na mesma sequencia? Onde é feito o tratamento?



Abraço,



Michel
MARCOS VEIGA SANTOS

PIRASSUNUNGA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 31/07/2013

Prezado Bernard, primeiramente parabéns pelo artigo e pela abordagem sobre a produção de leite na Nova Zelândia e as medidas principais para o controle de mastite lá utilizadas. Eu considero que é sempre importante conhecer realidades diferentes para conseguirmos evoluir e aprender cada vez mais.



Pelo conteúdo do artigo e pelos comentários, um dos pontos principais da discussão é quanto ao uso do pré-dipping e a sua importância relativa dentro de um programa de qualidade do leite. Respeito muito as opiniões diferentes, principalmente em outras realidades. No entanto, minha opinião é de que o pré-dipping é uma medida fundamental e necessária com dois objetivos: redução de novos casos de mastite de origem ambiental e redução da carga microbiana do leite. Os estudos a partir da década de 1980 (Galton, Oliver) indicam redução média de 50% de novas infecções de origem ambiental e cerca de 80% de redução da CBT. Um estudo recente da Embrapa (avaliação do kit de ordenha manual) indicou que somente o uso de solução clorada antes da ordenha manual gera redução de cerca de 80% da CBT.



Minha opinião é de que o foco não deve ser somente a discussão sobre o pré-dipping, mas também outros aspectos: condição de higiene das vacas antes da ordenha, tempo de preparação das vacas, manutenção adequada de ordenhadeira, evitar a sobreordenha, entre outros.



Outro ponto importante que eu vejo, é que a redução da CCS não envolve somente pré-dipping e sim inúmeros fatores. Somente para citar uma diferença, o perfil dos agentes causadores de mastite no Brasil ainda é predominantemente contagioso na maioria dos rebanhos, enquanto na Nova Zelândia (segundo informações do Hillerton) é praticamente ambiental (S. uberis). Acredito que em alguns rebanhos, a importância relativa do pré-dipping seja bem menor do que outras medidas, mas penso que não podemos usar o argumento de que sendo a CCS da NZ é baixa e lá não se usa pré-dipping, esse raciocínio pode ser usado da mesma forma no Brasil. Além disso, a discussão sobre o uso de uma rotina de pré-ordenha completa (pré-dipping, teste da caneca) ou parcial depende de outros fatores, como tempo de ordenha.



Desculpe a mensagem longa. Mais uma vez, respeito muito as opiniões diferentes e geralmente é com elas que mais aprendo. Acho que este é o grande diferencial do Milkpoint de poder ouvir a opinião de tantos outros profissionais.



Cordial abraço, Marcos Veiga
WAGNER BESKOW

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 19/07/2013

Gontijo,



De início não entendi tua pergunta, porque não via ligação nem com meu comentário nem com o artigo. Foi então que me lembrei de que tudo é uma questão de PONTO DE VISTA, conforme bem ilustras essa imagem abaixo:



https://www.transpondo.com.br/images/outros/pontodevista.jpg



Em resumo, sou do tipo: "time que está ganhando não se mexe".



O leite é por demais complexo. Saber de onde veem realmente os efeitos/resultados é uma missão difícil até mesmo na pesquisa (daí a importância de metodologia científica para separar as coisas).



Num caso em que esteja tudo maravilhoso em CCS e CBT, como tu e Guilherme assinalam, mexer por mexer por quê? Claro que não. Quem tem baixa CCS e baixa CBT sabe o que está fazendo e tem autoridade para seguir com orgulho o que faz. Simples.



No entanto, muitos caminhos levam ao mesmo lugar e com consequências diferentes (custos, trabalheira, desperdícios, retrabalho, falsos responsáveis pelos resultados etc.).



A questão toda passar por:



1) Saber o que se quer atingir e quando (metas). Importantíssimo e vem antes de tudo o mais.



2) Ter um (apenas 1) método a seguir e fazê-lo com rigor (quanto mais pular para lá e para cá, mais desiludido e perdido fica o sujeito). Em minha experiência, produtores de sucesso escolhem uma fonte confiável de informação/orientação e a seguem (mesmo que seja de uma benzedeira! -- falo sério). A receita para "esculhambar" uma propriedade é ficar perguntado e ouvindo muita gente (sejam eles técnicos ou leigos). Não há uma única fórmula para coisa alguma no leite.



3) Ao atingir bons índices de qualidade, só mexer se (a) alguma grave e justificável rotina operacional seja problema para as pessoas ou as vacas OU (b) se se busca redução de custos e alguma das práticas pode estar com benefício/custo muito baixo. Não sendo nada disso, mexer seria prova de que chegou onde chegou sem saber o que está fazendo.



Esse é meu ponto de vista geral sobre o que levantas.



Muito boa a discussão! Parabéns a todos.
MICHEL KAZANOWSKI

QUEDAS DO IGUAÇU - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 19/07/2013

Caro Ronaldo,



Tu tocou em dois pontos fortes: "não são para pequenos rebanhos", "um trator de 80 hp e uma plantadeira de 6 linhas  ou um tratorista com um trator de mais de 300 hp com uma plantadeira de 48 linhas? Qual é mais eficiente?"



Vamos ao primeiro ponto. Qual é o tamanho de rebanho que as propriedades brasileiras são capazes de conduzir? Na pratica vemos produtores com 20, 40, 60, 100 vacas. Daqui para frente encontrar rebanhos acima deste número é como procurar ouro no aluvião. O produtor nacional é tão ineficiente na sua rotina de trabalho que a produtividade de sua mão de obra é baixíssima levando a condução de uma baixa escala de produção. A esmagadora maioria das fazendas não explora nem a metade de vacas que seria capaz de explorar se tivessem um sistema de trabalho eficiente. Existem inumeros outros fatores que levam a baixa produção mas essa eu considero uma das principais. Gasta-se muito tempo em coisas erradas e deixa-se de planejar e efetivar ações que realmente tragam retorno a curto prazo ao bolso do produtor.



Segundo ponto. É mais eficiente aquele que melhor faz uso do capital. Os americanos tem maquinas gigantes. Isso é para serem mais eficientes? Sim. Sua janela de plantio de soja é de 15 dias e se não plantarem neste prazo perdem a chance de uma boa safra. Os brasileiros tentam imitar os americanos e compram grandes equipamentos, também plantando sua safra em 15 dias. Só que a nossa janela de plantio dura muito mais que 15 dias. Se ele tivesse uma maquina de 6 linhas levaria muito mais tempo para plantar, o que deixaria seu plantio escalonado, correndo muito menos risco de ter perdas climáticas, teria muito menos capital imobilizado e pagaria muito menos juros aos bancos. Qual é mais eficiente?

Vacas que pastam tem uma janela de horas para comer ou sol torra na moleira. Ter uma ordenha eficiente é primordial para que elas tem um alto consumo de MS e uma produção satisfatória. Por isso a rotina de ordenha eficiente nesse sistema é tão importante.



Abraço
RONALDO MARCIANO GONTIJO

BOM DESPACHO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 19/07/2013

Caro Bernard,



Creio que você não entendeu meu questionamento para o Beskow, eu não me referi a quem está fazendo errado e com um leite de má qualidade. É um erro afirmar que o leite brasileiro é todo ruim, existem milhares de fazendas espalhadas por aí com um leite de ótima qualidade. O que eu questionei foi devido ao fato do comentário que ele fez, generalizando todos. Eu não vejo necessidade de quem já tem um leite de boa qualidade abandonar a rotina americana e adotar a neozelandesa, visto que não terá redução de custos e nem melhora na qualidade. Não disse em momento algum que a rotina neozelandesa não funciona, mas hoje como existe falta de conhecimento e material disponível o preço de uma consultoria especializada para a implantação da rotina neozelandesa é cara. Não é a melhor opção para pequenos rebanhos, principalmente pelo fato de exigir mais equipamentos. Para grandes fazendas, que produzem em sistemas pastoris com certeza é a melhor opção. Como já disse anteriormente, é preciso fazer contas. E jamais tentar improvisar.
BERNARD WOODCOCK

EM 19/07/2013

Prezados,



Muito obrigado pelos comentários, estou contente em saber que as informações que passei foram bem recebidas.



<strong>Flavio</strong> - Resultado de CCS diário com D+1 realmente ajuda e muito.



<strong>Michel</strong> - Bons comentários. Obrigado por esclarecer  a importância de ser eficiente dentro do sistema de controle de mastite.  



<strong>Ronaldo</strong>  - A minha intenção não é dizer - parar de fazer isso ou parar de fazer aquilo -  o que queria dizer é - comecem a pensar em ter um sistema completo (com todos os controles essenciais juntos, como monitoramento, treinamento e assistência técnica qualificada). Em resposta a seu comentário para Beskow - uma pesquisa citada pelo Prof. Marcos Veiga...



https://www.milkpoint.com.br/mypoint/6239/p_uso_de_medidas_de_controle_de_mastite_aumentam_a_eficiencia_tecnica_de_fazendas_leiteiras_mastite_gado_leiteiro_4809.aspx



<em>"Nem todas as medidas preventivas são igualmente efetivas quanto ao ganho econômico. A avaliação dos efeitos do uso de medidas preventivas tem indicado que a desinfecção dos tetos após a ordenha, manutenção periódica dos equipamentos de ordenha e a terapia de vaca seca são tecnicamente efetivas em reduzir a incidência de mastite. No entanto, o uso de sanitizantes na solução de lavagem ao preparar os tetos para ordenha não demonstrou ser uma prática economicamente efetiva em nível de rebanho"</em>



Então, quando eu vejo um produtor fazendo um pré-dipping bem feito (redução de novas infecções de 0-15%) e não fazendo pós-dipping bem feito (redução de novas infecções 50-60%), com teteiras velhas / equipamento mal ajustado / alto vácuo, eu também acho que o foco está errado. Para ser eficiente e ter o melhor resultado, com menor custo, você tem que focar nas medidas mais efetivas. Não estou dizendo que tem que parar de fazer pré-dipping, mas pelo menos gostaria que soubessem que há outros controles mais importantes a serem feitos para se ter um bom resultado.
RONALDO MARCIANO GONTIJO

BOM DESPACHO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 18/07/2013

Caro Michel,



Sobre o rendimento dos equipamentos vou fazer uma comparação simples: quem planta mais hectares de soja por dia, um tratorista com um trator de 80 hp e uma plantadeira de 6 linhas  ou um tratorista com um trator de mais de 300 hp com uma plantadeira de 48 linhas? Qual é mais eficiente?
RONALDO MARCIANO GONTIJO

BOM DESPACHO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 18/07/2013

Caro Michel,



Só  mais um detalhe: segundo o Doutor Marcos Veiga o uso do pré diping chega a reduzir em até 80% a carga bacteriana inicial do leite. E como preventivo da mastite reduz em 50% os casos de mastite ambiental. Esses números devem ser levados em conta por qualquer produtor que se diz profissional.
RONALDO MARCIANO GONTIJO

BOM DESPACHO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 18/07/2013

Caro Michel,



Mais uma vez concordo com você em partes, é bem melhor corrigirmos os problemas. Mas de nada adianta usarmos o "jeitinho brasileiro", tentar fazer o que é feito na NZ  com improvisos vai ser um desastre. E da mesma forma uma fazenda pequena tentar copiar as grandes fazendas neozelandesas em equipamentos vai decretar sua falência. Extrator automático, placas de resfriamento, etc., não são para pequenos rebanhos, onde não vai reduzir um funcionário sequer. É preciso darmos mais valor as calculadoras.
MICHEL KAZANOWSKI

QUEDAS DO IGUAÇU - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 18/07/2013

Caro Ronaldo,

Concordo contigo, em partes. O uso de pré-dipping não visa reduzir CBT, mas sim CCS. Utilizar um produto desinfetante antes da colocação das teteiras serve para reduzir o risco de entrada das bactérias no canal do teto, quando há um alto nível de contaminação nos tetos. Caso contrario sua utilização tem efeitos contraditórios, como cita o autor. Ele também cita que em alguns casos o pré-dipping é recomendado.

A grande questão da NZ não está no uso ou não de pré-dipping mas na eficiência do uso do trabalho na ordenha, sem comprometer a qualidade do produto. Concordo contigo que fazer todos os procedimentos que mandam as cartilhas ajudam a manter a qualidade do leite. Mas ai vem a questão. O brasileiro faz tudo o que manda o manual, tem uma sala de ordenha tão limpa quanto um hospital e seu leite tem baixa qualidade. Por que?

Não adianta seguir o manual de ordenha se as instalações são inadequadas, se as vacas quase precisam de correntes nos cascos para vencer a lama e chegar a ordenha, se quando chegam não encontram uma sala de espera adequada, quando saem da ordenha vão se deitar na lama a espera das companheiras serem ordenhadas e ai vai...

Analisamos a realidade brasileira. O típico produtor ordenha menos de 100 vacas, em uma ordenha com 4 a 6 conjuntos, operados por duas pessoas e leva umas 2 a 3 horas para iniciar e finalizar os trabalhos.

O Neozelandes, com o mesmo numero de pessoas ordenha 400 vacas em 1,5 horas com 40 conjuntos e leva mais meia hora para deixar tudo limpo. Isso seria possível se cada vaca tivesse que ter seus tetos lavados, desinfetados, secados, testados com caneca de fundo preto? É humanamente impossível. Por esta razão se foca na raiz do problema. Essa é a lição que devemos tirar.
RONALDO MARCIANO GONTIJO

BOM DESPACHO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 17/07/2013

Seria bom que todos parassem e refletissem sobre o artigo. Todos sabemos que é simples e fácil produzir leite de qualidade seguindo a rotina de ordenha que já foi divulgado em livros, revistas, cartilhas, manuais, internet, são materiais muitas vezes gratuitos, outros com algum custo, mas que acima de tudo são acessíveis a qualquer um, por menor que seja seu grau de instrução, basta querer colocar em prática que o resultado aparece.

E o que o senhor Bernard tem mostrado em seus artigos? Quem está capacitado a transmitir o conhecimento destes procedimentos neozelandeses no Brasil? Quanto vai custar? Tem material de qualidade distribuído gratuitamente? É acessível a qualquer produtor? Ou será que baseado neste artigo qualquer um vai sair eliminando o pré diping? Baixar o nível de vácuo da ordenhadeira sem consultar um profissional? Deixar de fazer o tratamento de vaca seca? Deixar de usar a caneca telada para detectar mastite?

Gostaria muito que todos refletissem sobre tudo isto, pois na maioria das vezes o que lemos em artigos bem escritos não se aplicam a realidade de nossas fazendas. Todos que leram este artigo deveriam ler também os artigos do Doutor Marcos Veiga e tirar dúvidas com ele, pois se não for o maior especialista em mastite no Brasil, com certeza se figura entre os melhores.
RONALDO MARCIANO GONTIJO

BOM DESPACHO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 17/07/2013

Caro Michel,



Você tem razão em partes; é preciso acabar com a lama. Mas daí a deixar de fazer o pré-dipping já é outra história. Tem que levar em conta que sem placas de pré resfriamento vai ser muito difícil manter o leite com menos de 10.000 UFC/ml, principalmente em regiões mais quentes e quando o resfriador está trabalhando perto da capacidade máxima. E é justamente nesta hora que tem que se fazer contas antes de investir em placas de resfriamento, pois além do custo das mesmas ainda tem o custo do resfriador para água, a energia para gelar esta água. A maioria das propriedades não vai conseguir eliminar ao menos um funcionário pelo simples fato de não fazer o pré-dipping, nestas condições o investimento é um tiro no pé, jamais vai se pagar, pois o custo do desinfetante usado no pré geralmente é mais barato que a energia usada para gelar a água. Antes de mudar qualquer coisa dentro da propriedade é muito importante que se faça uma criteriosa analise de custo.
JUAREZ CABRAL FERNANDES

QUIRINÓPOLIS - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 17/07/2013

Pra deixar bem claro aos nossos produtores de leite, na Nova Zelândia foi feito investimentos em treinamentos e qualificação de todos os envolvidos no processo de produção de leite, do funcionário da fazenda até os consultores, e sempre dentro de uma mesma metodologia, os locais onde os animais estão ou são conduzidos também são preparados para evitar contaminação, muito diferente do Brasil, aqui poucas fazenda estão investindo em treinamento e qualificação a todos, a maioria que usa pastagens não usam um correto preparo tanto do local onde as vacas pastam, descansam ou se deslocam ate a sala de ordenha, sendo ela obrigadas a enfrentar todo tipo de desafio possível, quando se fala em manutenção correta do equipamento de ordenha e regulagem de vácuo e pulsação da mesma, os vários consultores que existe neste pais se divergem dos parâmetros adotados pelas normas isso, então vendo tudo isso, penso que ainda esta longe de nos igualarmos ao sistema de produção de países que investem na profissionalização de produção de leite, mas não perco as esperanças, estamos caminhando...
RAONI BENI CRISTOVAM

DRACENA - SÃO PAULO - ZOOTECNISTA

EM 17/07/2013

Caro senhor Bernard, meus parabéns pelo artigo.



Vejo que o senhor tem muita experiência no assunto e com isso consegue passar informações para nós valiosas. Contudo fico até entristecido com o pessoal que lê o artigo talvez rápido demais e não consegue absorver o que o artigo tem a nos passar, muitas vezes até baixando muito o nível da discussão aqui neste portal, até mesmo por parte dos técnicos.



Infelizmente muita gente retira parte do texto e não de maneira sistêmica a atividade (ordenha corretas e as possíveis causas do problema) como um todo, e partir dessas partes do texto fazem exclamações errôneas sobre a real ideia que o senhor procurou passar.



Meus parabéns pelo artigo e por favor continue a enriquecer este portal com seus artigos e sua experiência.



Saudações.
MICHEL KAZANOWSKI

QUEDAS DO IGUAÇU - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 17/07/2013

Devo destacar o comentário do Wagner - "foco nas coisas erradas"



Se existe alto grau de lama nos tetos não adianta usar pré-dipping da melhor qualidade que a CCS vai subir de qualquer modo. O desafio é elevado demais para qualquer produto. É preciso acabar com a lama. Isso não é impossível. É necessário investimento e planejamento, no entanto, trará muito mais benefícios que baixa CCS, como por exemplo, mais leite no tanque, menos tratamentos de mastite e todas as perdas associadas, menos problemas de locomoção, uma maior velocidade de deslocamento das vacas, ordenha mais rápida e ordenhadores mais felizes por não terem que banhar as vacas todos os dias, mais conjuntos poderão ser operados por um ordenhador reduzindo a mão de obra, a ordenha será mais rápida liberando as vacas mais breve para irem pastar, menos tempo permanecendo sobre o concreto, mais vacas prenhes no prazo desejado, etc e etc. Acabar com a lama apesar de ter seu preço tem muito mais a oferecer que fazer pré-dipping. É o mesmo que tentar tapar o sol com  peneira.
ESTÊVÃO DOMINGOS DE OLIVEIRA

QUIRINÓPOLIS - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 17/07/2013

Fantástico artigo.



Gostaria que todos os produtores de leite e todos os técnicos que acompanham fazendas leiteiras tivessem a possibilidade de ler este trabalho.



Com certeza serão informações como estas que garantirão uma produção de leite de melhor qualidade no Brasil.



Muito obrigado ao Bernard por compartilhar estas informações.
MilkPoint AgriPoint