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Brasil leiteiro de Sul a Norte - Rio de Janeiro e Espírito Santo

POR ANTÔNIO CARLOS DE SOUZA LIMA JR.

ESPAÇO ABERTO

EM 28/07/2014

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Conforme anunciamos, vamos trabalhar neste artigo os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, juntos, fechando assim a região Sudeste.

Iniciei minha vida profissional em Barra Mansa, região Sul fluminense do Rio de Janeiro, onde residi por um ano. Lá, na época,estava estabelecida uma importante planta de produção de refrigerados, que mais tarde foi desativada, se transformando em fábrica de produtos UHT. No Espírito Santo, atuei na região de Nova Venécia, ao Norte, onde funcionava uma planta apta para a produção de leite em pó industrial, mas que operava, principalmente, como uma pré-condensadora.

Os dois estados produziram juntos próximo de um bilhão de litros de leite em 2012, segundo dados do IBGE. O Rio de Janeiro (RJ) com 538,8 milhões e o Espírito Santo (ES) com 456,4 milhões, ocupam respectivamente o 12° e o 15° lugares no ranking nacional de produção. De 2008 a 2012, o RJ cresceu 13% e o ES apenas 9%, enquanto o país, 17% no mesmo período.

Ambos os estados tem uma topografia muito acidentada, o que limita consideravelmente o uso da mecanização e a produção de forragens. Com solos tombados, o processo de erosão é intenso e as práticas de conservação são difíceis, mas imprescindíveis, elevando os custos de produção. Na Embrapa Gado de Leite o plantio de brachiaria em faixa é um exemplo de tecnologia para a formação de pastos nos morros sem tanta erosão.

O preparo do solo e o transporte muitas vezes têm que ser realizados através do uso da tração animal. A cangalha e a junta de boi puxando arado podem ser vistos nestas regiões com alguma frequência.

Os produtores, em geral, têm uma produção pequena, com menos de 100 litros diários na média, nos dois estados. Com base no Censo do IBGE de 2006, são 15.000 produtores no RJ e 17.800 no ES. Cruzando estes números com os volumes produzidos, cada produtor fluminense produz em média 98 litros e o capixaba, 70 litros por dia.

No ES o leite está mais concentrado nas regiões Noroeste e Sul do estado e no RJ, nas regiões Noroeste e Sul Fluminense. Os municípios de Nova Venécia, Colatina, Cachoeira do Itapemirim e Presidente Kennedy, no ES, e, Itaperuna e Valença, no RJ, se destacam como grandes produtores.

O mapa abaixo, preparado com base nos dados do IBGE de 2012, ilustra como a produção do estado do Rio de Janeiro está distribuída nas mesorregiões.

Fonte: IBGE - Pesquisa Pecuária Municipal, 2012

Em seguida, o mapa com a produção de leite nas mesorregiões do Espírito Santo.

Fonte: IBGE - Pesquisa Pecuária Municipal, 2012

No ES, a disponibilidade per capta de leite é de 130,4 litros, enquanto no RJ, ela é de apenas 33,7. Ou seja, o RJ tem uma produção muito aquém da necessária para abastecer sua população de 16 milhões de habitantes. Assim, podemos considerar que produzir leite nestas regiões, especialmente no RJ, dá ao produtor boas oportunidades de comercialização, proporcionando preços mais atrativos.

O parque fabril instalado no RJ é extremamente ocioso. Com o objetivo de estimular a produção interna, o governo estadual criou o Rio Leite. O programa consiste em promover a industrialização de leite através de incentivos fiscais. Por meio de um decreto, o estado zerou o ICMS para indústrias e cooperativas. Isso proporciona uma vantagem competitiva, sendo que na maioria das demais unidades da Federação, a cadeia do leite é onerada em 12% por este tributo. Ou seja, para uma indústria do RJ processar leite de outro estado, ela paga 12% a mais por este produto.

Esta medida associada à importância que o mercado do RJ representa para o setor, têm estimulado muitas empresas a se estabelecerem no estado. A indústria de leite e derivados Marília, por exemplo, construiu uma nova fábrica em Itaperuna, no Noroeste do estado. A Caprilat, de Friburgo, adquiriu a fábrica da Canaã Leite, em Macacu, na região Serrana, para beneficiar leite bovino. A LBR opera em Barra Mansa com uma fábrica de leite UHT, adquirida da Nestlé, pela Bom Gosto. Em Três Rios, a Nestlé também inaugurou recentemente uma unidade fabril. Em Itaperuna, a Quatá adquiriu a fábrica e a marca Glória, que estava sendo operada pela LBR. E a Vigor, assumiu a planta da BRF, que já estava em fase final de montagem, em Barra do Piraí. Nenhuma delas dispõe de matéria-prima suficiente para abastecer as suas operações. Todas dependem de leite trazido de outros estados, principalmente de Minas Gerais.

O Rio Leite, também promove ações de transferência e difusão de tecnologia através da realização de encontros técnicos, com palestras para os produtores em todo o estado.

No ES, a operação do parque fabril, que também tem ociosidade, já é mais equilibrada com a produção.

O rebanho predominante na região dos dois estados é de mestiços girolando. Ainda prevalece o uso de touros reprodutores havendo muito espaço para ganhos genéticos com a implementação de práticas, como a inseminação artificial e a seleção dos animais. Entendemos que tanto o RJ como o ES representam um importante mercado para se introduzir fêmeas leiteiras com boa genética, provenientes de outros estados.

A Secretaria de Estado de Agricultura e Pecuária do Rio de Janeiro (SEAPEC) criou o Programa Rio Genética, visando aumentar e melhorar a produção de leite no estado, através do melhoramento genético dos rebanhos. O principal objetivo é aproveitar o potencial expoente do mercado leiteiro do RJ, incentivando, principalmente, os pequenos produtores. Além de proporcionar o acesso à Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), o programa oferece financiamento em condições especiais para que os produtores possam adquirir animais de alto padrão de outros estados. Em parceria com a Embrapa Gado de Leite, que cede tanto a estrutura do laboratório, em Valença, quanto o material genético de alto padrão, a Empresa de Pesquisa Agropecuária do RJ (Pesagro-RJ), está desenvolvendo a parte do programa voltada para produção de embriões, que são repassados aos produtores participantes dessa ação. A execução do trabalho é feita pela EMATER-RIO.

O pasto no período das chuvas, que é bem distribuída, é o principal alimento volumoso. O uso mais intensivo do solo, através da adubação e rotação das pastagens, precisa ser praticado, tendo em vista a restrição de áreas planas para se manejar as vacas de leite. O dispêndio de energia de um animal para pastar em áreas extensivas e com topografia muito ondulada, como na maior parte destes estados, é muito elevado, reduzindo a sua eficiência na produção.

No período seco do ano, que varia de maio a setembro, a produção é ainda mais reduzida. A suplementação volumosa nesta época é insuficiente. Os alimentos mais utilizados são o capim elefante ou a cana picada, sendo esta corrigida com uréia, sulfato de amônia e minerais. A silagem é utilizada, mas em menor quantidade, quando comparado a outros estados, como no Sul do país. As áreas planas para a produção mecanizada de milho ou sorgo restringem a produção deste volumoso.

O uso de concentrado é comum, principalmente no período seco. Esta prática, como em todo o país, representa uma grande oportunidade de adequação e a consequente redução de custos, já que este é um dos componentes mais caros da produção de leite.

A qualidade do leite nos dois estados precisa ainda de ser muito trabalhada. Os resultados de Contagem de Células Somáticas (CCS), nos produtores da região Sul fluminense, segundo as análises realizadas pelas indústrias nos laboratórios da Rede Brasileira de Laboratórios de Controle da Qualidade do Leite (RBQL), são ainda muito elevados.

Um destaque para esses dois estados é o processo de implantação da coleta a granel, que embora tenha sido implementado posteriormente a outras unidades da Federação, como o Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, apresentou grandes avanços recentemente, reduzindo sensivelmente o uso de latões para o transporte de leite quente.

Em todo o país a produção de leite é ainda pouco tecnificada. Há carência de técnicos e competências para assistir o produtor. Todos os diagnósticos realizados apontam esta deficiência. No ES e no RJ não é diferente. Mas há que se destacar nestes dois estados um empenho da EMATER para suprir esta necessidade. Esta é uma evidência, principalmente no RJ, que tem trabalhado muito em parceria com o Centro Nacional de Pesquisa de Gado de Leite (CNPGL) da Embrapa, no treinamento de seus técnicos e na transferência de tecnologias.

A Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do Estado do Rio de Janeiro (FAERJ), através do SENAR, tem desempenhado um importante papel para o desenvolvimento dos produtores de leite no estado. Com o apoio do SEBRAE-RJ, o Programa Balde Cheio iniciou seu trabalho no Rio de Janeiro em 2003, sendo muito bem sucedido. A proposta, que se iniciou modesta, com apenas seis técnicos, já conta hoje, com mais de 50 extensionistas, atendendo mais de 200 propriedades. Em Valença, por exemplo, uma propriedade muito pequena, de apenas 0,5 ha, assistida por técnicos deste programa, atingiu resultados espetaculares em produtividade/área.

As parcerias também têm sido importantes para a cadeia do leite nos estados do ES e RJ. A LBR, por exemplo, firmou em 2012 com o Sistema FAERJ, um convênio que permitiu qualificar cerca de 200 produtores de leite do Estado, através de treinamentos ministrados por técnicos da FAERJ e do SENAR Rio.

A experiência cooperativista nestes dois estados não tem sido bem sucedida. No RJ, em especial, existiram muitas delas. A Cooperativa Central de Produtores de Leite – CCPL, uma grande Central, com sede na cidade do Rio, não teve um final feliz. Na região Sul fluminense, foram tantas as pequenas cooperativas que descontinuaram suas atividades. Podemos citar Santa Isabel do Rio Preto, Conservatória, Rio Claro, Rio Preto, Rio das Flores, Barra do Piraí, Volta Redonda, dentre outras. A frustração destas organizações, que entendemos serem importantes para toda a cadeia produtiva do leite, não está no conceito, mas sim na sua forma de condução. As diretorias, normalmente formadas por produtores maiores ou, politicamente, melhores articulados, nem sempre reúnem as melhores competências para a gestão destes empreendimentos.

O grande mercado consumidor para os derivados lácteos, assim como a oportunidade de intensificação da produção das propriedades nesses dois estados, devem merecer a esta região do Sudeste, uma atenção especial por parte dos players do setor.
 

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ANTÔNIO CARLOS DE SOUZA LIMA JR.

A SL Consultoria em Agronegócios é uma empresa criada em agosto de 2014, com sede em Goiânia, tendo a expertise em negócios relacionados com a Cadeia do Leite como seu pilar central. Ela foi projetada pelo seu sócio proprietário, que atuou por 23 ano

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BRUNO GIOVANY DE MARIA

BELÉM - PARÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 23/09/2014

Prezado, Antonio Carlos, boa tarde.

Primeiramente gostaria de parabenizá-lo pelo esforço de desenhar a cadeia produtiva do leite Brasil afora.

Resolvi me manifestar neste assunto, pois sou aquele extensionista citado pelo Oto, que foi aprovado para a extensão rural do ES. Hoje já não ocupo mais o cargo no Incaper, estou atuando na Embrapa Amazônia Oriental - PA. Contudo preciso informar que outros zootecnista foram contratados e estão trabalhando, não é uma grande efetivo é verdade, mais acredito que em torno de quatro novos contratados, fora os que já assumiam este papel anteriormente.

Pois bem, pelo que pude perceber a abordagem referiu-se muito mais densamente ao RJ. Então comento um pouco sobre o ES.

O maior uso de forragem para época de escassez se dá nas propriedades, sem dúvida pelo uso de capim elefante para corte, ou ele mais cana triturada, em outras situações em que se usa cana de açúcar, ela quase nunca é aditivada com ureia, há um grande medo nos produtores de intoxicação dos animais; o uso de silagem é observado, embora não em grande escala, principalmente, como comentado, devido ao terreno acidentado e a dependencia do uso de máquinas. Quanto a ação das cooperativas,temos alguns casos bem sucedidos no ES, embora não seja tradição na região, é o caso da Selita e  Cacal no sul e Veneza no norte. Tem havido também um grande esforço na melhoria da qualidade do leite por incentivos a alocação de tanques resfriadores coletivos por parte do governo do estado, além de alguns programas de melhoramento de rebanho e formação e manejo de pastagens em sistemas intensivos de produção. Minha visão é que o ES tem muito a crescer nos próximos anos, guardadas a devida proporção devido as limitações citadas no texto, pois há uma implantação de programas de assistência técnica em parcerias com as cooperativas e Sebrae estadual, com ganho para o produtor que recebe a assistencia e ganho para os profissionais da área que tem viabilizado projetos de melhoria produtiva dentro da porteira, é um ciclo virtuoso que vem se expandindo no estado.

Por fim espero que meu companheiros, que ficaram no Incaper, continuem dando a força que o homem do campo deposita na extensão rural, temos pessoas realmente comprometidas com a atividade dentro deste instituto, não cabe aqui mencioná-las ou mensurá-las, mas me orgulho de ter trabalhado com alguns deles e nesse Instituto.

Hoje estou no Pará - Amazônia (não consegui ainda tirar o Guaçuí do meu perfil) e aguardo ansiosamente para ver as suas percepções sobre este estado, uma grande desafio.

Termino agradecendo pela lição de entendimento de cadeia produtiva que muito nos soma no nosso dia dia.

Abraço
BRUNO DE AZEVEDO ARAUJO

RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 28/08/2014

Sr.Antônio Carlos,

Como conhecedor do mercado leiteiro do RJ, os municípios de Cachoeira de Macacu, Guapimirim ou Magé possuem alguma estrutura de captação de leite para as indústrias da região? O senhor conhece alguma propriedade com infraestrutura nestas cidades citadas? gostaria de adquirir uma propriedade nesta região, mas antes preciso coletar dados para o plano de negócio...Grato!
ANTÔNIO CARLOS DE SOUZA LIMA JR.

GOIÂNIA - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 07/08/2014

Obrigado Lomanto pelo comentário.

Estão previstos outros quatro artigos nesta serie de 10 artigos. Vamos discorre ainda sobre Goiás, MT e MS, NE e Norte, a partir de setembro,

Abraço,
LOMANTO ARANTES MORAES

ANÁPOLIS - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 07/08/2014

Parabéns Antonio Carlos!

Excelente artigo!

Aguardamos muitos outros.

Abs
LUCIANO MACHADO DE SOUZA LIMA

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 03/08/2014

Parabéns tio. Mais um excelente artigo. Estive no sitio em Valença, e é incrível os índices alcançados. Vale a pena visitar.

Abraço e boa sorte.
GUSTAVO

RIO DE JANEIRO - RIO DE JANEIRO - ESTUDANTE

EM 02/08/2014

Caro Antonio,



agradeço imensamente a gentileza e informo que já recebi o email do time milkpoint. Em setembro, entro em contato.



Na verdade, não devo adquirir a propriedade agora pois ainda me falta dinheiro e expertise. Com o tempo vou resolvendo os dois...



Por ora, vou me informando e vi no seu artigo uma valiosa fonte de informação. Apesar de acreditar que o mais importante seja "da porteira pra dentro", o ambiente "da porteira pra fora" influi bastante.



Agradeço-lhe mais uma vez e sigo no aguardo de outras opiniões.



Abraços


ANTÔNIO CARLOS DE SOUZA LIMA JR.

GOIÂNIA - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 31/07/2014

Oto, você tem razão. O setor leiteiro deveria merecer muito mais atenção dado a importância sócio econômica que ele representa. Vale lembrar a geração de renda e grande empregabilidade que o agronegócio leiteiro proporciona para a sociedade.

Abraço,
THAMARA

RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 31/07/2014

Obrigada, Antônio Carlos.

Sou do norte fluminense e aqui temos a Cooperativa de Macuco que é muito forte no estado, recebendo quase 100 mil litros/dia.

Gostei muito do artigo e um dia estaremos mais perto dos "grandes" na produção leiteira.

Att,
ANTÔNIO CARLOS DE SOUZA LIMA JR.

GOIÂNIA - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 31/07/2014

Celso, obrigado pelo comentário.

Você tem razão temos uma condição para produção como nenhum país do mundo: terra, clima, mão de obra, tecnologia, mercado,. Precisamos sim é mudarmos a concepção como você mencionou e, é claro, trabalharmos bem os fatores de produção. É preciso que a indústria e/ou a cooperativa e/ou o segmento produtor liderem este processo de mudança.

Abraço,
ANTÔNIO CARLOS DE SOUZA LIMA JR.

GOIÂNIA - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 30/07/2014

Rosilene, o artigo que demandou muitas horas de trabalho para ser preparado não foi escrito para ficar bonito, mas sim para fazer uma análise de toda a cadeia produtiva dos estados, considerando suas fortalezas, fraquezas e oportunidades. Além de ter vivido e trabalhado na região como mencionamos, conversei com técnicos que trabalham e produzem nela. Os incentivos dados pelo governo do Rio, principalmente, não têm sido oferecidos por outros estados, o que considero uma vantagem para a cadeia do leite da região.

Aliás, entendemos que não devemos esperar muito dos governos em geral. Acredito que a produção realizada com boa gestão oferece grandes oportunidades. Eu analisei 175 fazendas assistidas pelo projeto Educampo durante uma ano e, embora todas tenham apresentado bons resultados, "na ponta do lápis", os custos de cada uma delas variavam muito, indicando que têm produtores se saindo melhores que outros, proporcional ao nível de gestão implementado.

A sua topografia como de outras propriedades são boas mas, a predominância nos dois estados citados é de topografia acidentada.

Você tem razão e eu não mencionei esta fortaleza que os dois estados apresentam em suas fazendas que é a boa disponibilidade de água para uso em geral. São muitas as nascentes existentes.

Sugiro que converse com o Dr. Maurício do SENAR-RIO. Ele é o responsável pelo projeto Balde Cheio no estado e com certeza poderia te dar algum suporte, através de sua equipe, caso seja de seu interesse.

Abraço,

Obrigado pelo comentário.
ANTÔNIO CARLOS DE SOUZA LIMA JR.

GOIÂNIA - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 30/07/2014

Obrigado Massini por todos os comentários que tem feito com a leitura dos artigos da série.

Abraço,
ANTÔNIO CARLOS DE SOUZA LIMA JR.

GOIÂNIA - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 30/07/2014

Obrigado Joás por todos os comentários que tem feito com a leitura dos artigos da série.

Abraço,
ANTÔNIO CARLOS DE SOUZA LIMA JR.

GOIÂNIA - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 30/07/2014

Valeu Antônio Carlos (chará) pelo comentário!

Agradecemos seu interesse pela série.

Abraço,
ANTÔNIO CARLOS DE SOUZA LIMA JR.

GOIÂNIA - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 30/07/2014

Thamara, os volumes apresentados não são diários, são de todo o ano de 2012. Os números que aparecem devem ser multiplicados por mil litros, conforme está no título do box. Se você somá-los, vai conferir coma produção dos dois estados mencionada no terceiro parágrafo.

Caso tenha mais alguma dúvida favor nos consultar.

Abraço,
ANTÔNIO CARLOS DE SOUZA LIMA JR.

GOIÂNIA - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 30/07/2014

Djalma, obrigado pelo comentário.

Não sei se viu toda a serie, até o presente. Já foram seis artigos com abordagem sobre os estados do Sul e do Sudeste. A partir de setembro, retornaremos com mais quatro artigos para completar o que foi planejado.

Agradeço a observação quanto a inversão da redação do período seco. No parágrafo "No período seco do ano, que varia de setembro a maio ...", leia-se: "No período seco do ano, que varia de maio a setembro".

Abraço,
ANTÔNIO CARLOS DE SOUZA LIMA JR.

GOIÂNIA - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 30/07/2014

Gustavo, uma região que eu conheço e suponho que você possa conseguir uma propriedade com esse tamanho é na região de Valença-RJ. Estou fora do Brasil e retorno em setembro. Caso queira entrar em contato,  posso acionar meus parentes e amigos na região e solicitar ajuda deles para te indicarem alguma boa propriedade à venda para a produção de leite que atenda sua logística. Solicito ao time do Milkpoint (Tathiane) te passar meu contato e você pode me enviar um e-mail que eu te retorno em setembro, após dia 03.

Abraço,
IVAN GERALDO DA SILVA

LAVRAS - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 30/07/2014

Sr. Antonio, parabéns pela excelente e clara explanação sobre a realidade da pecuária leiteira nos referidos municípios, principalmente no estado do Rio de Janeiro. Onde me formei, mas voltei p/ Minas e Há 24 anos, atuo nessa área, onde se claramente se vê a diferença.
XAIRIS

TAPEJARA - RIO GRANDE DO SUL - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 30/07/2014

Excelente artigo caro amigo Antônio



A cada artigo sua experiência esta sendo transmitida brilhantemente nestas matérias - Brasil leiteiro de Sul a Norte - e com isso podemos ter o privilégio de aprender mais e mais sobre o "Mundo do leite de cada estado".



Lhe desejo os Parabéns pelos Artigos Publicados e muito Sucesso!



E já estou no aguardo dos próximos!



Att.






OTO

CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM - ESPÍRITO SANTO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 30/07/2014

Bom dia Dr.Antonio Carlos e parabéns pelo artigo.



Descrever o nosso Espírito Santo e seus dados nos leva a fugir da razão e escrever com o coração, e assim muita das vezes precisamos medir as palavras.



Eu gostaria de citar apenas a falta atenção e indiferença que a pecuária sofre no setor público. O último concurso do órgão responsável pela assistência técnica ofereceu apenas uma vaga para pecuária de leite, enquanto para outras áreas a oferta de vagas foi muito maior. O que esperar de resultados positivos ?
CELSO LUIZ DE ALMEIDA JUNIOR

RIO DE JANEIRO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 29/07/2014

Bom artigo Antônio Carlos, você me conhece bem, eu sou da região e sei bem o que se passa lá, como diz o professor Vidal Pedroso de Faria:

"há conhecimento técnico; há potencial para produzir; há o reconhecimento de que a atividade de leite é rentável e apenas com medidas simples de manejo, então por quê...?"

E eu sempre me pergunto:

Será que os produtores querem essa mudança?

Será que estão preparados para tal?

Analisando a região como o Brasil num todo temos um enorme potencial para produzir, só que temos e muito que mudar CONCEITOS para nos tornarmos uma "potência"...