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Impacto econômico da mastite - Parte 2/2

Por Marcos Veiga Santos
postado em 29/11/2001

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Custos dos casos de mastite clínica

A prevalência de casos clínicos pode variar de forma muito mais intensa entre os rebanhos do que a mastite subclínica, em função de diversos fatores como estação do ano e predominância de agentes ambientais ou contagiosos. Desta forma, os custos dos casos clínicos de mastite podem ser mais variáveis, devendo, no entanto, incluir os seguintes itens:

- Perdas de produção de leite de curto prazo;
- Perdas de produção de leite de longo prazo (incluindo morte ou descarte prematuro);
- Leite descartado em função do tratamento;
- Custo dos medicamentos e serviços veterinários;
- Custos de mão-de-obra extra para tratamento de casos clínicos.

Adicionalmente, em certas situações, a mastite clínica pode ser associada com custos indiretos da construção de instalações próprias para animais em tratamento, treinamento de mão-de-obra e aumento do tempo de ordenha (Fetrow, et al., 2000). A ocorrência de casos clínicos está também associada ao aumento do risco de aborto, em especial no início da lactação (Risco, 1990), e com o aumento do risco de resíduos de antibióticos no leite.

Os vários estudos realizados estimando o custo dos casos clínicos de mastite apresentam como custo médio US$ 100,00 por caso, incluindo neste valor: perda de produção de leite, descarte de leite, custo do tratamento e custos associados ao descarte, morte prematura e trabalho extra. No entanto, estas estimativas podem sofrer variação em função da metodologia utilizada:

Hoblet e Miller, 1991
US$ 107,00/caso
Morse et al, 1987
US$ 30-224/caso
Kaneene e Hurd, 1990
US$ 36,00/vaca/ano
Hoblet et al, 1991
US$ 40/vaca/ano
Miller et al, 1990
US$ 38,00/vaca/ano
Weigler et al, 1990
US$ 50,00/vaca/ano


As maiores perdas associadas com a mastite clínica referem-se à perda de produção e ao leite descartado com resíduos de antibiótico, ainda que, em algumas situações, a morte do animal é a perda mais considerável. A perda de produção de leite devido a um caso de mastite depende de inúmeros fatores. Entretanto, de acordo com estimativas de Hoblet (1991), estas perdas podem ser divididas em duas fases distintas.

Inicialmente, a primeira fase ou fase aguda, apresenta um rápido e intenso declínio de produção após o aparecimento dos sintomas, seguida de recuperação. Esta fase inicial tem duração média de 6 dias resultando em redução de aproximadamente 30% da produção de leite. É interessante notar que esta redução é, muitas vezes, confundida com o período de descarte do leite em função do tratamento, o qual apresenta uma duração média de aproximadamente 6,6 dias (Morse, 1987). Após esta fase aguda do caso clínico, tem início outra fase de duração maior (aproximadamente 60 dias), na qual a produção do animal ainda é abaixo do normal e pode continuar durante o restante da lactação.

O estágio de lactação no qual ocorreram os casos clínicos também afeta a intensidade dos prejuízos (Hortet, 1998). Um estudo estimou que as vacas com casos de mastite clínica durante as 5 primeiras semanas de lactação apresentaram queda na produção cerca de 1,45 vezes maior que as vacas com casos clínicos após 5 semanas de lactação (Lescourret e Coulon, 1994). Os efeitos dos casos clínicos de mastite sobre a produção de leite são maiores em vacas adultas do que aqueles observados em vacas de primeira lactação, estimando-se que as perdas de produção nas multíparas são cerca de duas vezes maiores que a das primíparas (Bartlett, et al, 1991).

A ocorrência de mastite clínica aumenta a taxa de descarte dos rebanhos. Os resultados do estudo de Lescourret e Coulon (1994) apontam que casos clínicos de mastite no início da lactação (< 5 semanas) resultaram em descarte ou secagem antecipada em aproximadamente 7% dos casos.

Impacto econômico da mastite sobre o descarte

A decisão sobre o descarte de uma vaca do rebanho é uma tarefa complexa, uma vez que envolve a necessidade de avaliação do valor atual do animal a ser descartado e os custos do animal de reposição. Desta forma, o custo total de um descarte deveria refletir as perdas originárias da saída de uma vaca descartada e os custos da sua reposição. Estas considerações são válidas para vacas que são descartadas por redução da produção de leite por qualquer razão. Entretanto, no caso da mastite, os benefícios indiretos do descarte, como a retirada de uma fonte de infecção de mastite contagiosa (por exemplo, Staphylococcus aureus) não podem ser normalmente quantificados nestes cálculos.

Deve-se ser destacar que os custos do descarte não podem ser considerados de forma simplista como sendo a diferença entre o valor obtido do animal descartado (p.ex. R$ 400,00 para uma vaca vendida para corte) e o valor do animal de reposição (p.ex. R$ 1.200,00 para uma novilha), o que resultaria no custo final de –R$ 800,00. É importante entender que o valor do animal a ser descartado pode ter sido, pelo menos parcialmente, depreciado ao longo do seu tempo de permanência no rebanho, assim como em função da sua produção de leite e de crias durante a sua vida produtiva. O mesmo raciocínio pode ser feito para o animal de reposição que esteja entrando no rebanho, uma vez que o seu custo de compra (ou de criação) deve ser depreciado em função do tempo de vida produtiva a partir do momento da sua entrada na rebanho.

A decisão final do descarte deve ser feita considerando que a produção total da vida produtiva do animal de reposição deve ser maior do que a produção total do animal a ser descartado, considerando, então, se este animal deve sair ou permanecer no rebanho. Estes cálculos, no entanto, são bastante complexos, pois envolvem estimativas e, para que esta aproximação seja mais próxima da realidade, deve-se considerar o preço do leite e dos animais de reposição para cada rebanho em particular.

Após estas considerações básicas sobre o descarte, é necessário destacar que o descarte em função da mastite nem sempre é tão evidente e pode ser confundido com outras causas. Isto se deve à dificuldade de classificar de forma consistente as causas de descarte. Para exemplificar, considere uma vaca vazia com problemas de casco (p.ex. laminite), a qual tem baixa produção de leite e periodicamente apresenta casos clínicos de mastite. Nesta situação, dificilmente poderemos definir com precisão a causa do descarte deste animal.

Independentemente destas dificuldades de definir a causa do descarte em algumas situações, a mastite é considerada uma importante e significativa causa de descarte de vacas leiteiras. Em rebanhos comerciais americanos, as taxas totais de descarte por ano podem atingir até 35% em grande parte das fazendas leiteiras (Fetrow, et al., 2000). No entanto, os estudos sobre descarte no mundo apresentam resultados com variação entre 20% (Ontario, Canadá – Dohoo, et al., 1983), 20% (Dinamarca – Thysen, 1988), 31% (Carolina do Norte, EUA – Fetrow, 1988) e 35% (Lehenbauer e Oltjen, 1998). A mastite representa aproximadamente 15% do descarte total, variando entre 5 e 24% de acordo com vários estudos (8% - Beaudeau, et al., 1993; 22% - Fetrow, 1988). Esta participação percentual da mastite sobre o descarte total pode estar subestimada, uma vez que muitos casos de redução da produção de leite que estão associados à mastite subclínica não são considerados como causa de descartes por mastite, ficando mais evidentes apenas os casos clínicos e por perda do animal.

De forma geral, vacas com mastite subclínica apresentarão redução na sua produção de leite, o que resulta em aumento do risco de descarte destes animais, ainda que seja difícil mensurar o efeito da CCS sobre o descarte. Por outro lado, vacas com mastite clínica apresentam taxas de descarte significativamente maiores (Kirk, 1988). Vale a pena ressaltar que a estratégia de descarte pode não apresentar bons resultados se as causas da ocorrência de novos casos de mastite que levam ao descarte do animal não forem controladas. Em termos gerais, ainda é mais econômico optar pelo tratamento do que pelo descarte do animal, com exceção dos animais com mastite crônica e com recorrência de casos clínicos (Houben, et al., 1994).

Impacto econômico da mastite sobre a qualidade do leite

As alterações dos componentes individuais do leite pela presença de elevada CCS têm efeito sobre a produção e qualidade do leite e derivados lácteos. Diversos estudos relataram os efeitos negativos da CCS sobre a qualidade de produtos lácteos, em especial o queijo, que tem sido o produto lácteo mais estudado quanto ao efeito da CCS (Barbano et al., 1991).

As principais alterações ocorridas no queijo produzido com leite apresentando elevadas CCS são: redução no rendimento industrial, aumento do conteúdo de água no coágulo, alterações negativas nas propriedades organolépticas, baixa taxa de enrijecimento do coágulo e defeitos de textura, elevada perda de sólidos no soro do queijo, e aumento do tempo para formação do coágulo

De acordo com Auldist e Hublle (1998), estas alterações no rendimento e na qualidade do queijo produzido com leite com alta CCS estão diretamente relacionadas com as alterações na composição da proteína (redução da síntese de caseína) e no balanço de minerais, bem como pela atividade enzimática de origem das células somáticas.

A CCS afeta negativamente a produção de leite em pó, que apresenta estabilidade térmica alterada e redução da vida de prateleira. A qualidade organoléptica da manteiga pode estar comprometida quando o leite apresenta alta CCS, devido à alteração do seu sabor característico, e adicionalmente por causar sabor rançoso e oxidado.

O leite com alta CCS pode inibir a multiplicação dos microrganismos utilizados na fabricação de iogurte. A inibição da multiplicação de microrganismos foi associada principalmente aos altos níveis de substâncias antimicrobianas no leite com alta CCS, tais como, lactoferrina.

Auldist et al. (1996), avaliando os efeitos da CCS no leite sobre a qualidade do leite UHT (ultra high temperature), identificaram redução do tempo para início da gelatinização para o leite com altas CCS. Os autores relataram que o leite de vacas no início de lactação tende a gelatinizar mais precocemente que o leite de animais em final de lactação, independentemente da CCS. Desta forma, o tempo para início da gelatinização pode ser afetado pelo nível de CCS no leite e assim, determinar a redução da vida de prateleira do produto.

Não existem na literatura resultados quantitativos sobre os efeitos da alta CCS no leite cru sobre a qualidade do leite pasteurizado. Em recente estudo, Ma et al. (2000) analisaram a qualidade do leite pasteurizado com alta (> 8,49x105 cél./mL) e baixa (<4,5x104 cél./mL) CCS e concluíram que o leite com alta CCS apresentou maior taxa de lipólise e proteólise quando armazenado à temperatura de 5oC em comparação com leite com baixa CCS. Os autores relataram que o leite com baixa CCS apresentou alta qualidade organoléptica mesmo após 21 dias de armazenagem a 5oC, enquanto que o leite com alta CCS apresentou sérios defeitos organolépticos após 14 dias de armazenagem a 5oC, principalmente os sabores amargo e de ranço. Os resultados deste estudo podem justificar a implementação de programas para pagamento diferenciado para leite produzido com baixa CCS, quando destinado à produção de leite pasteurizado.

Baseando-se nestas informações da menor qualidade do leite com alta CCS, a indústria de laticínios pode implementar programas de pagamento diferenciado pela matéria-prima, com o pagamento de bônus para o produtor de leite com baixa CCS. Este diferencial do preço do leite deve ser considerado como um incentivo à implantação de programas de controle de mastite, uma vez que este aumento do valor do leite pode significar uma importante porcentagem sobre o preço final recebido. Por outro lado, a alta CCS pode inviabilizar a venda de leite pelo produtor em países nos quais existe um limite máximo legal para a CCS do leite comercializado. Para efeito de referência, alguns países estabeleceram limites máximos para a CCS do leite para consumo humano. Na União Européia e na Nova Zelândia, este limite máximo é de 4x105 cél./mL; no Canadá, é de 5x105 cél./mL e nos EUA, este valor é de 7,5x105 cél./mL. No Brasil, o Programa Nacional de Melhoria da Qualidade do Leite (PNMQL) tem como proposta o estabelecimento do limite máximo de 1.000.000 cél/mL da CCS do leite, a partir de julho de 2002.

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