Considerações sobre o solo - tipos de solos na fazenda
Antes de comentar sobre as espécies de gramíneas, é imperativo ler um pouco sobre as características do solo no qual as forragens irão crescer. Drenagem, topografia, capacidade de retenção de água, teor de matéria orgânica e a presença ou ausência de algum fator de restrição são as principais características que diferenciam os tipos de solo.
Solos com restrição ou deficiência leva a menor produção. Desta forma, solos ricos em nutrientes deverão ser amostrados a cada 3 ou 4 anos, enquanto solos pobres a cada 1 ou 2 anos, objetivando analisar o teor de nutrientes disponíveis para as plantas e o pH do solo.
Elementos como nitrogênio, fósforo e potássio são os principais nutrientes. Entretanto, em algumas situações uma adubação com micro-nutrientes poderá ser necessária para fornecer condições favoráveis para o enriquecimento do solo.
Considerações sobre as forragens - manejo e escolha de espécies
A maioria das forrageiras são adaptadas a apenas uma região geográfica, com tipo de solo e de precipitação pluviométrica, temperatura e outras características que podem ser muito peculiares. Isso explica o fato de existirem um número muito grande de diferentes materiais genéticos para produção de alimento para os animais.
As forrageiras são classificadas em gramíneas e leguminosas. Algumas plantas são cultivadas especificamente para alimentação animal, como por exemplo o Capim-Braquiarão. Por outro lado, algumas plantas são cultivadas para alimentação humana, sendo os seus subprodutos utilizados na alimentação animal, como por exemplo a soja.
Composição de nutrientes de feno e silagem
Muitos produtores não verificam a concentração de nutrientes após o processo de conservação de forragem, a exemplo disso temos o feno e a silagem. Tal procedimento deveria ser rotineiro em fazendas produtoras de leite, pois somente o fornecimento de nutrientes de forma balanceada proporcionará redução de custos e maximização dos lucros, e o primeiro passo para isso é o encaminhamento de amostra dos alimentos produzidos na fazenda para um laboratório credenciado, no intuito de que este realize as análises bromatológicas pertinentes.
Produção de grãos
Uma grande parcela dos produtores encara de forma diferente a produção de grãos quando o destino deste é para a produção animal. Alimentos para animais devem ser produzidos buscando-se a melhor qualidade possível, tanto quanto para a alimentação humana, devendo se preocupar com o combate de pragas, insetos e doenças durante o processo produtivo.
Considerações finais
A boa nutrição dos animais depende diretamente da habilidade do produtor em produzir alimentos que por eles serão consumidos. Para tanto, dever-se-á utilizar métodos de controle de plantas daninhas, população de insetos, uso racional de herbicida, fungicida e inseticida, medidas de conservação de solos e demais práticas conservacionistas que contribuem grandemente para a eficiência produtiva de uma granja leiteira.
O manejo da forrageira, propriamente dita, também tem um papel fundamental na propriedade, que inclui a escolha do melhor material genético para a região, a utilização de práticas culturais adequadas, colher no momento correto e armazenar/conservar seguindo as recomendações agronômicas vigentes.













Guilherme Alves de Mello Franco
Juiz de Fora - Minas Gerais - Produção de leite (de vaca)
postado em 24/02/2012
Prezado Junio César Martinez: Todavia, não há de ser esquecido o axioma segundo o qual de nada adianta suplementar adequadamente às vacas se estas não forem portadoras de genética voltada para a produção de leite. Destarte, a força genética do animal a ser criado faz a diferença na hora da produção e é por isso que a média individual brasileira é tão pífia: falta de formação genética do rebanho, mestiçagens descontroladas e pouco profissionalismo na hora de implantar modelos de aperfeiçoamento biológico do rebanho. Nunca é demais alertar que a atividade leiteira é terreno de profissionais, de sorte que as margens de lucro são reduzidas e quaisquer desequilíbrios podem fomentar o falecimento da empresa. A inserção de pessoas pouco capacitadas no setor é que tem levado ao pequeno desenvolvimento da área e a concentração, cada vez maior, de mais volume produzido na mão de cada vez menos produtores - os que somos profissionalizados.
Um abraço,
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
=HÁ SETE ANOS CONFINANDO QUALIDADE=