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Lote de Vacas Girolando, em Lactação

Por Antônio Moraes Resende - publicado em 07/09/2010

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Foto: Antônio Moraes Resende
Lote de Vacas Girolando, em Lactação. Vacas Girolando alimentadas com Cana-de-açucar + uréia. Fazenda São Domingos, município de Mineiros - Goiás.

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Comentários:

marcelo erthal pires

Belém - Pará - Produção de leite
publicado em 13/09/2010

  Etaaa, gadão  ! ! ! Nem só de silagem, que se produz leite ! ! !   Companheiro Antônio, acho que temos muitas informações à trocar como figurinhas de criança !  Muito, gado não morreu nesta "sequinha", por causa de um corte pequeno de cana !   As  propridades as quais faço meus prestimos,         NÃO tratam com cana os 365 dias do ano, na verdade tratam os 366 dias dos anos bisextos. Usamos pasto rotacionadoirrigado e organificado de Tifton 85   cana ( uréia   sulfato de amônio   fosfato bicálcico)   RUC   ração no velho 3 : 1; e temos atingido médias satisfatórias !         meus parabéns!  teu gado é bom e esta muito bem de escore corporal !         um abraço        marcelo                      email:  tiftoncana@bol.com.br

Antônio Moraes Resende

Mineiros - Goiás - Produção de leite (de vaca)
publicado em 13/09/2010

Prezado Marcelo,
Tenho muito a apreder com você!!!
Temos nos esforçado para melhorar a cada dia..., e encontramos na cana-de-açúcar a solução para a alimentação do rebanho no período seco.
O solo da propriedade é muito arenoso (entorno de 92%), e, esta é uma das razões que optamos pela cana.
Já temos uma área razoavel, implatada com grama estrela, e no período das águas, utilizamos o pastejo rotacionado. Pretendemos desenvolver um projeto para irrigação, se possível, das pastagens e da cana.
Alguns, falam que deveriamos irrigar as pastagens e utilizar parte pra fazer silagem de capim.
Queremos mesmo é melhorar o nosso canavial. Nossa produção por área, ainda, é baixa. E, precisamos melhorar a qualidade dessa cana.

Um grande abraço.

Moraes

marcelo erthal pires

Belém - Pará - Produção de leite
publicado em 14/09/2010

Caro Amigo Antônio Moraes,                                                                             não sou especialista, mas caso seja viável me diga o nome ou número da variedade(s) de cana que Vc. possui, para tentar ajudar em alguma coisa. De tanto apanhar, acabei aprendendo um pouquinho sobre cana.  Temos algumas variedades e sei onde poderia arrumar outras - o manejo de variedades é importantissímo, para o sucesso tanto de uma Usina como para a Pecuária de leite. Para Vc, avaliar melhor, o máximo que uma Usina tem plantado de uma varietal é 25% , e quase obrigatóriamente, tem que possuir um "leque varietal" de mais de 10 variedades - é a sua espinha dorsal, dali pode signíficar um sucesso, ou em contra-partida o desastre.                 Um abraço       marcelo

Antônio Moraes Resende

Goiânia - Goiás - Produção de leite
publicado em 19/09/2010

Prezado Marcelo,

A maior parte do canavial é da variedade: SP 711406.
Têm outras duas variedades mais novas, que não me recordo no momento, mas, depois lhe passo o nome.

abraço,

Moraes

marcelo erthal pires

Belém - Pará - Produção de leite
publicado em 26/09/2010

Caro Amigo Antônio Moraes,                                                                            Estou tentando encotrar umas anotações onde existe uma variedade de cana específica para terrenos altamente arenosos, desconfio que estas anotações estão entre umas leituras que deixei com um amigo ! Achando, te envio a descrição e o côdigo da variedade.                                                                              meus respeitos                                                                                         marcelo

Antônio Moraes Resende

Goiânia - Goiás - Produção de leite
publicado em 27/09/2010

Prezado Marcelo,

Como já comentei o meu solo é muito arenoso, então desde já agradeço se você puder me enviar estas variedades que são indicadas para este tipo de solo.

Um abraço,

MORAES

Antônio Moraes Resende

Goiânia - Goiás - Produção de leite
publicado em 27/09/2010

Prezado Marcelo,

Como já comentei anteriormente, o meu solo é muito arenoso, então desde já agradeço se você puder me enviar estas variedades que são indicadas para este tipo de solo.

Um abraço,

MORAES

Silvio Aparecido Gloor

Goioerê - Paraná - Produção de leite (de vaca)
publicado em 22/10/2010

Gado lindo. Na propriedade de meu pai, trabalhamos com cana de açucar   uréia por muito tempo e tinhamos animais de até 50 litros. a média de produtividade era de 21 litros. Meu pai parou com a atividade há dois anos, pois era só ele para tocar a propriedade. Agora estou retomando a atividade, e com certeza esta e uma opção que adotarei.

Um Abração,

Silvio Gloor

João Rego

Presidente Epitácio - São Paulo - Produção de leite (de vaca)
publicado em 22/01/2012

É Maravilhoso as pessoas querendo e ajudando, a graça de Deus está ai AMAR AO PRÓXIMO, é ajudar contribuir para o crescimento de coração fico feliz.
PARABÉNS A TODOS QUE COOPERA PARA O DESENVOLVIMENTO DO PRÓXIMO.

Antônio Moraes Resende

Mineiros - Goiás - Produção de leite (de vaca)
publicado em 22/01/2012


Prezado Senhor João Rego - Presidente Epitácio - São Paulo

Com certeza! Concordo plenamente com você!
E os produtores de leite em sua maioria gostam de contribuir, dividir suas experiências e conhecimentos adquiridos. E, não podia me esquecer de citar tantos técnicos que têm contribuído também com os seus conhecimentos técnicos, partilhando-os com os produtores/leitores.

Um grande abraço e que Deus Ilumine os caminhos de todos.

Antônio Moraes Resende
Fazenda São Domingos
Mineiros - Goiás

Adecimar Marques de Moraes

Conceição do Araguaia - Pará - Produção de leite (de vaca)
publicado em 29/08/2012

prezados a migos

moro no PARÁ -PA
Conceição do Araguaia
a minha  area aqui e de barro vermelho

também TENHO GADO DE LEITE  esto neste caminho esto a procura de melhoramento com  a cana esto atraz de sugestão com a cana de como balanciar  a ureia.  
aqui nos temos um verão de aproximadamente 5 mes que começa em junho e vai a te outubro.


ficarei grato se alguem poder me informa.

Meu email
mustangue_@hotmail.com

Adecimar Marques de Moraes

Adecimar Marques de Moraes

Conceição do Araguaia - Pará - Produção de leite (de vaca)
publicado em 30/08/2012

gostaria de informação de cana pra gado de leite ...

marcelo erthal pires

Belém - Pará - Produção de leite
publicado em 30/08/2012

Caro Adecimar,

sinto falta de muitos amigos que fiz nas páginas da net, vc. é um deles, mas o tempo é muito curto, quase não tenho tempo para escrever, no Orkut e no Facebook não tenho mais, e quando posso responder alguns no Milkpoint. Mas no dia 18 de setembro próximo desembarco em Bélem - PA, definitivamente.
Entre em contato comigo pelo tiftoncana@bol.com.br.
Mas seja bem específico nas perguntas, para achar um tempinho para o amigo.

    Um grande abraço para vc. e outro para o Antônio Moraes, saudações a todos ...

                                     marcelo erthal

Anderson kloczko

Goioxim - Paraná - Produção de leite
publicado em 16/03/2013

Prezados amigos.
gostaria de saber sobre a ureia. Vejo falar muito sobre esse assunto mas tenho receio de usar podiam me dar uma explicacao sobre o assunto.
Anderson Kloczko
goioxim parana producao de leite

Marcio Piva

Pereiras - São Paulo - Metalurgico
publicado em 31/03/2013

Gostaria de saber o valor das vacas Girolanda que produzem acima de 30 litros, pretendo começar o meu próprio negocio.

Flavio Suguimoto

Goiânia - Goiás - Produção de leite (de vaca)
publicado em 31/03/2013

Marcio,

O valor varia muito de acordo com a genética e a idade da vaca. O ideal para quem esta começando são novilhas prenhes ou recem-paridas.

Vacas acima de 30kg precisam de cuidados especias, por isso seria bom ter a infraestrutura preparada, silo, piquetes, bebedouros e sombra.

Sorte e sucesso na empreitada.
Flavio Suguimoto

PAULO ROBERTO VIANA FRANCO

Juiz de Fora - Minas Gerais - Consultoria/extensão
publicado em 01/04/2013

Irrigação em tropicais pastagens. Paulo Viana

PAULO ROBERTO VIANA FRANCO

Juiz de Fora - Minas Gerais - Consultoria/extensão
publicado em 01/04/2013

com graminea temperada(aveia e azevem) em graminea tropical(grama estrela), com pastejo direto, evitando cocho(grande problema) mais ração  por merecimento(controle leiteiro).  Custo baixo é objetivo.
Cana corrigida com 1 % de uréia + sulfato de amônia(10%)
Entre em contato;
Paulo Viana

Guilherme Alves de Mello Franco

Juiz de Fora - Minas Gerais - Produção de leite (de vaca)
publicado em 01/04/2013

Prezado Flávio Suguimoto: Muito bom ver que o Brasil anda evoluindo em matéria de alimentação de gado leiteiro e, ainda que homeopaticamente, passando a deixar de lado a busca por capim e enveredando pela cana de açúcar como volumoso.
Embora sob a égide do sistema de reclusão integral de bovinos de leite, há oito anos venho usando a cana de açúcar e a silagem de milho como volumoso em minha propriedade, com muito mais sucesso que obtinha antes com diferentes manejos de capineiras. O Marcelo Erthal Pires, que já tem contato comigo há mais tempo, conhece meu pensamento a respeito. Em resumo, o manejo alimentar de suas vacas está no caminho certo.
Um abraço,


GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
=HÁ OITO ANOS CONFINANDO QUALIDADE=

Flavio Suguimoto

Goiânia - Goiás - Produção de leite (de vaca)
publicado em 01/04/2013

Prezado Guilherme Alves de Mello Franco,

Na nossa propriedade ainda não contamos com um free-stall mas estamos partindo para isso. Mas há muitos anos as vacas em lactação recebem silagem o ano todo. Como estamos no cerrado goiano, temos o periodo de seca forte, nesse periodo todo o gado recebe silagem e ração.

Como todo o ramo da agropecuária, a pecuária leiteira segue o mesmo ciclo, periodo de expansão e periodo de tecnificação e migração para o sistema intensivo.

Nas áreas de fronteira agricola, como temos áreas em que o hectare tem preço de R$ 3.500,00 e mão de obra pouco qualificada, o sistema extensivo acaba sendo o mais utilizado, obtendo boa margem de lucro e retorno sobre investimento.

Em regiões próximas aos grandes centros a área é cara e a mão de obra é mais cara, sendo que o fenômeno da intensificação e tecnificação da pecuária leiteira.

Uma boa propriedade bem gerida é sempre sucesso, independente do sistema de manejo, agora não podemos é misturar tatu com cobra, improvisar de mais, inventar de mais. Pois senão desvirtuamos o sistema.

abs e sucesso,
Flavio Suguimoto

Guilherme Alves de Mello Franco

Juiz de Fora - Minas Gerais - Produção de leite (de vaca)
publicado em 01/04/2013

Prezado Flávio Suguimoto: Fico feliz que o pensamento que venho explicitando há anos vem obtendo eco e, a cada dia, mais e mais produtores nacionais se rendem à excelência do sistema confinado, tanto em escala de produção quanto em desenvolvimento de políticas de manejo mais profissionais e confortáveis para os animais, o que leva à inevitável tecnificação do campo leiteiro nacional. Se houvesse esta consciência que você demonstra na maioria dos produtores pátrios, o Brasil, de há muito, seria o maior produtor de leite do mundo.  Mas, infelizmente, "misturar tatu com cobra, improvisar demais, inventar demais" foi sempre a tônica da cadeia produtiva do leite brasileira, o que nos levou à pífia produção individual de menos de seis litros/animal/dia.  É preciso dar um basta neste despreparo e no oportunismo de alguns, que auferem elevadas somas com a exploração da boa fé alheia: animais holandeses e jersey são imbatíveis em produção (volume e teor de sólidos, respectivamente).
Como você, forneço silagem de milho e cana de açúcar para o rebanho o ano todo. Acrescento, à dieta total das vacas, ainda, fubá e soja, além, é claro, da mineralização induzida, alcançando, assim, o volume de nutirientes necessário às suas altas produções diárias.
Conheço bem as dificuldades de sua região: residi, por onze anos (de 1988 a 1999), em Caldas Novas e Catalão, tendo tido oportunidade, à época, de presenciar a criação pecuária local, que era voltada muito mais para o gado de corte (Morrinhos e Piracanjuba, hoje, são polos de leite e Corumbaíba estava mudando, com a recente implantação daquele laticínio, cujo nome não me recordo e que fica logo na entrada da cidade, quando se vem de Caldas Novas e que não sei se se solificou ou fechou).
O gado leiteiro, naquela época, era tatu com cobra: não sei se evoluiu.
Parabéns pelo projeto que só tem como dar certo.
Um abraço,


GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
=HÁ OITO ANOS CONFINANDO QUALIDADE=

Flavio Suguimoto

Goiânia - Goiás - Produção de leite (de vaca)
publicado em 01/04/2013

Guilherme,

O setor lácteo em GO continua bem, acredito que melhorou muito, como também a pecuária de corte. Existem grandes projetos como do Reinaldo Figueiredo em Cristalina e bons rebanhos como da região de Orizona. Os grandes laticinios nacionais possuem boas plantas no estado Itambé, LBR, DPA (Nestle/Fonterra), Piracanjuba.

Acabamos de vender o rebanho Jersey, nada contra a raça, já que tinhamos alta média no lote 1 e economicamente eram extremamente interessantes, foi mais por uma opção de projeto, já que o manejo de 2 rebanhos dentro da mesma propriedade levaria a especialização em duas frentes o que dificultaria o controle e o manejo.

Pelo que vi em outros posts seus, você mantem seu rebanho em regime de free-stall, você possui fotos ou planta do seu projeto? Já escreveu aqui suas experiências?

abs,
Flavio Suguimoto

Guilherme Alves de Mello Franco

Juiz de Fora - Minas Gerais - Produção de leite (de vaca)
publicado em 02/04/2013

Prezado Flávio Siguimoto: Na época em que estive por estes lados, a crise gerada pela Parmalat havia desestruturado o setor e as perspectivas de um recomeço eram um tanto quanto remotas, apesar do gado leiteiro existente na época e da pouca capacidade dos produtores em promover melhorias a curto prazo. Alegra-me o fato, descrito por você, de que "o setor lácteo em GO continua bem", pois seu Estado tem tudo para se firmar, em termos nacionais, como um dos maiores produtores de leite, apesar de algumas regiões serem portadoras de desafios estruturais e climáticos muito grandes, pois a profissionalização pode superá-los.
Há seis anos, mantenho rebanhos de Gado Holandês e de Jersey distintos e não vislumbrei, até agora, uma necessidade de "especialização em duas frentes o que dificultaria o controle e o manejo", já que o manejo é entendido como um todo, não havendo diferenças relacionadas a uma ou outra raça, nem demanda de mão de obra diferente entre elas, malgrado haja fisiologias diversas entre os indivíduos de cada segmento racial. Todos são tratados como animais de alta produção e, portanto, merecem a mesma carga de atenção, alimentação e sanidade.
Meu rebanho não se encontra confinado em sistema de "free stall", mas, sim, de "tie stall", onde cada animal tem sua baia específica.
Minhas experiências pessoais podem ser encontradas no debate maravilhoso que se formou em torno de meu artigo, "Leite a pasto  e confinamento de gado de leite: o que os técnicos nunca dizem", aqui mesmo no MIlk Point.
Como o projeto de meu sistema de criação intensiva de gado de leite não me pertence, não posso, por dever de contrato, divulgar suas plantas e fotografias. Além do mais, a estrutura não é importante (mesmo porque, não se difere de nenhuma outra já existente, a não ser em detalhes), o que importa é a essência, a ciência, a concepção ideológica, esta sim, já amplamente divulgada.
Um abraço,


GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
=HÁ OITO ANOS CONFINANDO QUALIDADE=   

Flavio Suguimoto

Goiânia - Goiás - Produção de leite (de vaca)
publicado em 02/04/2013

Prezado Guilherme,

Houveram muitos percalços, agora a bola da vez é a LBR, já que o antigo LeitBom captava muito leite no estado, e esta com dificuldades financeiras. Mas tirando esse lado, vejo um cenário muito interessante até analisando o TOP 100 há bons projetos, desde gado a pasto até confinado, indo da Fazenda Kiwi (dos neozelandeses), Fazenda Palma (Iris Resende) até projetos confinados como da Fazenda Figueiredo.

Quanto ao rebanho, como ainda estamos em um sistema a pasto com suplementação da dieta com silagem e ração 26%, temos dificuldades com a separação de lotes, rotação de piquetes, lotes de tratamento separados. Acredito que isso no tie-stall isso seja bem menor este tipo de problema.

Já que o modelo de pagamento brasileiro, mesmo dizendo que paga por solidos, não paga o suficiente para ser mais interessante o leite de jersey sobre o da holandesa, sendo assim melhor colocar uma holandesa no seu lugar que o retorno será melhor.

Isso  apesar de ser polemico mas veja a formula do Inet europeu que é o indice economico que um touro pode transmitir a uma lactação de suas filhas, onde o componente volume é negativo e os solidos positivos, com isso produzir apenas volume é prejuizo.

Já no Brasil o novo IEB que representa o mesmo do Inet no Brasil, o componente volume é positivo e tem o maior peso. Isso foi feito avaliando o modelo de pagamento em todo o Brasil.

Quanto a estrutura, há sempre o que acrescentar, algo que na nossa realidade pode ser adaptado, claro sem que, como já dito anteriormente temos que ser criativos e inovadores, mas sem inovar de mais e adaptar de mais e perder a essência do sistema.

Guilherme Alves de Mello Franco

Juiz de Fora - Minas Gerais - Produção de leite (de vaca)
publicado em 02/04/2013

Prezado Flávio Suguimoto: Há alguns laticínios mais sérios que utilizam o melhor pagamento de sólidos totais. Por isso, utilizamos o Jersey, mas sabemos que, em grande parte, o que vale mesmo é volume e, assim, concordo que melhor seria ter seis outras vacas holandêsas de elite que as doze Jersey.
Mas, recebo por sólidos (me ajudam na composição do preço final) e, portanto, é interessante a manutenção do rebanho.
Um abraço,


GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
=HÁ OITO ANOS CONFINANDO QUALIDADE=

Flavio Suguimoto

Goiânia - Goiás - Produção de leite (de vaca)
publicado em 02/04/2013

Prezado Guilherme,

Pelo estudo da APTA que desenvolveu sobre os pagamentos do leite no Brasil todo, não há pagamento real por sólidos totais, as bonificações que fazem sobre solidos totais são muito menores que a diferença de volume. Analisei todo o estudo e não faz sentido o pagamento por sólidos totais.

Qual o laticinio você entrega o leite?

Guilherme Alves de Mello Franco

Juiz de Fora - Minas Gerais - Produção de leite (de vaca)
publicado em 05/04/2013

Prezado Flávio Suguimoto: No meu caso, embuto na qualidade do leite o teor dos sólidos e posso acrescentar um "plus" a mais no meu pagamento, melhorando a contratação. Realmente, no Brasil, não há pagamento expressivo em relação a eles, o que nos leva a tentar um preço maior pelo produto total, acrescentando seus teores na composição do mesmo, como um diferencial a ser considerado.
Quanto aos laticínios a que forneço, não vou declimar nomes, porque não é interessante propagandear indústrias ou marcas neste "site", posição que sempre defendi, mas afirmo que são duas grandes entidades do setor no Brasil, bastante conhecidas do consumidor em geral.
Um abraço,

GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
=HÁ OITO ANOS CONFINANDO QUALIDADE=

Flavio Suguimoto

Goiânia - Goiás - Produção de leite (de vaca)
publicado em 05/04/2013

Nossos contratos também possui componentes de teor de sólidos e estão entre as duas maiores do setor.

Mas como um bom profissional de exatas e gosto de matemática, vou te mostrar com uma conta simples sobre duas vacas-exemplo uma jersey e uma holandesa.

Imagine essa vaca-exemplo jersey, produz 20Kg ao dia o valor adicional que ela vai gerar isso produzindo o máximo de sólidos da tabela de valores vai gerar R$3,04.

Já a vaca-exemplo holandesa produzindo 30Kg ao dia e na média dos sólidos, não gerando adicional nem penalização, vai produzir 10Kg a mais portanto vai gerar um adicional pelo volume de mais de R$9,50 (considerando o preço sem nenhum adicional).

Portanto para as vacas-exemplo do caso acima a holandesa geraria diariamente R$6,46 a mais que a jersey. Em uma lactação de 305d geraria a mais R$1970,30.


Guilherme Alves de Mello Franco

Juiz de Fora - Minas Gerais - Produção de leite (de vaca)
publicado em 07/04/2013

Prezado Fávio Suguimoto: Todavia, temos que pensar nossos empreendimentos com olhos de futuro e, assim sendo, ainda que concorde com você em sua matemática, é preciso manter o rebanho Jersey, eis que, mais dia ou menos dia, os laticínios brasileiros terão que pagar pelos sólidos ou não conseguirão leite para suas plantas, de sorte que os profissionalizados, como nós, seremos os produtores de amanhã e, destarte, quem tiver este diferencial será recompensado.
Se hoje já está difícil obter boas matrizes Jersey, que dirá quando isso se tornar realidade?
Portanto, construir um banco genético voltado para esta futura e inevitável realidade é medida que se impõe naturalmente.
Se eu fosse você, voltaria a repensar a criação destes animais, mesmo com o prejuízo aritmético (rsrsrs).
Um abraço,


GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
=HÁ OITO ANOS CONFINANDO QUALIDADE=
  

Flavio Suguimoto

Goiânia - Goiás - Produção de leite (de vaca)
publicado em 08/04/2013

Guilherme,

Interessante seu ponto de vista, porém o problema é que aqui o mercado de UHT representa quase a totalidade do mercado lácteo nacional, o Brasil é um país que toma leite e que consome poucos derivados (comparados aos padrões europeus). Vejo que o mercado no futuro terá aumento grande porém ainda não terá a mesma distribuição que a Européia.

Já fazemos correção de sólidos na genética do nosso gado holandês, e continuamos mais firmes aos modelos americanos e europeus de produção e confinamento.

abs,
Flavio

Guilherme Alves de Mello Franco

Juiz de Fora - Minas Gerais - Produção de leite (de vaca)
publicado em 09/04/2013

Prezado Flávio Suguimoto: Pedindo desculpas ao Antônio Moraes Resende, por termos tomado conta de seu "post", meu rebanho holandês, tal qual o seu, tem sido voltado à ampliação dos volumes de sólidos e às pistas, nos modelos americano, canadense e holandês. O resultado é o teor de gordura que já apresenta, quase no ideal. Mesmo assim, necessita da ajuda do Jersey. A reclusão integral de bovinos de leite, realmente, é o sistema do futuro no mundo e, aqui, não será diferente. O "boi verde" e o "leite verde" só existem na imaginação de alguns poucos retrógrados. Tanto assim que nenhum grande criador de gado de corte dispensa o confinamento na terminação. Lembremo-nos, ainda, do frango, do porco, do peixe, do camarão e da rã, exemplos centenários de criação confinada de sucesso.
Um abraço,


GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
=HÁ OITO ANOS CONFINANDO QUALIDADE=

Flavio Suguimoto

Goiânia - Goiás - Produção de leite (de vaca)
publicado em 09/04/2013

Caro Guilherme,

São muito pertinentes seus comentários e visão de negócio.

Acho que o boi verde acaba sendo o "futuro próximo" de muitos pequenos e médios produtores, que não tem capital tão pouco acesso a financiamentos, que viabilizem a instalação de um modelo confinado.

Como no iatismo dizem, navegar de bolina, com o vento contra, eles acabam tendo que primeiro fazer uma perna em um sentido para depois guinar e corrigir a proa pro sentido correto.

Isso estamos vendo nos outros tópicos sobre a nova-zelandia, onde foram em um sentido sempre se capitalizando para fazer essa guinada para um movimento de intensificação. Veja pelos relatos que muitos produtores começaram do zero e sem capital.

Peço também desculpa ao Antonio Moraes Resende, mas conversa boa é assim, começa num ponto e termina em um conto.

Guilherme Alves de Mello Franco

Juiz de Fora - Minas Gerais - Produção de leite (de vaca)
publicado em 09/04/2013

Prezado Flávio Suguimoto: O grave problema é que este sistema de criação extensiva de gado de leite tem sido colocado, aos pequenos produtores, como o mais lucrativo, o que deve ser assumido em definitivo e, não, como mero trampulim para o confinamento integral de bovinos de leite, escondidas as realidades que levam aquele ao caos futuro, como já perceberam, até mesmo, os neozelandêses. Em palavras outras, estão fomentando a estagnação ao invés da evolução, o que será desastroso.
Um abraço,


GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
=HÁ OITO ANOS CONFINANDO QUALIDADE=

Flavio Suguimoto

Goiânia - Goiás - Produção de leite (de vaca)
publicado em 09/04/2013

Prezado PAULO ROBERTO VIANA FRANCO,

Não consigo ver um sistema com rebanho com média acima de 30kg/dia rodando apenas em sistema de pasto.

E outra uma vaca de 30kg/dia a pasto, se tiver complementação com silagem e ração em duas ou três refeições irá produzir acima de 36kg/dia de média.

Aposto que com o aumento de produção é paga a comida e o manejo e ainda sobra uma boa margem de lucro.

Concordo que existem sistemas a pasto e com um gado mais rústico porém vacas holandesas na média de 30kg/dia sem complementação da dieta é perder dinheiro.

abs,
Flavio Suguimoto

Flavio Suguimoto

Goiânia - Goiás - Produção de leite (de vaca)
publicado em 09/04/2013

Mas voltando ao assunto do Sr. Marcio Piva, acredito que novilhas amojando você encontrará por volta de R$ 3.500,00 e paridas a R$ 3.200,00. Isso para fêmeas de boa procedência e com classificação para PCOD ao serem registradas.

Guilherme Alves de Mello Franco

Juiz de Fora - Minas Gerais - Produção de leite (de vaca)
publicado em 10/04/2013

Prezado Paulo Roberto Viana Franco: Ainda há um entrave que você não levou em consideração - aveia e azevém, em produção suficiente, é para poucos lugares do Brasil. Mas, ainda assim, sem suplemrntação, não se vai atingir ao volume de leite diário que você pretende possível, principalmente com rebanhos de alto padrão genético, que são mais exigentes. O próprio ato de pastejo, que perdura por mais de três ou quatro horas, já limita esta possibilidade.
Um abraço,

GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
=HÁ OITO ANOS CONFINANDO QUALIDADE=

Antônio Moraes Resende

Mineiros - Goiás - Produção de leite (de vaca)
publicado em 10/04/2013

Prezados Senhores:
- Guilherme Alves de Mello Franco;
- Flavio Suguimoto.

É um prazer poder acompanhar o colóquio de pessoas gabaritadas, conhecedores do assunto em questão, "A produção de Leite".
Sintam-se a vontade, e muito obrigado pela contribuição nesse grande debate que os têm proporcionado aos produtores de leite.

Um grande abraço,

Antônio Moraes Resende
Fazenda São Domingos
Mineiros - Goiás

Guilherme Alves de Mello Franco

Juiz de Fora - Minas Gerais - Produção de leite (de vaca)
publicado em 11/04/2013

Prezado Antônio Moraes Resende: Só gostaria que mais colegas produtores participassem destas divagações, anunciando suas experiências no setor, ainda mais agora que vem sendo desvendada a Nova Zelândia, que era o cartão de visitas dos cultuadores do sistema de leite a pasto e que, em verdade, se tornou uma bandeira aos sistemas mais intensivos (semiconfinamento e confinamento). Com as divergências de clima e relevo que existem no Brasil, seria interessante ouvir outros interessados.
Um abraço,


GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
=HÁ OITO ANOS CONFINANDO QUALIDADE=

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