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Retenção de Placenta e Metrite: qual é o melhor protocolo de tratamento?

Por COWTECH - CONSULTORIA E PLANEJAMENTO - postado em 06/07/2011

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Nestes anos de atuação no setor, como produtor, consultor e técnico da área me deparei com muitas opiniões e conceitos sobre a maneira mais indicada para tratamentos de casos de retenção de placenta e metrite. Qual é ou quais são as alternativas de sucesso para proporcionar a melhor recuperação de uma vaca acometida pela enfermidade?

De modo simples e objetivo, atualmente, tenho trabalhado com Oxitetraciclina L.A. (50ml/vaca) sempre que algum animal não elimina a placenta, transcorridos 12 horas pós-parto. Aproveitamos que o animal está fornecendo colostro de modo que, havendo sucesso na medicação, minimizamos o prejuízo do eventual descarte de 7 dias que adotamos quando ministramos este medicamento com animais na linha regular de leite. Após 7 dias, avaliamos os animais (palpação retal) e verificamos as condições do mesmo, surgindo difersas possibilidades de tratamento, descritas a seguir (animais são avaliados a cada 7 dias, ou seja, semanalmente, até estarem ok = liberadas):

a-) animal com conteúdo, coloração avermelhada-marrom (sanguinolenta) ou escura, consistência rala e aquosa, forte odor fétido - medida: nova aplicação de Oxitetraciclina. Havendo muito volume a mesma pode ser ministrada com Cipionato de Estradiol (ECP).

b-) animal não com muito conteúdo, com consistência intermediária, coloração incolor a avermelhada, odor não muito forte - medida: infusão uterina com Gentamicina (100 ml/aplicação) + Tergenvet (20 ml/aplicação) com 1 a 3 aplicações (3 dias consecutivos), dependendo da severidade

c-) animal com muito conteúdo, útero volumoso, com conteúdo purulento, ausência de odor - medida: infusão com solução de Kilol (desinfetante orgânico à base de ácido cítrico), sem proporcionar descarte de leite, apenas para lavar e eliminar o conteúdo.

Seriam as medidas acima (protocolo) desejáveis e indicadas? Alguns médicos veterinários recomendam não aplicar Oxitetraciclina e/ou ECP nos primeiros dias pós-parto, alegando que seria mais interessante esperar a decomposição do conteúdo uterino pós parto para melhores resultados via antibioticoterapia e expulsão induzida de conteúdo (ECP).

Deixo a questão e palavra aos especialistas.

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Comentários:

deivid nazario de assis

São Miguel do Iguaçu - Paraná - Consultoria/extensão
publicado em 09/07/2011

ola, João Paulo
Sou consultor de vendas na região oeste do parana, achei muito interessante sua abordagem a este assunto que não e muito comentado. Tambem não sei dizer qual melhor forma de se tratar uma retenção, mas para tentarmos melhorar resultados dos tratamentos e diminuir perdas com a retenção indicamos ja entrar com protocolo quando o animal nao solta placenta transcorridos duas horas apos o parto, o que tambem facilita a ação da ocitocina. E se falando de antibioticos indicamos tanto a oxitetraciclina como cefalexina, penicilinas e tambem associação de sulfadoxina c/ trimetropina. Com tratamento mais cedo evitamos descartes e e eventuais prejuisos com infecções.

COWTECH - CONSULTORIA E PLANEJAMENTO

Lençóis Paulista - São Paulo - Consultoria/extensão rural
publicado em 09/07/2011

Prezado Deivid, agradeço sua participação e comentários.

Considero, realmente, polêmica a questão e, veja a sua recomendação: entrar com tratamento 2 horas após o parto, independentemente do animal soltar a placenta ou não. Já tive casos de animais que em 2, 3, 5 ou 6 horas pós-parto acabaram jogando fora a placenta, não apresentanto subsequente metrite, abrindo boa produção e lactação sem maiores problemas e/ou necessidade de tratamento. Em contrapartida, já me deparei com casos em que o animal reteve placenta, sendo tratado conforme os pressupostos do post, sem problemas, se recuperando e reagindo bem ao tratamento. Também já tive casos sem aplicando o protocolo que trabalho, sem resultados, mesmo em animais com boa saúde e condição corporal adequada no momento do parto (isso é muito importante). Já houve momento, no passado, em épocas de grande incidência de distúrbios que, por precaução, logo após o parto já entrávamos com Oxitetraciclina (o que considero hoje uma precipitação e grande erro).

Ok, vamos lá, está registrada a sua experiência e contribuição para o nosso debate, troca de idéias e informações sobre o tema. Novamente, obrigado pela participação.

Um abraço, até!

Valério Carvalho Cardoso

São João Del Rei - Minas Gerais - Produção de leite (de vaca)
publicado em 09/07/2011

Um fato que a ciência mostrou é que as vacas com retenção de placenta apresentam hipocalcemia. já fiz vários tratamentos e o que tento avaliar, para saber se o tratamento foi bom ou não é o período de serviço. O melhor resultado que obtive foi com prostaglandina e Calcio por três dias consecutivos. O resultado foi tão bom que o propietário queria usá-lo em animais que não apresentavam nem metrite nem retenção

COWTECH - CONSULTORIA E PLANEJAMENTO

Lençóis Paulista - São Paulo - Consultoria/extensão rural
publicado em 09/07/2011

Prezado Valério, obrigado pela participação!

Não sei exatamente até que ponto concordo com o seu posicionamento de que "todas" as vacas com retenção de placenta apresentam hipocalcemia. Sabemos que, como todos os processos infecciosos e inflamatórios acarretam em queda da imunidade do animal, comprometendo e muito o pleno funcionamento do metabolismo animal e que, reações inflamatórias afetam e muito o consumo, logo, havendo menor consumo de matéria seca (MS), a tendência é a instalação de um quadro de debilidade e déficit nutricional sendo que animais que vierem a parir com baixo escore de condição corporal (ECC) sofrerão um quadro de balanço energético negativo mais agudo sendo que diversos distúrbios metabólicos pós-parto serão potencializados dentre eles, eventualmente um quadro de hipocalcemia (febre do leite).

A sua colocação é extremanete interessante e. deixo este espaço aberto para manisfestação de colegas especialistas no assunto porque, de certa forma, tenho a mesma percepção que a sua. Como disse, não considero uma efetividade de 100% dos animais com retenção de placenta com hipocalcemia, caso contrário, a quantidade de animais que não levantariam pós-parto seria muito grande, uma vez que a incidência desta enfermidade é bastante comum em nossas condições climáticas (apenas para "apimentar" mais a questão e inserir o fator: "ambiente" na discussão), mas acredito que, com certeza, o metabolismo do cálcio (Ca), principalmente em relação à sua absorção pelo animal pelos animais acometidos com retenção e/ou metrite subsequente, pós-parto é é afetada. Muitos animais acabam ficando fracos, lentos, com pouco apetite, afetando a produção e muitas vezes causando até a morte de animais mais sensíveis ou que pariram com menor ECC,

Para animais fracos tenho também ministrado Ca endovenoso, por 3 dias consecutivos na dosagem de 200ml com 1000ml de soro vitamínico. O uso de prostaglandina ainda não tinha ouvido falar... estarei discutindo com colegas sobre a sugestão.

Um abraço, até!

Valério Carvalho Cardoso

São João Del Rei - Minas Gerais - Produção de leite (de vaca)
publicado em 10/07/2011

"Vacas com retenção de placenta têm concentrações séricas de cálcio mais baixas do que vacas sem doença uterina." João Paulo, quando li está frase escrita pelo professor José Eduardo Portela dos Santos, da Universidade da Flórida, eu já usava este protocolo com Cálcio e PGF2a.
Quanto a hipocalcemia, tenho a seguinte experiência: Vacas Jersey e Girolandas são extremamente sensíveis e se deitam... Já vi vaca Jersey ter convulsão e sarar após receber cálcio, e ela estava com mamite...
Já vacas Holandesas, são mais resistentes a este problema...

Valério Carvalho Cardoso

São João Del Rei - Minas Gerais - Produção de leite (de vaca)
publicado em 10/07/2011

Medids preventivas:
Conforto térmico;
Condição Corporal adequada;
Selênio 3kg de Farelo de Trigo;
ADE
Vacinação e controle de doenças Reprodutivas: Leptospirose, IBR, BVD, Brucelose...

COWTECH - CONSULTORIA E PLANEJAMENTO

Lençóis Paulista - São Paulo - Consultoria/extensão rural
publicado em 11/07/2011

Valério, agradeço, novamente suas considerações.

Sobre hipocalcemia, acredito que a mesma se manisfesta em diferentes graus de acordo com as condições de manejo e alimentação, principalmente. A fonte, certamente é segura e confiável (José Eduardo, referência no assunto). Concordo sobre seu ponto de vista de que nem sempre os animais com falta de Ca se deitam. Se o acesso ao Ca estiver conturbado via complicações metabólicas ou baixa disponibilidade/fornecimento no pós-parto agregado a condições infecciosas severas, a vaca entre num quadro debilidade tremenda em função do baixo consumo de MS. Nestes casos, muitas se deitam e não levantam mais, nem tanto por carência de Ca, mas por "fraqueza". Nos tradicionais casos de febre do leite (hipocalcemia), ressalto, a veiculação do mesmo (Ca) endovenoso, para animais bem nutridos costuma resolver o problema (animal se levanta, em muitos casos).

Em relação as medidas preventivas, gostaria que discorresse, se possível, melhor sobre: "Selênio 3kg de Farelo de Trigo"... Sobre as demais recomendações, concordo, também.

Um abraço, até!

COWTECH - CONSULTORIA E PLANEJAMENTO

Lençóis Paulista - São Paulo - Consultoria/extensão rural
publicado em 11/07/2011

Valério, um complemento:

Estive analisando recente material do Prof° José Eduardo e verifquei que, segundo o mesmo, vacas quadros de hipocalcemia podem aumentar o risco de retenção de placenta, de acordo com suas colocações, no entanto, o mesmo autor comenta ser ineficiente o uso de PG2a, conforme trecho que transcrevo, a seguir:

"Uma revisão extensiva da literatura sobre o uso de terapias hormonais
para o tratamento e prevenção de doenças uterinas deixou claro que o uso de
prostaglandinas, ocitocina e estrógenos para o tratamento de doenças uterinas,
incluindo a retenção de placenta, nos primeiros 10 dias pós-parto tem pouca validade
clínica (Frazer, 2001)."

Veja como é difícil chegarmos a um veredicto: experiência profissional (como a sua) apresentando bons resultados práticos, linha de pesquisa caminhando noutra direção..

Acredito que deva possuir este material, caso contrário posso enviá-lo sua avaliação, de modo que possamos ampliar nossas discussões.

Um abraço, até!

Karolina Teixeira Abanca

São Lourenço - Minas Gerais - Estudante
publicado em 11/01/2012

Olá pesoal,ao ler esses comentários me surgiu a dúvida se esses meus tipos de protocolos se mostram eficientes em casos de retenção de placenta após aborto entre o terceiro e quarto mês de gestação? Pois já utilizei protocolos semelhantes para essa situação mas não sei o que a literatura preconiza.Obrigada!

COWTECH - CONSULTORIA E PLANEJAMENTO

Lençóis Paulista - São Paulo - Consultoria/extensão rural
publicado em 11/01/2012

Prezada Karolina,

Agradeço, primeiramente, sua participação nessa importante discussão.

Gostaria de saber quais são: "esses meus tipos de protocolos"... você não especificou o que  faz, exatamente, nestes casos.

De acordo com minha experiência prática, a maioria dos casos de aborto com fetos (bezerros) já mais desenvolvidos se tornam casos de retenção de placenta. Eu, particularmente, em casos como o seu (descrito/período gestacional) já medico o animal com oxitetraciclina (preventivo) e observo a evolução do quadro. Se for necessário entro com tratamentos convencionais (infusões uterinas), até ter certeza de que a situação de útero está ok. Este animal, obrigatoriamente passa pela palpação de médico veterinário para avaliação do seu aparelho reprodutivo.

Um abraço, até!

Karolina Teixeira Abanca

São Lourenço - Minas Gerais - Estudante
publicado em 03/03/2012

Obrigada por me responder!Quando falo em protocolos me referia as anteriormente citados por outros colegas,como pro exemplo a aplicação de ocitocina ou PGF2 imediatamente após o aborto;me qustiono tambem a respeito da necessidade de aplicaçao de soro com calcio(ringerlactato+borogluconato de calcio)tambem imediatamente ao aborto e juntamente com a PGF2.Qual sua opinião a respeito disso
Quanto ao uso de oxitetraciclina e tratamento com infusão uterina,quando necessário,é exatamente o que eu também ,particularmente,acho correto fazer.
Um abraço,e novamente obrigada pela atenção!

COWTECH - CONSULTORIA E PLANEJAMENTO

Lençóis Paulista - São Paulo - Consultoria/extensão rural
publicado em 03/03/2012

Karolina,

Obrigado por participar mais uma vez desse debate!

Não costumo trabalhar com ocitocina e PGF2 pós aborto ou pós-parto. Em casos de retenção de placenta costumo trabalhar com oxitetraciclina e cipionato de estradiol (ECP).

Em casos de aborto adoto esse procedimento como padrão. Em partos com retenção de placenta também mas, nestes casos o uso do estradiol dependerá do quadro uterino (volume/presença de conteúdo). Trabalhamos muito com infusões uterinas mas nestes casos somente fazemos via palpação e recomendação do médico veterinário.

A administração de soro com cálcio ou soros vitamínicos em partos distócicos eu acho interessante. Trabalho geralmente com 1.000ml 1x/dia por 3 dias consecutivos, no entanto, se o animal parir fraco, com baixo ECC (escore de condição corporal) ou se tiver um parto extremamente complicado, com muito esforço e desidratação, esse procedimento é praticamente ineficiente.

Tenho trabalhado muito com solução oral "Drench" como forma de recompor o quadro dos animais pós-parto, no volume de 30L/cab por 3 dias consecutivos e isso tem funcionado muito bem.

Abraço, até!

Valério Carvalho Cardoso

São João Del Rei - Minas Gerais - Produção de leite (de vaca)
publicado em 08/03/2012

Amigos,

A Prostaglandina tem papel fundamental. É que 80% da involução uterina se dá através de fagocitose e as PGFs exercem influência Quimiotática, ou seja, aumentam a quantidade de macrófagos no local. Esta é a explicação para os resultados encontrados em experimentos com estes hormônios.
Lembro sempre que todo o tratamento de doenças puerperais de vacas de leite devem ter como objetivo emprenhar a vaca o mais rapidamente possível.

COWTECH - CONSULTORIA E PLANEJAMENTO

Lençóis Paulista - São Paulo - Consultoria/extensão rural
publicado em 08/03/2012

Prezado Valério,

Como não tenho experiência com uso de PGF como forma de involução uterina, nem subsídio para discorrer com mais profundidade por ser agrônomo, claro. No entanto, monitoro, acompanho e sou responsável pela atuação de médicos veterinários que trabalham em diferentes áreas em nossa propriedade.

Suas colocações são importantes para enriquecer esta discussão e promover o debate técnico entre especialistas. No nosso caso, temos usado prostaglandina apenas em manejo reprodutivo para ruptura de CL. Comentei com alguns profissionais sobre o uso da mesma de acordo com sua recomendação (comentário anterior) e, pelo menos com os técnicos que consultei não obtive resposta positiva (para este uso específico). Por este motivo que é importante faça suas colocações nesse espaço, permitindo a partilha de dados importantes para o tratamento de vacas no pós-parto.

Novamente, obrigado pelas informações e considerações.

Um abraço, até!

Valério Carvalho Cardoso

São João Del Rei - Minas Gerais - Produção de leite (de vaca)
publicado em 08/03/2012

João,

Quem são estes técnicos que te atendem? Faça uma pesquisa você mesmo na internet e me diga se é possível um técnico, bom em reprodução animal, não dar resposta positiva para este tema?

Abraço

Valério

COWTECH - CONSULTORIA E PLANEJAMENTO

Lençóis Paulista - São Paulo - Consultoria/extensão rural
publicado em 08/03/2012

Valério,

Esse é um tema que me "incomoda" pois, infelizmente, vacas com metrite apresentam queda na produção de leite e atraso na reprodução. Por este motivo, estou sempre buscando informações, motivo do presente post.

Como eu disse a você, em comentário anterior, transcrevo, novamente, minhas palavras:

"Uma revisão extensiva da literatura sobre o uso de terapias hormonais
para o tratamento e prevenção de doenças uterinas deixou claro que o uso de
prostaglandinas, ocitocina e estrógenos para o tratamento de doenças uterinas,
incluindo a retenção de placenta, nos primeiros 10 dias pós-parto tem pouca validade
clínica (Frazer, 2001)."

Este trabalho foi citado numa extensa revisão bibliográfica sobre o tema pelo Prof° José Eduardo. Em 2000, um outro conhecido José (Prof° Zequinha, UNESP/Botucatu) publicou resultados favoráveis ao uso da prostaglandina, conforme suas recomendações.

Sobre os técnicos, acho "indelicado" da minha parte, expor sem autorização prévia e consentimento dos mesmo seus nomes num canal público como a internet. O que posso lhe adiantar que são profissionais com mais de 25 anos de atuação no ramo de reprodução, em SP. Os mesmos não disseram que são contra a PGF2. Apenas disseram que preferem trabalhar com outros protocolos. Acreditam que seja interessante e mais eficaz lançar mão de ECP + Antibióticos (injetáveis ou via infusão).

Eu respeito muito a opinião de diferentes profissionais e como agrônomo tenho que acatar o posicionamento e parecer daquele que assiste à um rebanho em que trabalho em conjunto. Seria o mesmo que um veterinário resolvesse interferir na forma de aplicação e dosagem de adubações, compreende? Se você estivesse trabalhando comigo e fundamentasse o uso da PGF2 como rotina, eu implantaria porque temos resultados positivos e resultados negativos para o tema como a grande maioria dos ensaios experimentais.

Veja por exemplo, na minha área. Eu, particularmente, recomendo muito o uso de levedura em programas de arraçoamento. Experimentos nos EUA foram realizados em rebanhos comerciais com boa resposta em termos de produção (tratamento x testemunha). No entanto, mesmo em condições semelhantes (produtividade de rebanho, genética, manejo e estágio de lactação) houve casos de rebanhos que não responderam significativamente ao tratamento e isso sempre deixou pesquisadores com uma incógnita.

Se você julgar um técnico como incompetente por não recomendar levedura na dieta eu acho errado. Como você julgar um técnico competente por utilizar levedura em dietas eu também acho errado. A pesquisa serve para orientar, não para "obrigar".

Fico feliz que o resultados com a PGF2 sejam positivos no seu trabalho. Tenha certeza que continuarei debatendo o tema com profissionais, especializados e vou enfatizar suas colocações, comentários e satisfação com a veiculação de PGF2.

Um abraço, até!

Rafael

Pilar do Sul - São Paulo - Produção de leite (de vaca)
publicado em 09/05/2012

Boa Noite João Paulo.

Tenho usado 2,2 mg de ceftiofur / kg de peso vivo durante 5 dias, para metrite, associado a duas doses de 3,5 ml de PGF2a a cada 14 dias.

Tenho tendo ótimos resultados, pois as vacas começão a ciclar mais cedo.

Recomendo a fazer um teste, pois não tem a necessidade de descarte de leite.

Custo - R$ 100,00 / animal tratado / dependendo da produção da vaca compense.

COWTECH - CONSULTORIA E PLANEJAMENTO

Lençóis Paulista - São Paulo - Consultoria/extensão rural
publicado em 09/05/2012

Prezado Rafael,

Interessante a proposta!

Tenho trabalhado muito com oxitetraciclina e infusões. Por sugestão e recomendação do colega Valério (acima), pesquisei e fiz alguns testes com PGF2a.

Em casos de retenção de placenta (não espero as tradicionais 12 hs). Com 3 a 6 hs pós-parto, se a placenta estiver retida, aplico a prostaglandina (mas em dosagem menor 2 a 3 ml). Ceftiofur vinha usando mais para casos de mastite e casco.

Vou testar sua proposta.

Obrigado, abraço!

Rafael

Pilar do Sul - São Paulo - Produção de leite (de vaca)
publicado em 09/05/2012

Boa tarde João Paulo.
Tambem usei muito Oxitetraciclina em infusões já, e tem um ótimo resultado quando se trata de cura clinica. Mas as vacas demoram mais para emprenhar.

No caso da utilização de ceftiofur para mastite. Quando estive na Florida com o professor Portela, lhe perguntarão sobre esse tratamento, ele riu muito, falando "isso é loucura,como que alguém pode achar que um antibiótico que não tem resíduo no leite matar bactérias, isso é impossivel"

Espero ter sido útil.

Obs: você recebeu a resposta sobre o colchão do free stall?

Abraço....


COWTECH - CONSULTORIA E PLANEJAMENTO

Lençóis Paulista - São Paulo - Consultoria/extensão rural
publicado em 09/05/2012

Rafael,

Como disse, vou tentar utilizar Ceftiofur para infecções uterinas.

Sobre o José Eduardo, é uma pessoa bastante capacitada. Como não sou veterinário, não me sinto à vontade para proferir comentários sobre mecanismos de ação e eficácia de medicamentos. Os fabricantes e grandes empresas (por sinal), indicam o produto para tal (mastite e redução de CCS). Propaganda enganosa??...

Seria interessante ouvirmos a manifestação de pesquisadores como Marcos Veiga dos Santos, Paulo F. Machado, Hélio Langoni, José Renaldi F. Britto, Newton P. Ribas, Pamela Ruegg, entre outros sobre o tema ou mesmo trabalhos do Journal of Dairy Science à respeito, também (conhece algum com resultado negativo de Cef para mastite..? para indicar?). Você bem sabe que manifestações acadêmicas x indústria de medicamentos (laboratórios) são complicadas. Muitos pesquisadores não gostam de se indispor e de se expor, nesse sentido.

Parabéns ao José, pela força das palavras. Vou correr atrás disso e cobrar de alguns fabricantes (um grande laboratório que você deve conhecer) sobre isso...

Sobre o free-stall, recebi, obrigado! Está publicado já (acesse).

Obrigado pela participação e informações.

Um abraço, até!

Rafael

Pilar do Sul - São Paulo - Produção de leite (de vaca)
publicado em 09/05/2012

João Paulo.

Minha intenção era apena te passar alguma coisa. Para talvez te ajudar ou coisa parecida

Agora você decide se deve acatar minha sugestão ou não.

Pois pretendo sempre poder ajudar os produtores, como eu fiz em te falando a respeito do colchão do free stall, que tive uma experiencia ótima.

Portanto paro aqui, pois gosto de evitar de criar polemicas.

COWTECH - CONSULTORIA E PLANEJAMENTO

Lençóis Paulista - São Paulo - Consultoria/extensão rural
publicado em 09/05/2012

Rafael,

Creio que eu não fui muito bem interpretado no último comentário.

Gostaria de esclarecer que recebi informações interessantes da sua parte e que eu, pessoalmente, levo bastante em consideração, pois são experiências práticas e como você mesmo comentou agora, com intenção, claro, de sempre ajudar.

Tenho talvez eu tenha o defeito de ser sincero, dizer o que penso mesmo. Isso muitas vezes não acaba fazendo com que sejamos interpretados de modo: indesejado. É o "custo" da internet (pois falamos sem olhar nos olhos das pessoas).

Para você ter uma ideia, sua sugestão bem como dos demais comentários acima (colegas) foram levadas em consideração, forma debatidas e/ou serão debatidas entre veterinários que conheço e/ou trabalham comigo.

Acho que você em momento algum causou polêmica e acho você não quis polemizar. Pelo menos não interpretei dessa forma. Achei interessante citar o professor, pois se trata de uma personalidade do setor com currículo invejável. "Rebati" com sinceridade, dizendo que gostaria muito de poder coletar informações de outros especialistas e que este desejo, nem sempre é realizado, infelizmente. Perguntei se tem mais dados e/ou trabalhos, pois assim como você, gosto de ajudar e aprender.

A troca de informações entre aqueles que estão envolvidos incisivamente na atividade é o objetivo-mór do Porteira Adentro. Portanto, não pare por aqui e considere este espaço um canal para difundir aquilo que você acredita.

Um abraço!

COWTECH - CONSULTORIA E PLANEJAMENTO

Lençóis Paulista - São Paulo - Consultoria/extensão rural
publicado em 09/05/2012

Rafael, corrigindo:

(digitar a velocidade é complicado...). Retire o "não acaba fazendo". Na realidade disse o contrário (redijo o parágrafo novamente e correto):

"Tenho talvez eu tenha o defeito de ser sincero, dizer o que penso mesmo. Isso muitas vezes acaba fazendo com que sejamos interpretados de modo: indesejado. É o "custo" da internet (pois falamos sem olhar nos olhos das pessoas)."

Abraço!

Valério Carvalho Cardoso

São João Del Rei - Minas Gerais - Produção de leite (de vaca)
publicado em 10/05/2012

O que é cura clínica?

Senhores como assim? "Tive bons resultados clínicos, mas as vacas demoram a emprenhar."
O que é cura clínica?
Quando estudava veterinária e era bolsista de reprodução no estábulo da UFV, mandei descartar uma vaca com aderência uterina... Para minha surpresa na aula de sirurgia lá estava a vaca.
O professor de sirurgia disse: vocês da reprodução descartam muito facilmente um animal, veja este que você mandou ddiscartar e eu curei sirurgicamente removendo parte do Utero e ova'rio...
Perguntei se o animal estava gestante ou se havia alguma possibilidade de isto acontecer, o professor respondeu que não e foi ridicularizado por todos.
Vaca parida precisa emprenhar de novo.
O MELHOR TRATAMENTO É O QUE EMPRENHA A VACA MAIS RÁPIDO.

Abraços

COWTECH - CONSULTORIA E PLANEJAMENTO

Lençóis Paulista - São Paulo - Consultoria/extensão rural
publicado em 10/05/2012

Valério,

Agradeço mais uma vez sua participação!

Prezado Rafael,

As considerações (acima) do colega são referentes aos seus comentários. O espaço é todo seu para manifestações e reposta.

Um abraço!

Valério Carvalho Cardoso

São João Del Rei - Minas Gerais - Produção de leite (de vaca)
publicado em 10/05/2012

Rafael,

prostaglandina para retenção são 2 ou três doses dentro de 72horas. 14dias depois apresenta pouco ou nenhum efeito na involução uterina ou retenção. Nesta faze o objetivo da PGF é aumentar a fagocitose no utero, diferentemente, após involução uterina e na presença de Corpo luteo podemos usar para ciclar o animal, induzir cio.
Após a involução e antes da formação do Corpo luteo, há um período em que a pgf não tem efeito nenhum sobre a parte reprodutiva do animal.  

COWTECH - CONSULTORIA E PLANEJAMENTO

Lençóis Paulista - São Paulo - Consultoria/extensão rural
publicado em 10/05/2012

Rafael,

Estamos no aguardo sobre seu ponto de vista, considerações e comentários.

Aproveito para agradecer à todos (Rafael/Valério) pela participação e interação mediante um assunto complicado e que afeta (e muito) o dia-a-dia dos produtores de leite.

Mediante a troca de informações e conhecimentos que juntos vamos crescendo.

Um abraço, até!

Rafael

Pilar do Sul - São Paulo - Produção de leite (de vaca)
publicado em 10/05/2012

Boa tarde Valério.
Na pratica do dia a dia...
Quando detectava alguma vaca com metrite fétida, com coloração turva, eu sempre usava infusões uterinas com oxitetraciclina, era ótimo, pois os sintomas desapareciam em uma semana "cura clinica". Ai apos algum tempo fiz um levantamento e observei que todos os animais tratados, nenhum emprenhou antes da terceira inseminação.

Então, as vacas não apresentava mais sintomas clínicos até a  inseminação, mas as vacas tratadas demoraram mais para emprenhar.

Ai que eu mudei o tratamento para ode ceftiofur + PGF.

Obs: isso é oque eu tive na pratica, pode ser que tenha bons resultados com vocês.

COWTECH - CONSULTORIA E PLANEJAMENTO

Lençóis Paulista - São Paulo - Consultoria/extensão rural
publicado em 10/05/2012

Rafael,

Obrigado pela resposta.

Conforme disse anteriormente, ainda não trabalhei com Ceftiofur em pós-parto, fazendo uso mais frequente de oxitetraciclina injetável e infusões com gentamicina.

Valério, aguardamos suas considerações.

Abraço à todos!

Rafael

Pilar do Sul - São Paulo - Produção de leite (de vaca)
publicado em 10/05/2012

Valério, a respeito da PGF, muito obrigado pelo esclarecimento.

Abraço...

Valério Carvalho Cardoso

São João Del Rei - Minas Gerais - Produção de leite (de vaca)
publicado em 10/05/2012

Considerações sobre antibióticos para ação no utero pós parto.

Dividirei minhas considerações em três tópicos:
1- usar ou não;
2- qual usar;
3- quando usar e qual via.

1- 80% da involução uterina é dependente da fagocitose(células de defesa do próprio animal), por isto o uso da PGF ajuda até em vacas que nem tiveram retenção, uma vez que a pgf aumenta a migração de celulas de defesa para o útero. Os experimentosd demonstram 21 dias de redução de serviço com esta prática. pera ai, estamos falando de antibióticos, e o que tem a ver: é simples, tudo o que for usado e que diminuir a fagocitose no útero atrapalha a involução, por isto nem pensar em anti-inflamatórios, a não ser em caso de febre...
resumindo, se possível use apenas prostaglandinas. Agora se o animal esta com febre, parou de comer... ai é outra história.
2- Qual melhor antibiótico? Imaginem um útero pós parto com retenção: contaminado, com presença de Materia orgânica, cheio de líquidos, MUITAS CEPAS DE BACTÉRIAS(algumas produtoras de b-lactamases)...
Preciso de um antibiótico que:
1-tenha ação na presença de matéria Orgânica;
2- boa ação em Ph ácido;
3- atinja altas concentrações no utero;
4- não seja destruido pelas lactamases que com certeza estaram em altas concetrações no utero...
ou seja: preciso de uma Oxitetraciclina, lembre-se TETRACICLINA DE QUALIDADE INFERIOR, AQUELA QUE ESTÁ ESCURA NO FRASCO, É NEFROTÓXICA E TEM AÇÃO TERAPEUTICA REDUZIDA.
3- QUANDO USAR E QUAL A VIA:
esta parte é muito controversa, mas existem pontos importantes com os quais todos concordam:
se for fazer via intra uterina, faça após 30 dias e com o útero completamente involuido, nenhum antibiótico vai agir sobre todo o útero se ele tiver com muito conteúdo.
Se a vida do animal estiver em risco, mesmo que você seja contra use antibiótico.
Lembre-se sempre de terapia de suporte: glicose, hidratação e muita, cálcio se necessário.
E o mais importante, meça os resultados de tudo o que for fazer:
QUAL O PERÍODO DE SERVIÇO DOS ANIMAIS TRATADOS E DOS NÃO TRATADOS.

COWTECH - CONSULTORIA E PLANEJAMENTO

Lençóis Paulista - São Paulo - Consultoria/extensão rural
publicado em 10/05/2012

Prezado Valério,

Novamente, agradeço sua considerações, informações e compartilhamento de experiência para enriquecer este fórum.

Um abraço, até!

Rafael

Pilar do Sul - São Paulo - Produção de leite (de vaca)
publicado em 13/05/2012

Grande Valério.

Fico muito grato pela explicação, agora esta tudo muito mais claro.

Abraço...

edimara souza

Umuarama - Paraná - Produção de gado de corte
publicado em 06/07/2012

Como tratar uma mastite cronica em vaca nelore filha de touro PO, com escore corporal excelente? Além da mastite, teta enorme, que impossibilita a alimentação do bezerro (criado em mamadeira). Aplicado oxitetraciclina, bisnaga nas tetas, penicilina, corticoide e.... nada. O leite seca (só foi retirado o colostro, menos de 01 litro) e a teta continua grande, inchada. Não se observa melhora. Veterinário disse que teria que colher material para análise. Entretanto, ele recomendou simplesmente o descarte. O que me dizem?

COWTECH - CONSULTORIA E PLANEJAMENTO

Lençóis Paulista - São Paulo - Consultoria/extensão rural
publicado em 06/07/2012

Prezada Edimara Souza,

O nosso debate acima envolve protocolos de tratamento para retenção de placenta e metrite, não abordando a questão da mastite. A bateria de antibióticos usados foi bem forte, o que leva em muitos casos à secagem dos tetos, mesmo.  

O ideal seria colher material para análise mesmo e isolar a bactéria para uso de princípio ativo adequado.

Recomendo que passe este caso diretamente ao Prof° Dr Marcos Veiga, da USP, especialista em saúde da glândula mamária. O mesmo tem um blog no site MilkPoint (você pode acessar pelo menu principal o site).

Segue contato do mesmo, fale em meu nome.

Marcos Veiga dos Santos
Professor Associado
Departamento de Nutrição e Produção Animal-VNP
Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP
Campus de Pirassununga
Av. Duque de Caxias Norte, 225 - VNP, Pirassununga-SP, 13635.900
Fone: (19) 3565-4240
Email: mveiga@usp.br

Um abraço!

Valério Carvalho Cardoso

São João Del Rei - Minas Gerais - Produção de leite (de vaca)
publicado em 24/08/2012

Edmara,
possivelmente uma mastite ambiental... Sua associação de antibióticos foi errada, associou antibióticos com efeitos antagônicos... Mas sem problemas, não é isto que prejudicou,neste tipo de mastite o que provoca estes sintomas é a toxina das bactérias.
Use antiflamatórios: 10ml de Vetflogin e 10ml de dexametazona 2vezes ao dia. Cuidado que a dexametazona aborta, mas me parece que o animal não está prenhe...
Se não faz muito tempo que o animal está com problema é possível recuperar. Só que vaca nelore é bem provável que não volte o leite,mas precisa tratar até para engordar o animal...

Abraços

Valério

COWTECH - CONSULTORIA E PLANEJAMENTO

Lençóis Paulista - São Paulo - Consultoria/extensão rural
publicado em 24/08/2012

Prezada Edimara,

Segue a resposta e sugestão do colega Valério sobre o seu questionamento.

Um abraço, até!

edimara souza

Umuarama - Paraná - Produção de gado de corte
publicado em 28/08/2012

Valério:
Se a associação foi correta, qual seria o correto?
Em caso futuro, como devo proceder?
Obrigada.

edimara souza

Umuarama - Paraná - Produção de gado de corte
publicado em 28/08/2012

Valério:

Cometi um erro de escrita que estou tentando corrigir.
Se a associação foi INCORRETA, qual seria a correta?
Outra coisa: foi utilizado inicialmente OXITETRACICLINA. Somente depois de algum tempo, sem melhora, se tentou PENICILINA; ou seja, não houve associação, mas sucessão. A associação feita foi: OXITETRACICLINA com DEXATAMETASONA. A vaca não estava prenhe, por isso a utilização da dexametasona.

Quanto ao comentário do Porteira Adentro - Blog, peço, encarecidamente, mil desculpas.
Meu questionamento indevido é fruto da minha total ausência de conhecimento.

Agradeço a indicação e, em especial, ao VALÉRIO.

COWTECH - CONSULTORIA E PLANEJAMENTO

Lençóis Paulista - São Paulo - Consultoria/extensão rural
publicado em 28/08/2012

Prezada Edimara,

Todos são bem vindos, claro, e nosso espaço é aberto para todos e possíveis questionamentos... A colocação foi apenas para "focarmos" o tema em questão/debate, por isso a sugestão para debate com nosso colega/colaborador do MilkPoint, Prof° Marcos Veiga. Estou, no caso, apenas cumprindo minha função, nesse caso específico (seu questionamento), como interlocutor.

Valério, por favor, fique à vontade, atendendo às necessidades da Edimara.

Abraço à todos!

Valério Carvalho Cardoso

São João Del Rei - Minas Gerais - Produção de leite (de vaca)
publicado em 31/08/2012

Edimara,

Com certeza você têm muito conhecimento, jamais seja tão humilde apezar de isto ser uma virtude. Já tive muitos professores de Veterinária, mastite, frmacocinética... Mas a pessoa que mais me ensinou a lidar com mastite foi minha falecida mãe, e ela era formada em letras... E morreu levando com ela muitos conhecimentos e casos de vitória no combate à mastite.
Quanto á sua vaca, como ela está? Você fez o tratamento que passei? Quanto tempo em mastite?
Veja bem a penicilina não atinge nível terapeutico no úbere, devido a sua farmacocinética... E ela não deve ser usada em sequencia com tetraciclina...
Em caso de mastite ambiental o tratamento com antibióticos costuma ser dispensável.

Abraços

Valério

Reinaldo Rogerio Pereira Guedes

Mucuri - Bahia - GADO JERSEY E CULTIVO CACAU
publicado em 16/10/2012

Gostaria muito que vocês me ajudasse a resolver um problema com minha pequena jersey que teve um parto complicado,e para complicar mais ela ficou com placenta retida,peço por vavor que me endique um remedio pois o meu sitio fica distante de tudo e não tem veterinario por perto.Espero uma resposta a mais rapido possivel para que posso salvar meu animal.

DESDE JA AGRADEÇO!

COWTECH - CONSULTORIA E PLANEJAMENTO

Lençóis Paulista - São Paulo - Consultoria/extensão rural
publicado em 16/10/2012

Prezado Reinaldo,

Nesse caso, de parto complicado (distócico), retenções de placenta são comuns. Se o animal se encontra em boas condições de saúde (escore de condição corporal), fique calmo, você não vai perder sua vaca. Deve entrar diretamente com um antibiótico de amplo espectro e duração. Recomendo oxitetraciclina (Terramicina LA, Oxitetraciclina LA, Tetrabac LA, Tormicina LA entre outros produtos comerciais), 1 ml para 10 kg de peso. Sua vaca deverá receber cerca de 40 a 45 mL intramuscular.

Monitore febre e apetite da sua vaca. Em caso de fraqueza/inapetência, entre com suporte endovenoso (na veia) de soro vitamínico (Hertavita, Bioxan, Stimovit, etc) de 500ml a 1000 ml, 1 a 2x/dia (cedo e tarde) com suporte de cálcio (misturado no soro, veiculado com cuidado e de forma lenta/ o cálcio) na dose de 200 ml (= 1 frasco de Glucafós, Calcifós, Gluconato de Cálcio UCB, entre outros) por pelo menos 3 dias.

Você pode adotar a sugestão do colega Valério, ministrando 2 mL de prostaglandina (Veteglan, Ciosin, Sincrocio, etc) , intramuscular, junto com a oxitetraciclina. De 5 a 7 dias pós-parto, você deve tocar esse animal (palpação retal) para avaliar a involução uterina, presença de conteúdo e grau da infecção do animal. Sua vaca, naturalmente, nesse período deve jogar a placenta, mas certamente vai apresentar quadro infeccioso. Nesse caso pode haver necessidade de repetir a oxitetraciclina ou entrar com infusões uterinas (antibióticos).

Sua vaca vai perder peso mais que o usual, pode ter sua produção afetada e problemas adicionais devido à queda do status imunológico (como mastite, por exemplo), mas faz parte. Enfrente o problema com carinho que ela vai se recuperar.

Recomendo que todas essas etapas sejam, se possível, acompanhadas e supervisionadas por médico veterinário competente e com experiência prévia no manejo de bovinos leiteiros.

Um abraço!

Fabio Guedes de Almeida

Maria da Fé - Minas Gerais - Produção de leite
publicado em 08/01/2013

Estou com uma vaca que abortou pela segunda vez aos sete meses de gestação, a primeira eu achei o feto bem formado e agora eu não achei o mesmo. Esta vaca já criou quatro vezes normal.É uma vaca de saúde vaca de 25 litros,entrei com sincrocio, pois ela reteu placenta.Qual tratamento ideal para este problema de retenção de placenta?Será que a vaca esta com brucelose? A vaca foi vacinada contra brucelose quando bezerra.

COWTECH - CONSULTORIA E PLANEJAMENTO

Lençóis Paulista - São Paulo - Consultoria/extensão rural
publicado em 08/01/2013

Prezado Fabio Guedes de Almeida,

Inúmeros são os fatores que podem levar uma vaca ao aborto, independentemente da sua  produção.

Brucelose pode causar aborto, sim, como outras enfermidades (IBR, Neospora, Leptospirose, etc). Abortos no verão (stress térmico) costumam ser mais frequentes. Para responder sua perguntar específica, somente realizando exame de sangue.

Recomendo se aconselhar com e receber orientações técnicas de médico veterinário qualificado para revisão e implantação de programa e manejo sanitário, referente ao calendário de vacinas, bem como realização de exame de sangue para monitoramento e controle de brucelose e outras moléstias importantes como a tuberculose (tuberculina/implante/leitura/medição). Isso deve ser rotineiro em sua propriedade para assegurar sanidade geral do rebanho (segurança).

Para retenção de placenta, a veiculação de prostaglandina (Sincrocio) é uma primeira medida importante. Existem inúmeros tratamentos. Sem avaliar as condições uterinas e estado da vaca (geral), sua condição (ECC), fica difícil avaliar e nem seria prudente oferecer uma recomendação. Novamente, nada melhor do que um bom profissional (veterinário) para acompanhar sua vaca.

Um abraço!

COWTECH - CONSULTORIA E PLANEJAMENTO

Lençóis Paulista - São Paulo - Consultoria/extensão rural
publicado em 25/04/2013

Prezado Fábio Ribeiro Santos,

PGF2a é conhecida como prostaglandina, com diferentes marcas comerciais: Ciosin, Veteglan, Croniben, Sincrocio, entre outros. Há diversos produtos/marcas comerciais no mercado com diferentes preços, também. Tudo depende do relacionamento da revenda com o laboratório e volume de compra destas nos respectivos laboratórios.

Abraço!

Eder Ghedini

Tapejara - Rio Grande do Sul - Médico Veterinário.
publicado em 22/05/2013

Adentro-me a este extenso quadro de discussões e percebo que a troca de ideias é fundamental para o acréscimo de conhecimento. Tenho observado graves casos de retenção de placenta onde a evolução do quadro é progressiva e muitas vezes sem volta. Fala-se muito a respeito, porém é preciso observar inicialmente o manejo desses animais no pré parto, quadros irreversíveis geralmente estão associados a animais com escore corporal elevado, acima de 4 em escala até 5, partos distócitos(difíceis, bezerro muito grande), animais submetidos a situações de estresse, etc. Coloco uma situação a respeito do tratamento, a utilização de protocolo hormonal para esta finalidade pode levar a uma infecção intrauterina mais séria, pois a barreira fisiológica neste caso deixaria de exercer sua função e a contaminação bacteriana seria inevitável, concordam? O certo é que o assunto é bem complexo, aguardo uma posição dos colegas sobre este fato e após poderemos dar continuidade a esta discussão. Abraço a todos!

cristiane

Goianápolis - Goiás - Produção de leite
publicado em 27/12/2013


minha vaca pariu , o utero sai para fora ,lavei e voltei a colocar pra dentro , mas no momento q estava colocando deu um pequeno furo no utero ? o que eu devo fazer ... me ajude ???

COWTECH - CONSULTORIA E PLANEJAMENTO

Lençóis Paulista - São Paulo - Consultoria/extensão rural
publicado em 27/12/2013

Prezada Cristiane,

Pedimos desculpas pela demora na publicação dessa resposta. A essa altura seu caso, provavelmente já foi solucionado, mas sua necessidade serve como referência:

Em casos mais graves, como o descrito pela Sra. é imprescindível a avaliação e acompanhamento clínico de profissional habilitado, no caso, um médico veterinário com boa formação e experiência de campo.

Conhecemos muitos profissionais capacitados, caso tenha interesse, favor enviar email para: jpvasantos@hotmail.com

Atenciosamente,

João Paulo V. Alves dos Santos
Eng° Agrônomo/COWTECH-CONSULTORIA

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