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Índice Big Mac mostra valorização do real sobre o dólar
O índice é feito com base na teoria da Paridade do Poder de Compra (PPP), segundo a qual as taxas de câmbio deveriam equalizar o preço de uma cesta de bens em cada país. No lugar da cesta, a Economist usa o Big Mac, produzido globalmente e que envolve o custo de uma série de produtos e serviços, e converte seu preço para dólares em cada país, para indicar se suas moeda está sub ou sobrevalorizada.
Uma moeda excessivamente valorizada encarece os produtos de um país e os torna menos competitivos no exterior. Pelo ranking, o dólar compra mais hambúrgueres na Ásia. "Um Big Mac custa 12,5 yuans na China, ou US$ 1,83 pelo câmbio atual, cerca de metade de seu preço na América", diz a Economist. Esse valor aponta uma forte subvalorização da moeda chinesa, de 49%.
Por sua vez, as empresas europeias devem estar "furiosas" com o resultado, diz a revista. O euro está supervalorizado em quase 30%. O franco suíço continua uma das moedas mais caras do mundo. Na Suíça, o sanduíche custa US$ 5,98. Dinamarca (US$ 5,53) e Suécia (US$ 4,93) também estão pouco competitivas.
Nessa base, o câmbio tem sido "generoso" com os exportadores britânicos. Um ano atrás, a libra estava sobrevalorizada mais que 25% em relação ao dólar. Agora, está próxima do seu valor "justo", com apenas 3% de sobrevalorização, avaliou a revista. No Reino Unido, o Bic Mac custa US$ 3,69.
As informações são do jornal o Estado de S. Paulo, resumidas e adaptadas pela Equipe AgriPoint.
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