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leonardo lima cordeiro

Tanzania x Mombaça


Enviado em 04/10/2007

Senhores,

É com grande satisfação que venho a vcs, agradecendo desde já, depois de de descobrir este belissimo forum.

Bom, pretendo implantar neste verão um sistema de piquetes rotacionados em 1,5 ha, com irrigação e adubação, visando lotações elevadas (10 UA/ha ?), ah, é gado de leite. Sou do Noroete do estado do Rio de Janeiro, de clima bem quente. O que uso, Mombaça ou Tanzania? Alguma outra sujestão?

E o tifton?

Tambem tenho uma area sujeita a encharcamentos periodicos, que vcs sujerem? Capim estrela, setaria, Pangola...

Abusando da paciencia dos que porventura responderem... Tenho uma área bem encharcada, meio brejo, dá para aproveitar com algum capim?

Até!
Leonardo Lima Cordeiro
Italva - RJ

Helio Cabral Junior

Enviado em 05/10/2007

Caro Leonardo,

Via de regra se tem o mombaça como mais produtivo que o tanzânia, isso em cerca de 10 a 15%; entretanto, o tanzânia tem algumas vantagens sobre o mombaça:

altura de entrada dos animais mais baixa, em torno de 70cm, enquanto no mombaça seria de 90cm; ruminantes tem predileção por pastejar com a cabeça um pouco mais baixa.

o mombaça tem uma relação folha/haste inferior a do tanzânia, além de apresentar lignificação mais rápida destas hastes e maior altura das mesmas, o que pode trazer transtornos a animais leiteiros ( úberes )

a estrutura da touceira do mombaça é mais ereta, enquanto a do tanzânia é mais aberta e semi-decumbente, o que proporciona melhor cobertura de terreno e na minha opinião facilita a apreensão de forragem pelos animais

Quanto ao tifton, nestes casos de uso mais intensivo, normalmente se usaria o 85; sua indicação por vezes se dá para terrenos um pouco aclivados, devido à sua cobertura de solo, e por sua grande produção de MS. Um dos fatores entretanto que normalmente levam os técnicos a indicá-lo, é sua capacidade de fotossintetizar até temperaturas base inferiores na casa dos 12,5 graus centígrados. Como você está em uma região quente, dificilmente as temperaturas médias mínimas no inverno chegaram a este ponto. Como é uma forrageira que se implanta por porções vegetativas ( estolões ) o que encarece sobremaneira o plantio e é muito demandante de água em sua implantação, além de ter um sério problema com formigas cortadeiras, eu pensaria duas vezes antes de utilizá-la.

Na área sujeita a encharcamentos periódicos, se também sofrer com períodos de seca ( em torno de 5 meses ), a estrela africana será imbatível!

No seu "brejo", dificilmente algum capim será mais produtivo que a canarana ( echinochloa polistachya ), que é um capim nativo da américa do sul, praticamente imune às mais comuns pragas e doenças de forrageiras. Para você reconhecê-la, ela normalmente coloniza margens de rios, apresentando colmos bem "pilosos" e decumbentes; os pescadores de beirada de rios reclamam barbaridade quando têm que pescar em meio a este capim, pois ele "pinica" muito. Mas é muito palatável para os animais e tem muito bom valor nutritivo, além de produzir muita MS em solos mais ferteis. Sua desvantagem é que não tolera secas prolongadas e é multiplicada por sementes vegetativas ( colmos, mais ou menos como o tifton85 ).

Cordialmente,

Helio Cabral Jr

leonardo lima cordeiro

Enviado em 05/10/2007

Caro Hélio,

Eu já havia visto algumas intervenções suas no fórum e estou muito grato pela atenção, até porque creio que você seja de Governador Valadares, de clima proximo ao meu, o que dá mais respaldo às observações.

Já sabia do maior valor nutritivo do Tanzânia e da maior produtividade do Mombaça. Realmente a altura deste será um problema, especialmente se eu vier a comprar vacas Jersey, rs. Aliás, que capim vc usaria numa situação como a citada?

Acho que nas várzeas vou partir mesmo para a grama estrela. Voce tem ideia da capacidade de suporte deste capim sob condições ideais de adubação, manejo e irrigação?

Enquanto a Canarana, é uma velha conhecida dos banhos de rio nos tempos de infancia, só não sabia da sua utilidade, vou pesquisar um pouco a respeito.

Até!

Leonardo Lima Cordeiro
Italva - RJ

Helio Cabral Junior

Enviado em 05/10/2007

Caro Leonardo,

Como você perguntou qual forrageira eu utilizaria, lhe respondo: nem o tanzânia, nem o mombaça, minha escolha seria ( como já o foi ) o massai! Mas para manejo bem intensivo, com altas adubações e irrigação e em áreas pequenas. Intervalos de pastejo jamais superiores a 25 dias nas águas ( média de 22 ) e a 35 dias na seca. A produção deste capim hibrido ( expontâneo ) é um absurdo!

Mas veja bem que não o estou recomendando, pois o usei para ovinos com excelente resultado! Iria usá-lo para as vacas de leite, mas tivemos que vender a propriedade antes...

No seu caso, acho que o tanzânia seria uma escolha adequada.

A estrela africana pode chegar a suportar 6/7 UA nas águas, desde que receba adubação compatível para este nível de produção; tenha em mente que apesar de tolerar bem o encharcamento, sua produtividade durante este período sofrerá um decréscimo acentuado, retomando porém a alta capacidade fotossintética logo após cessado o alagamento.

Quanto à canarana infelizmente você não achará muita documentação sobre a mesma; mas sobre a echinochloa pyramidalis ( canarana lisa ) de origem africana e bem mais tolerante à seca, achará uma documentação mais farta, entretanto a maior parte em inglês. Mas não é tão produtiva e nem tem valor nutricional no mesmo nível da canarana nativa com o mesmo período de descanso.

Cordialmente,

Helio Cabral Jr

Alaor Vilela

Enviado em 06/10/2007

Desculpem mas onde se encontra sementes da canarana para venda>>

Helio Cabral Junior

Enviado em 07/10/2007

Caro Alaor,

A canarana se multiplica vegetativamente ( estacas/estolões ) mais ou menos como os tiftons e capins-elefante.

Qualquer "moita" com mais de 90/100 dias de crescimento dará excelentes mudas.

Cordialmente,

Helio Cabral Jr

leonardo lima cordeiro

Enviado em 08/10/2007

Caro Hélio,

Pelo seu carinho com a terra, acho que vc não vai demorar muito em torrar suas economias para adquirir outra propriedade... Afinal, esse negócio as vezes parece uma cachaça, rs. Bom, de qualquer maneira, gostaria de te pedir umas dicas sobre material de leitura sobre pastagens, manejo leiteiro, raças leiteiras, etc.

Como tô começando, em parte por necessidade de ajudar meu pai (voltei a morar perto de casa e ví que meu pai trabalhando das 5hs as 18hs por 30 lts/d! Absurdo!) e em parte por que gosto mesmo da área, boas apostilas e livros vem a calhar.

Até!

Leonardo LIma Cordeiro
Italva - RJ

Helio Cabral Junior

Enviado em 08/10/2007

Caro Leonardo,

Publicações EMBRAPA, ESALQ, USP, VIÇOSA, FAZU, LAVRAS, CATI, IZ, etc são sempre referência...

Por outro lado, conversas com pesquisadores, professores, extensionistas e produtores rurais são altamente enriquecedoras e esclarecedoras.

E é claro, os excelentes cursos AGRIPOINT!!!

Manuais e apostilas, já até encontrei alguns, mas no geral deixavam muito a desejar...

Cordialmente,

Helio Cabral Jr

leonardo lima cordeiro

Enviado em 08/11/2007

bom, com a chegada tardia das chuvas, estou começando a plantar meu mombaça. Conversei com algumas pessoas que me alertaram para o problema de persistencia do tanzania, maior que no mombaça. Alguem sabe a respeito? Melhor, alguem tem os dois plantados juntos para responder?


Sobre pastagens de charco, alguem já ouviu falar do capim australiano? dizem que é absurdamente bom.

Até

Wilson Mota da Silva

Enviado em 08/11/2007

Prezado Hélio, aqui em Santa Catarina(Alto Vale do Itajaí) questão de 3 anos atrás,foi muito comentado sobre um chamado Capim-Nilo,que seria muito produtivo em áreas alagadas e resistente ao pisoteio do gado.Você conhece tal capim?
Grato

Helio Cabral Junior

Enviado em 09/11/2007

Caro Wilson,

Não sei praticamente nada acerca deste capim, a não ser uns poucos detalhes que me foram comentados por um colega de curso.

Pelo que ele me relatou este capim seria uma ótima opção para áreas alagadas e que daria um feno de muito boa qualidade.

Me lembro que algo que me chamou a atenção foi que ele me mencionou que este capim tinha a particularidade de manter níveis mais ou menos estáveis de PB e DMS mesmo quando colhido aos 30, 45 ou 60 dias.

Isso poderia fazer dele uma boa opção para vedação, caso ele se adapte a climas mais quentes e com marcado período seco.

Mas com este tipo de manutenção de qualidade, acredito que este capim não seja dos mais responsivos à adubação ou mesmo que seja dos mais produtivos.

Na base da "achologia" eu diria que com as caracteristicas de manutenção de qualidade deste capim ele provavelmente deve ser uma C-3, ou seja, uma gramínea de clima temperado e muito provavelmente sua capacidade de suporte não deve exceder 2,5 UA/ha/ano nas melhores condições de cultivo.

Infelizmente são só estas informações que tenho a respeito deste capim. Mas nunca o ví e não tinha ouvido falar dele antes, a não ser através deste colega.

Cordialmente,

Helio Cabral Jr

leonardo lima cordeiro

Enviado em 13/11/2007

Senhores,

Não consegui uma plantadeira e to fazendo plantio a lanço. Como é que e faço a compactação do solo? Não tenho rolo compactador. O capim é o Mombaça. Alguma solução criativa?

Helio Cabral Junior

Enviado em 13/11/2007

Caro Leonardo,

Correntes presas a uma barra e arrastada pelo trator, funciona bem.

Fazer uma "vassoura" com galhos mais grossos de árvores e prendê-la na traseira do trator também dá algum resultado.

Se quiser ter um pouco de trabalho a EMBRAPA tem um modelo de rolo-compactador feito com pneus velhos; é relativamente fácil de fazer e funciona muito bem ( um amigo do sindicato rural fez para implantar alguns has de tanzânia e ficou muito satisfeito com o resultado ).

Cordialmente,

Helio Cabral Jr

Rodrigo

Enviado em 24/09/2013

HELIO CABRAL JUNIOR, acho que vc nunca usou esse capim massai , pois é a pior porcaria do mundo.


Nunca compre o capim MASSAI.
Conselho de amigo !
Nenhum animal gosta de comê-lo, além de MATAR os animais, sim , morreram varios animais desde burros, mulas e garrotes na minha fazenda
Esse capim forma uma massa no rumen ou no estomago, não me lembro direito, pois faz tempo que implantei e depois os veterinários fizeram varias autópsias e constataram isso.  Morreram mais de 15 animais.
JAMAIS USEM ESSE CAPIMA MASSAI.

marcelo erthal pires

Enviado em 25/09/2013

Caro Rodrigo,
por favor, exponha todos os dados que poder sobre estas mortes, mesmo por que não morro de amores pela cultivar de Panicun Massaí, pois a achava de difícil gerenciamento, porém nunca tinha escutado falar de mortes.

           Obrigado e sinto pelas suas perdas,

                                                      m erthal

marcelo erthal pires

Enviado em 25/09/2013

Mas pensando melhor, Caro Rodrigo!


Lhe atesto pela idoneidade do Hélio Cabral, sendo pessoa de grande caráter e senso de justiça e humanidade.
Mas já aconteceu com o Tifton 85, ter em determinadas condições climáticas e os animais passado muita fome, houve um caso de intoxicação nos EUA, condições difíceis de serem reproduzidas.
Rodrigo, tudo pode fazer mal: te exemplifico com a água, que em um consumo extremamente, alto pode matar.
Solicito todos os dados que poder nos colocar, para se possível achar uma razão para o grave fato que ocorreu e sua propriedade, a qual sinto imensamente  !
É uma coisa para ser investigada a exaustão !

                 Meu mais profundo respeito a você Rodrigo ...

                                              Meu abraço
                                                                          m erthal

Rodrigo

Enviado em 02/10/2013

Olá amigos foristas !

Em minha propriedade a anos atras foi me recomendado esse capim massai para tropa.
Fiz um piquete então com esse capim.
O que aconteceu foi que morreram 22 animais da tropa, entre burros, mulas e cavalos, bem como, ali perto, tenho um outro piquetinho de carneiros e alguns que porventura foram pastejar lá , também morreram.

O problema foi diagnosticado, depois que 2 veterinários foram na fazenda e abriram vários animais e o que foi encontrado foi um bola de capim capim seco, do tamanho mais ou menos de uma bola de sinuca , na boca do estômago desse animais, impedindo a entrada de novo alimento.

O animal, vai definhando, definhando, até morrer. E tratamos os animais (antes de fazer a autopsia) com antibióticos, vitaminas e mais tudo que se possa imaginar e os animais nao apresentavam melhora, não repondiam aos medicamentos.
Vale lembrar que a fazenda é bem estruturada e possui outros piquetes com tanzania para tropa, então não caracteriza aquela conversa de animais famintos, etc. Até na época da seca esses animais são tratados também em coxos.

Isso ocorreu também em fazenda vizinhas.

A solução foi uma só, gradear e implantar nova pastagem de outra variedade, no meu caso, tanzânia.

Também não deixei bovinos entrarem nesse piquete, pois tive a informação que a unica coisa possível de se fazer era deixar touros nesse local.

Então é isso aí pessoal, minha experiência com o capim massai , foi a PIOR POSSÍVEL, he he he ( rir p/ não chorar).

Abraços

Att

Rodrigo Stringhetta

Helio Cabral Junior

Enviado em 08/10/2013

Primeiramente agradecer e muito ao grande amigo Marcelo Erthal por ter me alertado desta postagem; desde 2008 estou afastado do meio e por isso nem notificações de postagens nos fóruns recebo mais. E o Marcelo como sempre, sendo o mais atencioso e prestativo dentre todos nós foristas, gentilmente me avisou.

Com todo o cabedal de sabedoria e conhecimento que o Marcelo tem nesta área, bovinocultura leiteira e notadamente forragicultura, ele poderia ter perfeitamente respondido ao amigo Rodrigo, afetado por tamanho infortúnio.

Eu na condição de aprendiz do Mestre Marcelo vou responder:

Rodrigo, hehehehehe, usei sim o Massai durante anos; fui talvez um dos primeiros a tê-lo implantado além daqueles envolvidos na pesquisa.

Lamento e muito o seu relato, pois a última coisa que um produtor rural pode ter é prejuízo! Ainda mais em si tratando de animais, pois além da questão econômica a o inquestionável afeto que todo criador zeloso tem pelo seu rebanho.

Estando afastado nos últimos anos, não me dei conta das notícias sobre mortes de monogástricos em pastagens de panicuns, notadamente o Massai no seu caso.

O Marcelo mesmo já levantou uma hipótese muito plausível, a interação planta/meio pode ter levado à alguma modificação fisiológica ou à associação com algum patógeno, de origem endógena ou por associação ( vide caso da fotossenssibilidade causada por hepatopatia pelo Pithomyces chartarum em brachiaria decumbens ).

Claro que o que vou falar não retira seu direito de estar muito revoltado com este grupo de gramíneas e particularmente com esta cultivar, e também não quer dizer que eu esteja sequer perto da verdade! A resposta definitiva deverá vir da pesquisa, que infelizmente se encontra sucateada em nosso pais!

Dados os relatos ocorrerem somente na região norte e basicamente no início do período chuvoso, algumas hipóteses saltam aos olhos.

Não estou duvidando de suas palavras, mas talvez, e enfatizo o talvez, o diagnóstico dos veterinários possa ter sido um pouco equivocado no sentido das mortes terem sido provocadas pela não digestibilidade do capim, "Esse capim forma uma massa no rumen ou no estomago" citado por você.

Não estou dizendo que o capim não foi o causador dos óbitos, apenas que a causa pode ter sido mal identificada pelos veterinários.

Mas porque eu disse isto? Porque os panicuns de modo geral são conhecidos e reconhecidos por sua alta digestibilidade, e por um fator que é o alto teor de proteína na matéria seca.

Pois bem, como os relatos de morte e intercorrência de cólicas se restringem à região norte, com condições edafoclimáticas próprias e apenas no início da estação chuvosa e basicamente em monogástricos, apesar de relatos de ocorrência de timpanismo e queda de fertilidade em bovinos.

Ora com estes dados, eu que jamais aposto, diria que existem 3 possibilidades: alteração fisiológica da planta numa adaptação ao meio, levando à alteração metabólica com possível alteração quimíca de seus constituintes, quer seja em qualidade e/ou quantidade. Ou seja, a planta pode ter passado a produzir fatores antinutricionais de forma mais acentuada ou ter simplesmente alterado a constituição de algo tão simples como seus carboidratos solúveis, coisa que acontece com plantas às vezes quando expostas á diferentes meios.

Outra hipótese seria a interação com algum fungo ( principal suspeito no caso de interação com outro organismo biológico ) que poderia estar carreando toxinas ou originando as mesmas via metabólica.

A terceira hipótese, e esta apesar de eu ter dito que jamais aposto, seria capaz de apostar que deve estar de alguma forma envolvida, sendo isoladamente ou em conjunto com uma ou as duas outras hipóteses anteriores: excesso de "proteína" ( nitrogênio em última análise ) na matéria seca!!!

Como eu havia dito, o seu caso foi com o Massai, mas me parece que os panicuns mais produtivos como tanzânia e mombaça também foram implicados em casos semelhantes.

Aqui próximo à minha cidade, houve um caso notório do projeto balde cheio, onde os técnicos estavam tendo dificuldade grande para balancear a dieta dos animais, até que se deram conta que o tanzânia estava com cerca de 16 % de PB.

Pois bem, lincando os dados fáticos: cólicas e mortes de monogástricos, região norte, início do período chuvoso, timpanismo e principalmente queda da fertilidade em bovinos e reversão do quadro quando retirados da pastagem exclusiva de panicum, eu diria que com certeza absoluta ( ao menos para mim ),o fator N ( nitrogênio ) está envolvido!

A solução, e não estou sugerindo que o produtor o faça, pois não cabe ao produtor se arriscar em testes, isto é função da pesquisa, é uma simples mudança no manejo neste período do ano: aumento do intervalo de pastejo nos piquetes com panicuns!

E vou além, não cairia na armadilha de dias de intervalo, mas sim do critério de altura! Aumentaria em 10 ou 15 cm a altura recomendada de entrada dos animais nos piquetes, com isto levando a uma maior lignificação, aumento da fração energética bruta, principalmente da estrutural pelo maior acúmulo de massa com consequente decréscimo da fração solúvel e o fator principal: decréscimo na fração de PB caindo para níveis seguros e desejáveis de cerca de 12% da matéria seca!

Veja que não estou dizendo que estas são as causas e nem que esta seria a solução do problema! apenas fiz um exercício de raciocínio com o que sei acerca de forrageiras! Apenas a pesquisa poderá nos dizer com certeza os mecanismos que levaram à este quadro lastimável que você citou!

Então, sou solidário à você neste enorme problema por que passou, entretanto, continuo recomendando o massai e nem preciso citar o tanzânia e o mombaça, como forrageiras de alta qualidade e produção, com ressalva para a região norte onde o problema foi claramente identificado, até que a pesquisa condene seu uso ou apenas ajuste o seu manejo como eu imagino que se dará!

Como você mesmo colocou com muita propriedade: sua experiência com este capim foi muito negativa! A minha e a de dezenas de outros, por outro lado, foi muito positiva! E ambos estamos certos em nossas recomendações!

Mesmo afastado, vou procurar me informar melhor pois com certeza isto atiçou minha curiosidade e realmente quero saber como será a resposta da pesquisa!

Infelizmente o governo notadamente nos últimos 11 anos sucateou a Embrapa e restringiu absurdamente as verbas de pesquisa agronômica como um todo! É como se um criador de gansos simplesmente relegasse ao descaso seus animais que produzem os ovos de ouro que literalmente sustentam a propriedade ( Brasil )!

Grande abraço à todos.

marcelo erthal pires

Enviado em 08/10/2013

...
mas depois de comerem os Panicuns, recomende dar "uma água de barro amarelo" que é para cortar o veneno !   Ou melhor ainda, "água de barro de formigueiros" é um 'baita corta veneno' !
Hélio, eu ei de um dia te fazer plantar o T 85 !  E toma pano prá as mangas ... !

                                              Um grande abraço a todos ! Não liguem para estas pequenas implicâncias !

                                                                   m erthal

Helio Cabral Junior

Enviado em 08/10/2013

hehehehehehehehe

Vai, tripudia...

Nem vou comentar que seu T85 deixa a vacada banguela de tão "macio"! 8=P

Brincadeira!

Um abração Mestre Marcelo!!!

marcelo erthal pires

Enviado em 08/10/2013

Temos é que
arrumar uns bons odontólogos bovinos e seus mágicos protéticos !
... não achas ?

   meu abraço a todos

                                                   m erthal

Fabio Laranjeira

Enviado em 13/12/2013

Pretendo implantar uns piquetes irrigado e rotacionado com um tipo de capim. A região é sudoeste da bahia. Qual capim corresponde melhor a essa região,sendo em solos fortes ou fracos e com boas adubações. Como aqui  bahia as temperaturas são elevadas e a criação é gado bezerros para tirar boi. grato

marcelo erthal pires

Enviado em 13/12/2013

Caro Fábio,
para gado de corte existe o problema das cercas, pois com o gado anelorado a cerca elétrica fica deficitária,  não sei de que forma resolveria isto ? Cerca de farpado ? Arame ovalado ?
Vários capins se prestariam a este fim, existem 10.600 varietais, híbridos e cruzamentos, mas teria que se escolher uma de alto desempenho em produção, qualidade, palatabilidade, digestibilidade e que aguente pisoteio, estes itens e uma serie de outros.
Seu coração manda você plantar qual espécie ?

               Um abraço e meus votos de sucesso !

Waldo Andrade de Matos

Enviado em 22/12/2013

Caro Fábio, eu tenho usado vários tipos de capins numa mesma área para engorda do gado. Brachiaria MG5, Brachiaria Humidicola e Dictioneura, Tanzânia, Andropongon esse já sendo dominado pela Dictioneura e Decumbens, Tangola e Canarana Erecta Lisa. Um pouco de Elefante Napier e esse ano aumentado a área de Elefante Pioneiro. Estou plantando em todos os piquetes  o Amendoim Forrageiro - Belmonte. Com esse mix de forrageiras tenho observado uma melhora ano ano no desemprenho dos animais bem como uma melhor cobertura de solo.

marcelo erthal pires

Enviado em 22/12/2013

Caro Waldo
o uso desta miscelânea é ótimo !
Eu já tive a oportunidade de trabalhar com uma boa misturada de espécies !
A nível de crescimento e engorda foi muito produtivo, mas para os custos de
manejo de gado leiteiro atuais, só capim não é viável economicamente, falando !

        Um grande abraço e votos de sucesso !

Waldo Andrade de Matos

Enviado em 23/12/2013

Voltando ao tópico o Tanzânia é o Panicum de maior tolerância ao alumínio sendo mais recomendado para solos de fertilidade mediana. Já o Massai é extremamente sensível ao alumínio livre no solo o que compromete a sua  longevidade na área.

amarildo goncalves

Enviado em 07/01/2014

Fabio,  de maiores descrições sobre a área a ser plantada, topografia, teor de argila e se tiver analise do solo me envie para poder estar lhe indicando o melhor para sua região.
amarildo@wolfseeds.com.br     informe em qual cidade fica a propriedade.

edilmar mendes filho

Enviado em 09/01/2014

Senhores , gostaria de saber sobre as desvantagens ou vantagens do capim massai quanto ao tipo de animal a ser colocado,seria próprio para engorda de macho ,ou para gado novo ou gado erado ou vaca reprodutora,qual seria o ideal para este capim.no caso região Sul doPará ,terra arenosa e, triangulo mineiro.Desde já muito obrigado,Edilmar

EMÍLIO CINTRA IOVINO

Enviado em 20/02/2014

Marcelo Erthal,
estive lendo algumas citações sua do dia 22/12/13 com o Waldo,
e vc disse que só o capim para o gado de leite não é viável.   Certo ?
Marcelo, estou fazendo aqui em Jaíba-MG, o pastejo rotacionado, é irrigado e adubado, e fiquei preocupado agora,    tenho que dar ração farelada ou não ?  Se dou, reparei que aumenta o custo,   se não dou cai um pouco a produção,   mas matematicamente parece que não compensa gastar com ração.    O que vc aconselha fazer ?

Marcelo Erthal Pires

Enviado em 21/02/2014

Caro Emílio

o que eu lhe posso indicar é o uso de uma calculadora, estar por dentro dos custos, se compensa usar ração ou não, mas com certeza 'marchamos' para um lucro com o uso de rações boas e eficientemente, produzidas, com boas estratégias de custo x benefício !

                                                  Um grande abraço e votos de sucesso !

RENATO

Enviado em 07/03/2014

Caro Marcelo,
Estou montando um projeto de holandesas confinadas com uma meta superior a 40 kg /dia. Vi que nos estados unidos a alimentação  base é silagem de milho e depois se agregam os outras rações. As minhas dúvidas são: 1) Posso conseguir 40 kg/dia de média usando um Tanzania ou Mombaça como base da alimentação ? Se for possível esses níveis, qual opção de cultura teria um custo menor considerando os custos da cultura (milho ou pasto) "somada" a suplementação alimentar indicada em cada caso. Desculpe se fugi um pouco do tema... Obrigado !

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