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Marcos Tavares Martins

Pastagem rotacionada - Piquetes


Enviado em 01/11/2005

Pessoal, estamos pensando em piquetear os pastos das vacas leiteiras. É impressionante o ganho de área e portanto o ganho na eficiência de pastagem que se consegue com este sistema. A dúvida que temos é a seguinte: o sistema Voisin admite uma permanência de até 3 dias em cada piquete, sendo 1 dia o ideal. De acordo com as várias fontes que consultamos, deve-se ter 50 m2 por vaca para piquetes de 1 dia e 67 m2 para piquetes de 3 dias. Considerando-se que: 1) a diferença de 50 para 67 m2 não é problema; 2) no piquete de 3 dias o gasto com cerca é menor e 3) o piquete de 3 dias é mais fácil de ser projetado/implementado em nossos pastos, estamos optando pelo piquete de 3 dias.

Ou há algum outro fator que recomende fortemente o piquete de 1 dia?

Antecipadamente grato,

Marcos
Marcos Tavares Martins 

Névio Primon de Siqueira

Enviado em 02/11/2005

Ola Marcos, eu de novo dando uns palpites na vida alheia. Pelo que eu entendo por pastejo rotacionado, apesar do sentido amplo da expressão, é o pastejo preconizado pela Esalq ou pela Embrapa, sendo o Voisin um pouco diferente nas suas recomendações. É preciso portanto ter cuidado ao se pesquisar, pois podemos misturar as recomendações de um e outro e no final não ficar muito bem servido de resultados.

Eu não consigo ver lógica nas contas da área que voce descreve no seu questionamento. Se 50 m2 por vaca para um dia, como é que 67m2 vão ser suficientes para tres dias, considerando ainda que o melhor do pasto será consumido no primeiro dia? O que vai sobrar, além de ser menor quantidade, vai ser de pior qualidade. No meu ponto de vista, a área por cabeça não muda, somente o tamanho do piquete, que deveria ter tres vezes o tamanho do piquete do pastejo diario para viabilizar a permanencia de tres dias. Ate é uma prática boa fazer os piquetes maiores e com o tempo voce ir retalhando os mesmos até ficar no diario, mas acredito que a area a ser usada é de 50m2 por vaca x numero de piquetes ( que é o intervalo preconizado para o capim usado + 1 ) . pelo que lembro do Voisin, ele recomenda um pastejo intenso dos piquetes, visando uma forte adubação organica ( fezes e urina) sem muita sobra de massa verde, o que não é recomendado pela Esalq/Embrapa, até ao contrário, o recomendado por elas é que sobre muita folha para não serem retiradas do capim as "gemas de rebrota" ( esse nome não é técnico) e não haja necessidade de uma brota da base da planta, e também para haver area folhar para fotossintese, fatores esses que promovem uma recuperação da pastagem em tempo menor. É bom lembrar que o intervalo de retorno e a área a ser utilizada por vaca variam com tipo de solo , fertilidade do mesmo e também da especie forrageira.

Eu pessoalmente prefiro para vacas de leite, o pastejo diario, devido ao fato da alimentação das vacas não sofrer variações de qualidade que são presentes no pastejo de tres dias, pois a qualidade da forragem consumida cai e a produção de leite pode sofrer variação com menor persistencia pois existem variações diarias e o retorno nunca é total.

Lembro que não sou agronomo, portanto esta resposta esta sujeita a correções por alguem que conheça o assunto melhor do que eu, mas gostaria de ver mais respostas aqui tambem, afinal biologia não é matematica

Um abraço, Névio.


Névio Primon de Siqueira
Médico Veterinário 

Marcos Tavares Martins

Enviado em 03/11/2005

Obrigado, Névio. É, não fui muito claro na minha exposição: são 67 m2/vaca/dia, ou seja, num piquete de 3 dias seriam 201 m2 por vaca. Uma dúvida é se esses 34% de área a mais compensam o pisoteio e outras ineficiências, que devem ser maiores num piquete de 3 dias. Outra dúvida é essa que você falou: o gado pode comer de novo o capim já consumido no dia anterior, exigindo demais desse capim( no caso, brachiárão) e deixando de lado o capim ainda não consumido, que estaria mais longe. Ainda mais que nossos pastos são em morros. Essas ineficiências

Também tenho a seguinte dúvida sobre as cercas: dizem que uma cerca elétrica com um fio de arame basta para manter o gado no piquete. Tenho dificuldade em acreditar que isso funcione num rebanho girolando, com vacas de até 1/2 sangue Gir, daquelas orelhudas e de cabeça alta, que gostam de bufar e sacudir a cabeça quando você passa na frente delas no cocho, sacumé?...Mas isso, só experimentando.

O lado positivo do piquete de 3 dias é que é muito fácil adaptá-los em nossos pastos atuais, sem necessidade de muita inventação de moda com cercas e acessos. Os caminhos antigos, que o gado já utiliza hoje, podem ser utilizados e o problema de água também fica mais fácil de resolver.

Um abraço,

Marcos
Marcos Tavares Martins 

Helio Cabral Junior

Enviado em 03/11/2005

Caro Marcos,

O Dr. Névio já foi preciso, mas vamos dar uma "colaborada":

Primeiramente com relação a quantos metros quadrados por vaca/dia ( UA/dia ); resposta: você deverá me responder! Marcos, diferentes forrageiras respondem de formas diferentes em condições diferentes; quantos metros quadrados suprirão uma UA/dia no seu piquete vai depender das condições edafoclimáticas, adubação, manejo, podendo por causa destes fatores apresentar inclusive uma variação na capacidade de suporte de um ciclo de pastejo para o seguinte. Isto explica em parte porque os melhores resultados com pastejos no sistema de lotação intermitente são alcançados quando a taxa de lotaç]ão é variável e não fixa, pois se ajusta a carga animal para o nível de forragem produzida. O uso do quadrado com 01m de lado para estimar a produção "instantânea total" de forragem no piquete lhe será muito útil nos primeiros pastejos até que seu manejador esteja treinado a fazer a correlação entre altura do dossel e quantidade de forragem produzida.

Com relação as perdas por pisoteio e material residual pós pastejo, só serão significativas no primeiro ciclo de pastejo ( caso o manejo e ajuste da capacidade de suporte e pressão de pastejo estejam bem afinados ); a partir deste ponto inicial, eficiencias de pastejo da ordem de 50, 60, 70, 80 e até incríveis 90% serão alcançáveis de acordo com o manejo e intensificação pretendidos ( lembrar que eficiencia de pastejo acima de 50 ou 60% em sistemas que não são muito bem manejados e com corretos aportes de nutrientes, podem levar à rápida degradação da pastagem por prejudicarem a fisiologia das plantas forrageiras - exaustão de reservas - ).

Tamanho dos piquetes: este será limitado pela distância de acesso à água! Na prática, o gado de leite não deverá se deslocar mais de 200m para ter acesso à água. Ou seja, um piquete de 04 ha em tese estaria dentro do limite máximo caso só houvesse 01 bebedouro neste piquete ( 200 x 200 m ). Piquetes maiores obrigatoriamente terão que ter mais de um ponto de bebedouro, ou haverá desuniformidade no consumo de forragem deste piquete, ficando as áreas num raio de 200m da água superpastejadas e as mais distantes subpastejadas ( caso o dimensionamento do piquete para disponibilidade de forragem esteja correto para a carga animal ).

Piquetes em áreas amorradas são sempre um problema... o ideal é que se faça o piqueteamento em faixas de nível no morro, porém o limitante volta a ser o acesso à água; se você conseguir colocar bebedouros nestas faixas e dentro de um raio de 200m, questão resolvida! Uma alternativa PALIATIVA seria dividir este piquete no morro, separando a área menos aclivada da mais aclivada e prendendo os animais na área mais aclivada à noite, tendo os animais tido acesso farto à água no final da tarde ( quando não é possível implantar um bebedouro nesta parte mais aclivada do piquete ).

Período de ocupação: em sistemas bem intensivos, com adubação pesada e condições climáticas favoráveis, caso a cultivar usada seja um panicum ou pennisetum, obrigatoriamente a ocupação terá de ser de um dia apenas, já que períodos maiores de 3 ou até mesmo 2 dias tornariam a rebrota acessível ao animal ( mais ou menos 15cm ). Como seu sistema usa a brizantha marandú e você não deve estar intensivando tanto assim, creio que 3 dias de ocupação não apresentarão problemas para as plantas. Quanto ao temor apresentado pelo Dr. Névio com relação à desuniformidade da qualidade nutricional da dieta ( excelente no primeiro dia - ponta de folha -, um pouco menor no segundo e menor ainda no terceiro ) com consequente reflexo na produção diária de leite, mas SEM reflexo na produção total; recomendo leitura do excelente experimento levado a cabo num período se não me engano de 3 anos consecutivos, na unidade da EMBRAPA-CNPGL em Coronel Pacheco-MG, onde o Dr. Fermino Derez testou justamente este ponto, concluindo que não havia diferença na produção total de leite com períodos de ocupação de 1, 2 e 3 dias de piquetes com pennisetum purpureum ( capim elefante ).

Não se esqueça de proporcionar sombra acessível aos animais o dia inteiro! Podem ser naturais ou artificiais ( sombrite de 80% de interceptação luminosa ). Para gado de leite 2m quadrados por UA ( 3m para gado azebuado ). Isso é fundamental para bom desempenho produtivo dos animais; no caso do sombrite o "pé direito" ideal é de 3,4m de altura e perpendicular ao percurso do sol, pois assim você terá uma maior distribuição da sombra na área de lazer ( malhadouro ), reduzindo problemas sanitários.

Uma pitacada final: André Voisin preconizava que os sistemas idealmente manejados eram alto sustentáveis sem nunca precisar aportar nutrientes "externos" a estes sistemas... Mas lembre-se que explorações de produtos animais à pasto implicam em translocações de nutrientes ( fezes, urina, palhada, etc ) mas também em exportação de nutrientes ( carne, leite, pele, etc ) e portanto, em algum momento, estes nutrientes terão de ser repostos, sob pena de queda no suporte e produção deste sistema de pastagem!

Cordialmente,

Helio Cabral Jr
Helio Cabral Jr 

Marcos Tavares Martins

Enviado em 12/11/2005

Muito obrigado, Hélio. Informações importantíssimas. Vou avançar no projeto e certamente volterei a conversar com vocês.

Um abraço
Marcos Tavares Martins 

Marcos Olivier Dalston

Enviado em 13/11/2005

Meus caros amigos:
Vou aproveitar a discussão sobre o tema pastejo rotacionado para colocar uma dúvida.
Em uma área de 04 ha constituida de partes amorradas e partes baixas como deveria ser a divisão dos piquetes? Em faixa, pegando num mesmo piquete parte amorrada e parte baixa? Ou, piquetes somente de partes amorradas ou partes baixas? A pastagem é constituida de braquiária. A fertilidade da parte baixa é boa. A parte amorrada é ácido e pobre em fósforo.
A discussão levantada pelo Marcos Tavares envolvendo o Dr. Névio e o Dr. Hélio Cabral foi excelente. Parabéns.

Marcos Olivier Dalston
Guarani MG, Zona da Mata
Marcos Olivier Dalston 

Antonio Cesar P.Formighieri

Enviado em 14/11/2005

Olá a todos!Importantes as colocações do Helio e Primon.Gostaria de participar de tão esclarecedora rodada.Acho que a opção de pastoreio rotacionado é sem dúvida uma excelente alternativa para conseguirmos uma produçao de leite a custos mais baixos,imperativo para sobrevivência nesta exploração.Acho que devemos olhar para a pastagem com o mesmo "carinho" e dedicação que temos com uma lavoura de soja ou milho.A colocação do Voasin é poética,quando diz não ser necessária a adubação da pastagem.Bom amigos estou no noroeste do Paraná,onde o solo é o Arenito Caiuá,com teores de aproximadamente 13% de argila ,baixos teores de P,K e infimos níveis de matéria organica(1,5 a 2,5%) o que por sí só limitaria a produção de qualquer coisa certo?Errado!Graças a um trabalho de recuperação de solo,aliando uma correta integração lavoura pecuária,tenho obtido ótimos resultados tanto em produção de soja com produção leiteira.Basicamente planto soja no verão,milho ou aveia no inverno durante 3 anos.Após este período entro com adubação e implantação de pastagem que no meu caso é Mombaça consorciado com estilosantes campo grande.É fácil perceber que é muito mais vantajoso economicamente adubar o pasto do que dar ração às vacas,embora haja a necessidade de suplementação para vacas de alta produção.Dá um prazer enorme planejar e executar um projeto como este....o que entristece é ver a realidade do país que apresenta 50%dos pastos degradados,mais uns 30 % em processo de degradação e o que se vê é somente a grande maioria dos produtores de um modo geral só se lamentando.....como se isso fosse acabar com os problemas.Os preços agrícolas e pecuários estão realmente vergonhosos,mais um motivo para arregaçarmos as mangas e encararmos os problemas de frente,investindo em tecnologia,genética,sanidade, manejo , mão de obra qualificada,e pedindo a Deus que mande chuva na hora certa,só assim sairemos desse marasmo caótico em que se encontra a agricultura e pecuária nacional!
Sucesso e abraço a todos!
Cesar Formighieri
Antonio Cesar Formighieri 

Helio Cabral Junior

Enviado em 16/11/2005

Caro Marcos Olivier,

Como já coloquei anteriormente o ideal é dividir os piquetes no morro por faixas acompanhando as "curvas de nível ou terraceamento"; por vezes isso fica inviabilizado pela impossibilidade de se estabelecer bebedouros nestes piquetes ( bombear água para o alto do morro ).

Pode ser usada a solução paliativa a que me referi anteriormente.

Atente para o fato da ( em tese ) menor capacidade de suporte destes piquetes do morro ( características do solo ).

Cordialmente,

Helio Cabral Jr

Helio Cabral Jr 

Helio Cabral Junior

Enviado em 16/11/2005

Caro Antonio César,

Há quanto tempo o seu consórcio mombaça/estilosantes está em vigor? Com que altura do mombaça o gado entra e com que altura ele sai? Em média, no período chuvoso, de quantos dias tem sido o "descanso" dos piquetes? Com que lotação média você está trabalhando neste sistema consorciado?

Você mencionou adubação... você está adubando com N esta pastagem consorciada?

Cordialmente,

Helio Cabral Jr

Helio Cabral Jr 

Marcos Olivier Dalston

Enviado em 16/11/2005

Prezado Dr. Hélio Cabral:
Obrigado pelas informações.
Abraços.

Marcos Olivier Dalston
Marcos Olivier Dalston 

Névio Primon de Siqueira

Enviado em 16/11/2005

Caro Hélio, também acho que a melhor forma de piquetear as areas ingremes são de forma a acompanhar dentro do possivel as curvas de nivel. O problema maior que eu encontro nesses casos, é que os corredores ficam automaticamente em aclive e o problema é sério já que os animais passam pelo corredor diariamente e até algumas vezes ao dia em alguns casos, e na época de uso ( chuvas ) isso pode virar um escorregador no lugar de corredor. Por esse motivo, as vezes a saida é um meio termo com os corredores de acesso aos piquetes em aclive "na diagonal" ( não em angulo reto com as curvas de nivel) do aclive, com morrotes de vez em quando para tirar a agua do seu leito e os piquetes acompanhando as curvas dentro do possivel, porem acabam ficando de formas irregulares. Logicamente a divisão tem que ser feita para cada area especificamente, pois somente "in loco" é que podemos avaliar as possibilidades . Se voce tem saida melhor para o problema, por favor, informe.

Grande abraço, Névio.





Névio Primon de Siqueira
Médico Veterinário 

José Eustáquio

Enviado em 10/04/2008

Boa tarde a todos,

Sou estudante de zootecnia e estou fazendo estágio em uma propriedade leiteira que produz uma média anual de 900 litros de leite à pasto o ano inteiro, em vastas áreas de várzea (capim bengo). Gostaria de que os senhores me dissessem alguma coisa sobre rotacionado em áreas de várzea, pois há algum tempo já procuro artigos sobre o assunto e não encontro. Sei que, se rotacionasse essas grandes áreas, conseguiria subir essa produção, com as mesmas vacas, para uns 1100 litros de leite. Porém, a falta de conhecimento com a fisiologia do bengo (antiga brachiária mutica) me limita a propor para o produtor esse sistema.

Muito Obrigado

Robledo Rene de Moraes

Enviado em 05/05/2008

Caros colegas produtores de leite, boa tarde.
Gostaria de dar também um pitaco nesse fórum tão interessante.
Sou produtor de leite em São Domingos do Prata-MG, e ha muitos anos uso o sistema rotacionado, antes com capim napier e agora com o braquiária decumbens, por facildade de manejo.Minhas áreas são amorradas, e, quando chegam as chuvas, acontece o que disseram os outros colegas do forum: os corredores ficam muito escorregadios e há risco de quedas das vacas. Por isso, faço os corredores na diagonal dos morros, e, de vez em quando, mudo os mesmos de lugar, para evitar essas quedas e o seu esburacamento.E, nesses corredores eu planto algumas mudas de tifton, que, com o tempo, vão se impondo frente ao braquiária, pois o seu ciclo de crescimento é menor.
abraços

varlon santos porto

Enviado em 06/05/2008

ola Robledo, me diga por favor ha muita diferença de produçao das partes amorradas frente as mais baixas? vc faz os piquetes destas areas do mesmo tamanho? grato.....

João Roberto Cegarra

Enviado em 18/06/2008

Olá, Colegas !

Gostaria de saber de vocês, se já possuem experiências com o pastejo rotacionado de tifton. Em caso positivo, qual o custo de implantação, o m2 por animal, a média de produção que estão obtendo, qual a forma de reposição de nutrientes que estão utilizando?

Além de responderem aqui no fórum, para conhecimento e enriquecimentos dos debates entre todos os amigos, gostaria, se possível, que me enviassem e-mail no seguinte endereço: "cegarra@uol.com.br"

Abraços a todos.

Mui grato, desde já.

João Roberto Cegarra
Avaré - SP

Robledo Rene de Moraes

Enviado em 19/11/2008

Caro Verlon, desculpe a demora em respondê-lo-fiquei um bom tempo sem abrir a pagina com o forum tecnico. A resposta à sua pergunta é que não há diferença entre a parte amorrada e a mais baixa, desde que a adubação seja eficiente.
Abraços

Humberto Cocato Da Cunha Alessi

Enviado em 05/08/2011

Boa tarde a todos,
Sou Humberto e tenho uma propriedade em Araguari-MG, e estou com a intenção de construir piquetes de capim Mombaça, a fim de agregar valor em UA (bezzerros machos). A intenção é irrigar os piquetes no período de estiagem e também realizar uma adubação sustentável com a utilização de esterco bovino produzido dentro da própria propriedade. Gostaria de opiniões sobre o assunto, de alguem que já teve experiência com este tipo de sistema, ou já ouviu falar. Pretendo fazer irrigação em malha.
abraço a todos.

Att: Humberto Cocato

FÁBIO NATAL FERNANDES DE CASTRO

Enviado em 26/03/2013

Boa noite a todos estou chegando agora neste forum e tbm na pecuaria, e o achei bastante interessante e muito intrutivo, estou aprendendo com todos vcs, eu tenho a intenção de implantar em minha propriedade uma pequena produção leiteira, hoje eu tenho uma área de 4ha, com brachiara, a qual é um pouco inclinada, e é exatamente nesta área que identifiquei ser o melhor local para a implantação dos piquetes, estou pensando em trocar o brachiara para o mombaça e construir cerca de 30 piquetes, onde pretendo colocar em torno de 20 vacas em lactação, com pastejo de um dia. Dito isso vem a minha dúvida, após a análise e correção do solo, adequando-o às necessidades do mombaça, e considerando que é área de cerrado, qual seria a periodicidade necessária para nova correção? e, além do pastejo, qual a necessidade de ração por vaca? mantem-se a quantidade de, se não me engano 1kg de ração para cada 3kg de leite produzido por animal?  e qual seria um tamnho ideal para a construção de um curral? desde já antecipo os agradecimentos pela atenção que me for dispensada.

Débora Dis

Enviado em 02/04/2013

Bom Dia
Senhores, meu nome é Debora e gostaria de saber se um unico fio de cerca pode dividir, os piquetes, sendo  a cerca eletrica

Meu email é deboralira35@hotmail.com

Débora Dis

Enviado em 02/04/2013

Não entendo muito , mais mao sitio, e tenho uma pastagem de 500metros quadrados dar para dividir em piquete, tenho agua em ambundancia,penso em plantar cana para alimentar minhas vacas.

FÁBIO NATAL FERNANDES DE CASTRO

Enviado em 02/04/2013

Debora, boa tarde, eu tbm estou querendo iniciar na produção leiteira com pastejo rotacionado e pelo que tenho acompanhado destas aulas que os mais entendidos estão dando neste forum, um deles, falou em cerca elétrica com apenas um fio, embora ele não acreditasse que funcionaria com as Vacas Girolando, principalmente meio sangue Gir, mas em outras trocas de idéia pela internet eu já vi outras pessoas falando tbm em um fio, outras falando em dois e outras em três, sendo que este último um dos fios seria ligado apenas no aterramento, enquento os outros dois eletrificados, só que tudo isso se um, dois ou três fios, dependerá da raça de suas vacas. Fábio Natal (legaltda@hotmail.com).

Mateus Morales Calve

Enviado em 02/04/2013

Fábio, boa tarde
Já iniciou a atividade na propriedade?

FÁBIO NATAL FERNANDES DE CASTRO

Enviado em 02/04/2013

Mateus boa noite, e obrigado por atender minhas "suplicas",só agora pude retornar, ainda não iniciei, estou providenciando alguns detalhes na propriedade e me esbarrei nessa questão de tipo de capim que devo utilizar, como devo preparar o solo, etc, já troquei uma idéia com um Técnico da Emater/GO, o qual providenciará as amostras do solo para análise e posterior definição dos nutrientes necessários ao tipo de forrageira que vou utilizar. Mas enquanto se prepara a essa análise eu já queria ir definindo essa questão do capim e dos piquetes,etc, e gostaria de contar com a colaboração de vcs que já estão dentro deste processo produtivo, ou que tbm estão assim como eu, querendo aprender para iniciar. e mais uma vez obrigado por sua atenção.

Mateus Morales Calve

Enviado em 03/04/2013

Boa noite Fábio,
Que isso, nós estamos todos aqui com o mesmo intuito, que é de aprender e compartilhar ideias, por isso o fórum é tão bacana.
Voltando ao nosso assunto, eu ia lhe dizer mesmo para recorrer a um técnico da sua região, é ele quem vai te auxiliar e ajudar a conduzir de maneira correta.
O que gostaria de saber, é se vai usar somente 4hectares para produzir leite.
Abraço e grande abraço!

FÁBIO NATAL FERNANDES DE CASTRO

Enviado em 03/04/2013

Mateus, bom dia, o forum realmente é muito legal, tras boas experiencias, não é só teoria, tem tbm o relato da prática e isso tudo é realmente muito envolvente. Mas olha só, a idéia é a de utilizar, inicialmente, nesses 4ha o pastejo rotacionado, mas eu tenho outras áreas de pasto, ao todo são 65,0ha em pastagem. Mas eu pretendo iniciar o pastejo rotacionado apenas nessa ára de 4ha, com 20 vacas girolando, e depois, amplia-la de acordo com a demanda. Estou no caminho ou estou sonhado? Obrigado, pela atenção.

Mateus Morales Calve

Enviado em 03/04/2013

Fábio,
Te fiz a pergunta por que a minha intenção é a de instalar a atividade em 4ha também, pena que ao contrário de você, eu tenho só essa área para desenvolver a atividade, ai o desafio é ainda maior. Em conversa com um técnico fiz a mesma pergunta "estou no caminho certo ou apenas sonhando?"
E ele respondeu, no caminho certo, basta trabalhar e dedicar que é possível.
Quer trabalhar com sistema de leite a pasto com cana+uréia na seca?
Abraço, vamos conversando.

Débora Dis

Enviado em 04/04/2013

           A vaca girolanda, é de que parte do país, eu moro no nordeste, qual o tipo de vaca, para uma região quente
obrigada Débora

Débora Dis

Enviado em 04/04/2013

Não ainda, não mais pretendo começar logo, penso em criar vacas pelo menos umas 12 para começar, tem lugar para criar porcos, e ainda sobra terra para planta, alface, coentros e outros.

FÁBIO NATAL FERNANDES DE CASTRO

Enviado em 08/04/2013

Mateus, pelo que tenho visto nos programas de televisão Globo Rural, Canal Rural e alguns videos da internet, existem produções em áreas até muito menores que 4ha. A minha sorte é que tenho uma área bem amior como eu te falei anteriormente, mas que só agora eu estou acordando para fazê-la produzir mais e quanto a cana+uréia eu acabei de comprar um curso sobre esse assunto, ainda não recebi, mas assim que eu o receber te falo se o curso é bom mesmo ou não, quanto a cana + ureia pelo pouco que eu tenho visto é muito bom, só temos que ter cuidado em fazer a adaptação das vacas à ureia, se não é morte certa Abs. FÁBIO NATAL.

FÁBIO NATAL FERNANDES DE CASTRO

Enviado em 08/04/2013

Débora, a raça girolando é a mistura da raça Gir leiteiro com a raça Holandesa e ao meu ver esse cruzamento gerou da necessidade de se ter uma raça produzindo muito mais leite com muito mais qualidade e que pudesse ser criada a pasto, assim aproveitou-se da rusticidade do Gir leiteiro com a qualidade do holandes, o que trouxe uma redução nos custos de produção de leite. E essa raça Girolando existe nos quatro cantos do Brasil e no centro tbm, produzindo leite que é uma beleza, entre nos sites da Associação dos criadores do gir leitero, vou pesquisar o siti certinho e te repasso oportunamente. Abs. Fábio Natal.

Mateus Morales Calve

Enviado em 09/04/2013

Fábio,
Com certeza para produção em menor custo, a grande maioria elogia a cana e uréia, e bem lembrado pelo que disse, se não fizer a adaptação e dosagem correta para os animais, é morte na certa, e eu já tive a oportunidade de ver isso, é muito triste.
Onde você adquiriu o vídeo sobre cana+uréia? Acredito que me interessa também
Um grande abraço, e bom trabalho.

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