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Bruno Neto Tavares

Momento da IA


Enviado em 09/05/2005

Caros colegas,
Gostaria de saber a opiniao, quanto ao momento da inseminacao, e a taxa de nascimentos, relacao machoXfemea...
Hoje recomendamos a IA 12hs apos a observacao do estro, gostaria de saber, se nos inseminarmos a vaca no momento da observacao do estro(aceitacao do macho), teria influencia consideravel sobre o sexo dos produtos.
Desde ja agradeco pela atencao !!!
Bruno Neto Tavares 

Leandro Francisco Gofert

Enviado em 17/05/2005

Caro Bruno
Teríamos a tendencia ao antecipar a inseminação, de nascer um pouco mais de fêmeas, mas ao mesmo tempo a taxa de concepção cairia e o número de doses utilizadas aumentaria bastante, bem como a média de intervalo parto-concepção.
Em vista disso a produtividade futura poderia ser afetada pela simples mudança de manejo na inseminação.
Creio eu que nesse caso a utilização de semen sexado seria uma solução muito mais inteligente, pois mesmo custando mais caro, não comprometeria a eficiencia reprodutiva do rebanho.
Leandro Francisco Gofert 

Bruno Neto Tavares

Enviado em 23/05/2005

Ao colega de forum Leandro Francisco Gofert agradeco pela atencao !!!
Acho que no momento a utilizacao de semem sexado em rebanho cruzados, apesar de ser uma alternativa, na minha opniao inviabiliza o sistema de criacao.!
Bruno Neto Tavares 

Leandro Francisco Gofert

Enviado em 23/05/2005

Entendo completamente sua colocação, mas apenas quero lembra-lo que também o aumento do número de doses por prenhez e a perda de eficiencia reprodutiva do rebanho (com o aumento do intervalo parto-concepção) também podem inviabilizar essa atividade econômica...por isso a sugestão do semen sexado.
Leandro Francisco Gofert 

Névio Primon de Siqueira

Enviado em 23/05/2005

Caros Bruno e Leandro, me permitam entrar na roda. O problema do semem sexado é, (alem do valor que é bem mais alto do que o normal, levando em conta o semem do mesmo touro, geralmente bem mais do que o dobro que ainda seria viável), é o número pequeno de touros disponíveis para compra. Ainda é uma tecnologia recente e praticamente em fase de testes no mercado aberto, portanto fica dificil a sua indicação como regra geral. Alem do mais, no caso de uma central que esta oferecendo o produto (que foi a primeira em termos de Brasil) os touros tem que estar em coleta aqui no Brasil pois a tecnologia foi desenvolvida aqui, e pelo menos no caso de touros europeus ( holandes, jersey, etc) sabemos que os touros que acabam sendo importados, nunca são o que há de melhor em genética, o que limita muito seu uso. No caso de zebuinos, este problema não existe, mas ainda assim a pouca variedade disponível no mercado restringe seu uso, pois temos poucas opções de variabilidade genética. O uso do semem sexado pode ser viável na minha opinião, nos casos de femeas que realmente interessam como mães de bezerras de reposição ( daquelas que passamos nove meses rezando para nascer femea e...) mas não para uso geral em todo o rebanho, ou em casos de coleta de embriões ( isso quando os touros disponíveis tiverem qualidade genética para uso nessa vacas de cabeceira de plantel) . Quanto ao momento da inseminação, eu normalmente recomendo adiantar um pouco em relação ao indicado nos manuais ( nada acima de duas ou tres horas), mas sempre prefiro adiantar do que atrasar no caso de necessidadede mudança. Com essa orientação, tenho tido na média dos últimos 4 anos 53% de femeas contra 47% de machos. Deixo claro que isso não é um trabalho científico e não é acompanhado diretamente por mim a cada inseminação. É apenas uma orientação ao pessoal de campo, que na verdade, nem sei com certeza absoluta se é seguida ou não, pois não estou lá direto acompanhando o serviço. Um abraço, Névio.





Névio Primon de Siqueira
Médico Veterinário 

Bruno Neto Tavares

Enviado em 26/05/2005

Aos amigo de forum Nevio e Leandro...
Tenho observado que apos o desenvolvimento da tecnica de sexagem, a utilizacao de semem convencional o numero de nascimentos de machos tem aumentado, sera que as centrais de semem poderiam estar utilizando este artefato para forcar-nos a utilizar a tecnologia de semem sexado... outras duas perguntas ja que o debate esta tornando interessante...
Em rebanhos onde se utiliza monta natural, seja corte ou leite, o numero de nascimentos relacao machoxfemea permanece igual em coparacao a IA. Eu nao tenho dados de observacao, apenas visual, pois se a relacao for diferente há um embasamento cientico, pois o touro copula a femea no momento de aceitacao da monta, e na IA 12hs apos.
Qual a viabilidade de utilizar TE em rebanhos leiteiros comercias (cruzados) ?

Bruno Neto Tavares 

Bruno Neto Tavares

Enviado em 26/05/2005

Acho que a segunda pergunta nao ficou muito clara !
Em rebanhos onde se utiliza monta natural, seja corte ou leite, o numero de nascimentos relacao machoxfemea permanece igual em coparacao a IA? Eu nao tenho dados de observacao, apenas visual, pois se a relacao for diferente há um embasamento cientico para explicar o momento da IA sobre a relacao machoxfemea, pois o touro copula a femea no momento de aceitacao da monta, e na IA e feita 12hs apos.

Bruno Neto Tavares 

Mara Helena Saalfeld

Enviado em 09/08/2005

Caro Bruno!
Uma grande revisão de Hunter em 1980 demonstra que não existe razão fisiológica para se esperar 12 horas após a vaca aceitar a monta para ser inseminada.
Ele ressalta que o espermatozóide tem uma viabilidade bem maior que o óvulo( 24 a 48 horas contra 6 h).
Gallina no Congresso de Veterinária em Gramado em 1998 também apresentou um trabalho onde chega a conclusão que as vacas devem ser inseminadas no momento da observação do cio. Ele até ressalta que o 70% das vacas entram em cio a noite e pela manhã muitas vezes já estão saindo do período de aceitação de monta. Também ele fala que no gado Zebu é mais complicado ainda ,que 39% das vacas Zebus começam e terminam o cio durante a noite.
Sou extensionista da EMATER, Coordenadora do CETAC Centro de treinamento de Agricultores e ouço sempre os produtores reclamarem que na inseminação só nasce macho. Talvez isto ocorra porque 12 horas após a vaca aceitar a monta seja na hora da ovulação e segundo suspeitas da pesquisa o espermatozóide com cromossoma Y seja mais rápido e assim haja maior fecundação poe reles. Na natureza a taxa de nascimentos é de 50% para cada sexo, e o touro não espera 12 horas após a vaca aceitar a monta para cobri-la. Sabe-se que de 5 a 15 minutos o es espermatozoides já estão na trompa, então se inseminarmos no horário da aceitação da monta daremos a mesma chance para espermatozoides com o cromossoma X de chegarem ao óvulo.
Estamos recomendando para gado de leite a inseminação no horário que o produtor observa a vaca no cio e temos relato de aumento no número do nascimento de fêmeas. Não vai haver um aumento na verdade e sim o equilíbrio que a natureza sempre determinou.
Outro detalhe impotante é que em vacas de grande produção o tempo de manifestação do cio está bem menor, na média 7 horas e isto requer maio observação.
Para gado de corte recomendamos horário único de inseminação. Inseminamos só pela manhã. Vacas no cio a tardinha são inseminadas na primeira hora da manhã e de manhã se recorre o gado e insemina as que estão no cio de manhã.
Espero ter ajudado.
Abraços
Mara Helena

Mara Helena Saalfeld 

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