Teste de mastite promete economia de dinheiro

Foram feitos avanços na identificação da mastite subclínica através da liberação de um novo teste de células brancas que promete promover um uso mais efetivo em termos de custos dos antibióticos.

Publicado por: MilkPoint

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Foram feitos avanços na identificação da mastite subclínica através da liberação de um novo teste de células brancas que promete promover um uso mais efetivo em termos de custos dos antibióticos.

Ao identificar e contar três leucócitos primários diferentes, o teste indica que a vaca tem mastite antes do início dos sintomas visíveis. A análise de células brancas do sangue é chamada de diferencial de Leucócitos do Leite (MLD, em inglês) e tem implicações econômicas, já que os produtores poderão tratar somente as vacas infectadas com antibióticos, e não todas as vacas secas.

A terapia seletiva de vacas secas mostrou ter benefícios econômicos, mas não tem sido uma opção prática, porque atualmente, os métodos de testes disponíveis ou são muito caros e demorados ou não são precisos, explicou o diretor de pesquisa técnica para Diagnósticos Animais Avançados (AAD) e o principal pesquisador do estudo, Mitchell Hockett. “Esse estudo mostrou que o MLD diagnostica de forma confiável mastite subclínica e efetivamente guia decisões de tratamento seletivo de animais secos”.

O equipamento de teste consiste de um coletor de leite reutilizável, uma ‘concha’ de diagnóstico descartável e um leitor, um sistema de imagem fluorescente em uma unidade de mesa que requer menos espaço que um computador tradicional. Comercializado como Qscout TM MLD, os resultados dos testes foram apresentados recentemente na reunião anual do Conselho Nacional de Mastite em San Diego. Os testes começaram através da coleta de amostras de leite dentro de 24 horas em 300 vacas holandesas que estavam com cerca de 223 dias de gestação. Os pesquisadores, então, avaliaram as amostras usando o MLD; eles também fizeram culturas de contagem de células somáticas e de bactérias. Metade das vacas do estudo foram aleatoriamente distribuídas para o grupo de tratamento tradicional e tiveram os quatro quartos mamários secos tratados com o antibiótico cefapirina benzatina. O restante das vacas foi distribuído em um grupo seletivo e somente aquelas com resultado positivo para mastite subclínica em pelo menos um quarto foram tratadas para todos os quatro quartos. Todas as vacas no estudo, então, tiveram seus tetos selados com um selante interno e foram tratadas com desinfetante (barrier dip). Dez dias após a parição (no dia 10), os pesquisadores coletaram amostras de leite para cultura.

Em 24 horas antes da secagem e 10 dias após a parição, a taxa de infecção determinado pela cultura não diferiu significantemente entre os grupos tradicional e seletivo. No dia 10, a taxa de infecção foi numericamente menor no grupo seletivo.

“Nós fizemos esse estudo em vacas secas para colocar nossa tecnologia MLD em um teste difícil”, disse a presidente e diretora executiva da AAD, Joy Parr. “Doenças subclínicas não tratadas corretamente na secagem coloca a vaca em um risco significantemente maior de desenvolver mastite clínica depois, de forma que o diagnóstico preciso é essencial para um tratamento seletivo bem sucedido”.

“Os resultados desse estudo reforçam a precisão de diagnóstico do MLD. Ele mostrou que o Qscout MLD pode ajudar os produtores a usar antibióticos de forma criteriosa nesse estágio crítico de lactação – e obter benefícios econômicos do tratamento seletivo – sem aumentar as taxas de infecção pós-parição”.

A reportagem é do http://www.thedairysite.com, traduzida e adaptada pela Equipe MilkPoint.
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Gustavo Zanella Doering
GUSTAVO ZANELLA DOERING

CHAPECÓ - SANTA CATARINA - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 04/03/2013

É mais uma ferramenta de suma importancia para este diagnóstico. Para um dos maiores problemas de perca de produtividade e renda em uma propriedade leiteira, que é a mastite subclinica.
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