Manejo adequado eleva produção leiteira em sítio de São Carlos/SP

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Quando se diz que alguém produz 250 litros de leite por dia em uma área de 36 mil metros quadrados, a surpresa é a principal reação. Principalmente, porque todo o alimento dos animais (com exceção dos componentes concentrados) também é obtido nesse pequeno espaço. O autor dessa façanha é o sitiante Sedílson Ivan Ordonho, cuja propriedade fica no município de São Carlos, em São Paulo.

O produtor é um dos participantes do Projeto Agricultura Familiar - Leite, desenvolvido pela Embrapa Pecuária Sudeste, cujo principal objetivo é levar o pequeno pecuarista a aumentar a produção com uso racional das forrageiras, manejo adequado e melhoria genética, conforme explicou o difusor de tecnologia André Luiz Monteiro Novo. Tudo começou há quatro anos, quando Sedílson tirava 60 litros de leite/dia em rebanho mestiço. Hoje produz média de 250 litros/dia, utilizando vacas holandesas puras.

Embora já trabalhasse com inseminação artificial, as matrizes cruzadas não apresentavam bom desempenho até porque a nutrição deixava a desejar. Ao longo dos últimos anos, foi incorporando técnicas como pastejo rotacionado em pastos divididos com cerca elétrica, adquiriu equipamento de ordenha, tanque de expansão e investiu em animais de melhor potencial genético.

A área de Sedílson está distribuída em 1,4 hectare de capim mombaça (28 piquetes), 0,4 hectare de capim tifton (20 piquetes) e 1 hectare de cana (que é utilizada no período seco, com adição de uréia). Atualmente, são 13 vacas em lactação, com média de 20 litros/dia cada, obtidos em duas ordenhas. Nos piquetes de tifton, que são irrigados, pastejam apenas as vacas top de produção. As demais vão para o mombaça, quando há disponibilidade de pasto. Na seca, são alimentadas com cana triturada mais uréia, caroço de algodão, farelo de algodão, polpa cítrica e sal mineral. Alguns desses ingredientes são oferecidos também nas águas.

O produtor planeja ainda melhorar a eficiência e aumentar a produção de leite para até 600 litros/dia. Além de sua gleba, ela alugou uma área contígua de um hectare e quer aumentar o rebanho para 24 vacas, a maior parte do próprio plantel.

Fonte: O Popular/GO (por Paulo Lício), adaptado por Equipe MilkPoint
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Jerry Guimarães Nascimento
JERRY GUIMARÃES NASCIMENTO

UBERABA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 06/07/2008

Olá,

São exelentes as técnicas desenvolvidas pela "embrapa pecuária sudeste", gostaria de conhecer uma pequena propriedade que trabalha com tifton 85 e o tânzania, ambos irrigados, pois pretendo formar uma área inicialmente de 02 hectares irrigados, mas tenho dúvida sobre qual dessas espécies forrageiras implantar.

Gostaria também, se possível, receber informações sobre as taxas de lotações possivel sobre irrigação dessas duas espécies e qual a melhor espécie para ser implantada.
Jerry Guimarães Nascimento
JERRY GUIMARÃES NASCIMENTO

UBERABA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 06/07/2008

Parabéns por essa matéria, muito boa. Mostra que com técnica é possivel produzir muito com pouco área. Isso aumenta meu entusiasmo e vontade de produzir até 1.500 litros nos meus 17 hectares em Minas Gerais.
Élio João Antunes
ÉLIO JOÃO ANTUNES

CAMPO MOURÃO - PARANÁ

EM 28/11/2002

Achei muito interessante a capacidade de produção de leite alcançada por Sedílson em área tão pequena. Sou produtor de leite em Campo Mourão, Pr, mas com baixa produtividade, apesar de possuir uma propriedade de 20 alqueires (terreno acidentado). Gostaria, se possível, de saber mais a respeito do manejo por ele utilizado, vez que possuo pouca área para produção de alimentos para os animais. A grande parte da minha propriedade é formada por pastagens, com grama Estrela.
Paulo Emilio de Figueiredo Oliveira
PAULO EMILIO DE FIGUEIREDO OLIVEIRA

SÃO JOÃO EVANGELISTA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 28/11/2002

Eu desejaria receber o custo de produção dessa propriedade.

<b<Resposta do engenheiro agrônomo André Luiz Novo, da EMBRAPA Pecuária Sudeste</b>

Sempre que discutimos o custo de produção de alguma propriedade acompanhada, temos que informar antes o que foi exatamente levando em conta.
Para tanto, utilizamos uma planilha que informa vários custos dependendo do objetivo de cada um.

Consideramos os seguintes aspectos:
- Custo operacional: mão de obra, encargos, concentrados, fertilizantes, impostos, arrendamentos, energia elétrica, sêmem, manutenção de máquinas e instalações, material para IA e ordenha, minerais, medicamentos, vacinas, ração para bezerras, combustíveis, etc.
- Custo total: custo operacional mais depreciações de máquinas, instalações e remuneração do capital investido em animais, equipamentos, instalações e terra.
- Margem bruta: receita total - despesas operacionais
- Margem líquida: margem bruta - depreciações e remuneração de todo capital investido (inclusive terra)
- O custo do leite é calculado sempre com base nas despesas e receitas dos últimos 12 meses (novembro de 2001 a outubro de 2002)
- Nestes cálculos, foram considerados apenas as despesas efetivas. Não estão computados a remuneração do trabalho do proprietário.

No caso da Chácara São Miguel, os dados são os seguintes:
- custo operacional: R$ 0,227/litro
- custo total: R$ 0,287/litro
- margem bruta: R$ 15.070,16 (12 meses)
- margem líquida: R$ 10.470,87 (12 meses)
- As vendas de animais foram responsáveis por 25,6% da receita total.
- Produção média de 211 litros/dia
- Preço médio recebido: R$ 0,373/litro

Estamos à disposição para outros esclarecimentos sobre a propriedade em questão (desempenho zootécnico e outros indicadores econômicos)

Atenciosamente

André


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