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LEITE/CEPEA: captação apresenta queda e preços em março tendem a seguir em alta

postado em 29/02/2016

4 comentários
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A menor oferta de leite neste período em que seria esperado ritmo crescente resultou em alta das cotações ao produtor. De acordo com pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, chuvas intensas seguidas por estiagem e temperaturas elevadas atrapalharam a produção nos três estados do Sul do País, que acabaram registrando queda média de 14,1% na captação de leite nos últimos quatro meses. Outro fator que levou à diminuição da oferta no campo foi a decisão do produtor em adiantar a secagem das vacas como forma de reduzir os custos, tendo em vista que a suplementação concentrada, necessária para produção de leite, está muito cara.

Na “média Brasil” (GO, MG, RS, SP, PR, BA e SC), o preço do leite recebido pelo produtor subiu 3,3% com relação ao mês anterior, indo para R$ 0,9981/litro (valor líquido – sem frete e impostos), aumento de 3,2 centavos por litro, conforme o Cepea. O preço bruto (inclui frete e impostos) pago ao produtor teve média de R$ 1,0967, alta também de 3,3% frente ao mês anterior. Considerando-se a série histórica deflacionada do Cepea (pelo IPCA de jan/16), o preço médio bruto de fevereiro/16 é 7% superior ao de fevereiro/15.

O Índice de Captação do Leite (ICAP-L/Cepea) de janeiro sinalizou redução de 4,44% em relação a dezembro, a maior queda dos últimos dez meses, considerando-se a “média Brasil” formada por sete estados. O Sul continua registrando as maiores baixas na captação. No Paraná, a redução foi de 7,65%, em Santa Catarina, de 5,93% e, no Rio Grande do Sul, 5,60%. Na sequência vieram Goiás (3,61%), São Paulo (3,36%) e Minas Gerais (2,94%). A Bahia foi o único estado que manteve estabilidade na produção, com ligeira alta de 0,34%.

Para março, a expectativa é de que os preços do leite sigam em alta, ainda apoiados na oferta relativamente pequena e que pode ser agravada pelo início da entressafra – que tradicionalmente, começa no final do primeiro trimestre. Entre os profissionais de laticínios/cooperativas consultados pelo Cepea, 94,1% deles (que representam expressivos 99,6% do leite amostrado) acreditam em nova alta para o próximo mês. Os outros 5,9% dos agentes (que representam 0,4% do volume de leite amostrado) têm expectativas de estabilidade dos preços; ninguém sinalizou queda.

A valorização da matéria-prima se refletiu no segmento de derivados, onde os estoques estão abaixo do esperado para esta época do ano. Com isso, os preços de muitos produtos se mantêm elevados, fator que tem limitado também a demanda por alguns lácteos. No atacado paulista, os preços do leite UHT aumentaram 9,6% entre janeiro e fevereiro, com a média mensal de R$ 2,4455/litro. O queijo muçarela, que normalmente segue as tendências do UHT, também se valorizou, 4,4%, com o quilo na média de R$ 14,59 em fevereiro. Para o levantamento de preços de derivados, a equipe Cepea contata diariamente representantes de laticínios e atacadistas; essa pesquisa tem apoio financeiro da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). 

Confira as tabelas abaixo:

Tabela 1
- Preços pagos pelos laticínios (brutos) e recebidos pelos produtores (líquidos) em FEVEREIRO referentes ao leite entregue em JANEIRO. *Clique para ampliar. 

Fonte: Cepea-Esalq/USP.

Tabela 2
- Preços em estados que não estão incluídos na “média Brasil” – RJ, MS, ES e CE. *Clique para ampliar.

Fonte: Cepea-Esalq/USP.

As informações são do CEPEA/USP. 

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Comentários

Marcio Pereira Lima

Mococa - São Paulo - Produção de leite
postado em 02/03/2016

esta chegando o fim dos produtores de leite ;tem que parar ou vamos ficar com o famoso LEITE DERRAMADO,salve em quanto e tempo

santo olivatto

Ipuã - São Paulo - Produção de leite
postado em 02/03/2016

preço do leite ao produtor é sempre baixo, porem,o que o produtor tem que fazer e não adianta chorar é baixar custo,pois,o leite na sua origem de produção vai ser sempre baixo. mesmo porque o leite é um produto que demanda muito processo industrial para agregar volor de mercado, ficando assim muinto caro para os laticinio. nós produtores devemos avaliar nossa viabilidade e decidir produz ou não. quando decidirmos pelo não, estamos sendo menos um concorrente para quem fica. quando decidimos pelo sim devemos entender que temos que ter uma estrutura funcional simples e com o menor custo de produção.devemos fazer da nossas vacas apenas produtoras de leite e bezerros, naõ capital de giro. nossa area utilizada deve se descartada para qualquer outra utilidade para não servir de comparação com outras culturas, nosso custo deve ser feito encima de desperdicio e não  para causar necessidade aos animais. BONS NEGOCIOS.

Sidney Lacerda Marcelino do Carmo

Belo Horizonte - Minas Gerais - Consultoria/extensão
postado em 03/03/2016

Para ter rentabilidade no leite só será possível quando a tonelada de leite em pó chegar pelo menos no s 3000 dólares, ou barrar as importações.

grato

LUIZ HENRIQUE RESENDE AZEVEDO

Carmo do Paranaíba - Minas Gerais - Produção de leite
postado em 03/03/2016

Santo Olivatto o maior problema da atividade Leiteira é esse que você mencionou:  "quando decidirmos pelo não, estamos sendo menos um concorrente para quem fica"...
Enquanto vigorar essa ideia de que os produtores são concorrentes na produção de leite, a atividade não vai a lugar algum. O que devemos fazer é nos unir e buscar melhores condições e subsídios, não só junto aos laticínios, mas também junto ao Governo, que ao invés de  estimular a produção interna, abre portas para a importação de grande parte do leite que está sendo consumido no país.

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