Compra de sêmen da Hungria cria polêmica
Publicado por: MilkPoint
Publicado em: - 2 minutos de leitura
O programa do Mapa prevê a venda do sêmen de gado holandês importado do Canadá, EUA, Hungria e Holanda, como parte do Projeto Hungria, acordo firmado em 1996 entre o governo brasileiro e esse país, para estimular a criação de gado leiteiro no Brasil. Conforme explicou o Mapa, o Brasil tem o compromisso de importar 226 mil doses de sêmen húngaro, das quais 188 mil já chegaram e 60 mil já foram distribuídas. O produto, de alta linhagem, segundo o Mapa, será vendido entre R$ 3 e R$ 10 a dose.
"O que o Mapa está fazendo é desencalhar uma genética velha, atrasada em sete anos", rebateu o presidente da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), Paulo Ricardo Zemella, dizendo que um touro reprodutor participa de provas a cada trimestre."Os animais são rapidamente substituídos por uma genética cada vez melhor. Oferecer este sêmen, mesmo ao criador que nunca inseminou, é atrasar melhoramento no Brasil", constatou.
Um importador de sêmen bovino, Marco Antônio Volta, da Volta Industrial Agropecuária, que já foi Presidente da Asbia, também contestou a iniciativa do Mapa. "O governo pagou muito caro por este sêmen, cuja maioria é de qualidade duvidosa". Ele afirmou isso com base em um dossiê feito pela Asbia em 1999 e apresentado ao Congresso Nacional no mesmo ano.
O dossiê alertava que os US$ 50 milhões de gastos previstos com o Projeto Hungria, na compra de sêmen, embriões, assistência técnica e intercâmbio de tecnologias, eram um exagero. "O faturamento atual de todo o setor no Brasil não chega a isso", comparou. Em 2002, o Brasil vendeu 2.372.476 doses de sêmen de gado leiteiro, entre importadas e nacionais. O que o Mapa tem oferecido representa cerca de 5% desse total.
Em 1999, a Asbia fez um levantamento de preços do sêmen importado via Projeto Hungria. Eram de três tipos: A (excelente qualidade), B e C (qualidade mediana). O sêmen do tipo A, que representava seis mil doses do total de 226 mil, foi importado por US$ 80/dose. "Nunca houve nenhuma dose de sêmen importada pelas empresas por um preço tão alto", disse Volta.
Os tipos B (20 mil doses) e C (200 mil doses) foram importados, respectivamente, por US$ 40 a dose e US$ 7,60 a dose."O
sêmen A, de boa qualidade, foi vendido. O resto não. Se a genética
fosse boa, teria se esgotado logo".
O coordenador do Departamento de Fomento e Fiscalização da Produção Animal do Mapa, Naor Maia Luna, contestou as críticas."Não é genética velha, pois há sêmen de touros que ainda constam em catálogo, os do tipo A, e são estes que estão sendo vendidos por R$ 10/dose", explicou. "Quanto ao sêmen mais barato, pode ser aproveitado por pequenos criadores que nunca inseminaram e certamente melhorarão seus plantéis", continuou. "O sêmen, também, não veio só da Hungria. Ela importa sêmen de tradicionais países produtores, como EUA, Holanda e Canadá".
Além disso, Luna disse não ter recebido nenhuma contestação da Asbia. "Eles poderiam ter reclamado conosco, pois sempre tentamos ter um relacionamento aberto com a entidade".
Fonte: O Estado de S.Paulo/Suplemento Agrícola (por Tânia Rabelo), adaptado por Equipe MilkPoint
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SALVADOR - BAHIA - ESTUDANTE
EM 11/10/2009
O sistema de produção é confinado ou a pasto?
Quais os indices reprodutivos das vacas na Hungria?
Qual a longevidade destes animais (quantas lactações na vida produtiva)?
Qual o peso médio das vacas?
Obrigado pela atenção, Rodrigo Gondim