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Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados debate crise que afeta setor

postado em 15/08/2012

 

A crise que afeta o setor de lácteos do País foi discutida nesta terça-feira (14/08), em Brasília, durante reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados. O presidente da Câmara e da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Alvim, lembra que os custos de produção da pecuária leiteira têm subido, sob influência da alta dos preços da ração, composta basicamente por milho e soja, e da mão-de-obra.

Os custos operacionais da pecuária leiteira subiram 10,8%, em junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados do Projeto Campo Futuro, da CNA e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA) da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", da Universidade de São Paulo (Esalq/USP). Em contrapartida, os preços nominais do litro de leite caíram 1% no mesmo período, segundo os dados do CEPEA. Esse quadro provoca uma forte redução nas margens econômicas da atividade.

Diante do problema, a Câmara decidiu criar um grupo formado por representantes da indústria, das cooperativas, do Governo e dos produtores rurais, que serão representados pela CNA, para discutir e propor medidas emergenciais e de longo prazo que possam minimizar os efeitos da crise e, assim, garantir renda aos pecuaristas.

Os integrantes da Câmara também solicitaram ao Governo Federal modificação da Instrução Normativa (IN) 62, que trata da qualidade do leite. A IN determina a análise individual do leite depositado pelos produtores nos tanques comunitários, o que eleva os custos e dificulta a operacionalização. A sugestão é que seja feita apenas a análise do tanque, e, quando o leite não estiver dentro do padrão estabelecido pela IN, sejam feitas análises individuais. A proposta é que essa regra seja aplicada até 2016, quando todas as análises passarão a ser individuais.

Ficou decidido que as informações estratégicas que deverão ser acompanhadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) - que criará um sistema de inteligência competitiva - serão definidas por um grupo de trabalho, a ser formado a partir da Câmara Setorial. O sistema reunirá informações sobre várias cadeias e o projeto-piloto será feito com o setor de lácteos. Também serão definidas as propostas dos produtores e das indústrias para o programa Brasil Maior. Os integrantes da Câmara também solicitaram ao MAPA que um integrante do colegiado faça parte de um grupo de trabalho que estuda a questão da assistência técnica para os produtores rurais.

A matéria é da Assessoria de Comunicação CNA, adaptada pela Equipe MilkPoint.

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Comentários:

rosicleiton garcia da silva

Santa Helena de Goiás - Goiás - Produto/Estudante
postado em 15/08/2012

para acabar com a crise e so tomar a atitude e paralisar a importação de leite em pó para o Brasil. simplesmente isso. coisa  rapida, concreta, e eficaz.

Darlani de Souza Porcaro

Muriaé - Minas Gerais - Produção de leite (de vaca)
postado em 16/08/2012

O problema maior é que  não se chega a nenhuma fórmula a favor do produtor brasileiro . O govêrno deveria ceder os impostos que entram na cadeia do leite ao produtor, é esse que precisa de ajuda, é o principal  elo da cadeia, e o outro fator é diminuir ás importações de paises , que dão condições aos   seus produtores de produzir um leite de custo menor .

Dalva de Oliveira Lima

Araxá - Minas Gerais - Produção de leite (de vaca)
postado em 16/08/2012

Concordo com Rosicleiton,


não somos nós, os produtores, que devemos, com os nossos prejuízos, sustentar a cooperação entre os países.


Os argentinos fazem protestos, jogam leite fora, fecham laticínios e batalham pelas reinvindicações.


Nós brasileiros temos que tomar uma atitude e parar de falar " amém".


SILVIA MARA CORDEIRO

Olímpia - São Paulo - PRODUTORA DE LEITE
postado em 17/08/2012

Esta cada vez mais dificil de trabalhar, porque os preços que o produtor recebe estão abaixando enquanto os custos das rações estão cada vez mais elevados.


Até quando vamos suportar?


O governo precisa tomar uma atidude urgente.
Silvia Mara Cordeiro


Guaraci-SP Produção de leite (vaca)

Wanderley Gioielli

Nhandeara - São Paulo - Produção de leite (de vaca)
postado em 20/08/2012

Quando até o Paraguai exportou leite para o Brasil, a selvageria está consolidada.

Cadê nossos representantes. Viajando?

Cadê o Governo? Comemorando a safra recorde de grãos?

Presidente Dilma, a Senhora está mal acessorada.

Rinaldo de paula campos

Lima Duarte - Minas Gerais - Produção de leite (de vaca)
postado em 21/08/2012

NOS PRODUTORES DE LEITE PRECISAMOS TOMAR UMA ATITUDE RADICAL COMO OS POLICIAL FEDERAL DE GREVE NA NOSSA CADEIA PRODUTIVA E OS NOSSOS SINDICATOS E COBRARMOS MAIS DA LIDERANÇA CNA. VAMOS FAZER GREVE GERAL

Fernando Bueno Simões Pires

Santana do Livramento - Rio Grande do Sul - Produção de leite (de vaca)
postado em 21/08/2012

Fernando Bueno Simões Pires

Engenheiro Florestal e Produtor de Leite - Sant´Ana do Livramento - RS

Sou produtor de leite desde 1988, e a lenga-lenga continua a mesma. Subiu o preço da ração, baixou o preço do leite. Aumentou a bonificação por qualidade ( que aliás é uma obrigação de cada um, produzir com qualidade), mas aumentou a exigência  para tanto. O preço do leite pago pelo consumidor é um absurdo- mas ninguém reclama do preço da cerveja, do vinho, do cigarro, e do refrigerante. O leite é o vilão. A mulherada faz regime, e o primeiro produto cortado é o leite, mas esquecem de seus benefícios, e de que o consumo, in natura, é de no máximo 250 ml por dia. No rol vão também alguns derivados, é moda. Não importa a seca, custo de mão de obra, remuneração do capital investido, investimentos em tecnologia, efetuam-se importações simplesmente para equilibrar a "balança comercial" com alguns países, estudos sobre "dumping", que levam meses, e ficamos sabendo que realmente houve anos depois ( a confirmação pois o produtor sente na hora - o governo é que tem que levar meses para confirmar) e o resultado é sempre o mesmo, perde o produtor. E o supermercado? Não tem risco, não tem investimento para vender o produto, cobra caro pelo espaço, e ainda fica com a maior parte do "bolo". Tudo continua igual. Reunião,reunião, conversas, acordos, conchavos, etc... O preço da ração dispara, e não recua. O preço do leite cai - para quem o produz, mas os rendimentos de quem o comercializa ou não cai, ou quando cai não cai na mesma proporção. E o baile? Segue o mesmo, com o mesmo "gaiteiro" e a mesma música. O piso do "salão" já está gasto. O que tem que mudar é o sistema, que é desigual, desonesto e arcaico. Aí a modernidade não chega. As "regras" comerciais não evoluem. Com certeza assim é porque alguém se beneficia, e muito, com a situação. E o governo, os políticos, a justiça, os dirigentes de classe, (é, assim mesmo, todos com letra minúscula) o que fazem? Todos nós sabemos o que fazem, infelizmente.

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