A fisiologia da retenção de placenta
O periparto certamente é o momento mais desafiador dentro do ciclo produtivo e alguns cuidados devem ser tomados para evitar a retenção da placenta. Confira!
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O periparto certamente é o momento mais desafiador dentro do ciclo produtivo e alguns cuidados devem ser tomados para evitar a retenção da placenta. Confira!
Entre prejuízos associados à ocorrência de doenças uterinas, destaca-se a redução na ingestão de matéria seca. Confira outros efeitos aqui!
Nesta revisão serão discutidas as principais doenças do pós-parto e seus efeitos sobre a eficiência reprodutiva de vacas leiteiras. Confira aqui as informações!
A assistência durante o parto é importante para garantir a sobrevivência da vaca e do bezerro, mas a intervenção desnecessária pode causar lesões. Entenda.
Um dos problemas que podem acometer a vaca durante o parto é a retenção de placenta. Saiba mais sobre algumas questões que envolvem este problema aqui!
Seção Reprodução: "Após o parto, para que a vaca esteja apta a conceber novamente, é necessário que vários processos ocorram, sendo eles a involução uterina, a regeneração do endométrio, a eliminação do conteúdo bacteriano do útero e a retomada da atividade cíclica ovariana (Sheldon et al., 2008). O risco da ocorrência de doenças uterinas é aumentado quando existem falhas em um ou mais desses processos, reduzindo assim a fertilidade de vacas leiteiras (Djuricic et al., 2012). Além disso, fatores endócrinos, imunológicos, genéticos, de manejo e suas interações contribuem para o aumento na incidência de infecções uterinas", por Rodrigo R. Buso, Carla C. Campos e Ricarda M. Santos, da Faculdade de Medicina Veterinária - Universidade Federal de Uberlândia.
A retenção de placenta (RP) se caracteriza pela falha na eliminação das membranas fetais nas primeiras 12 horas após a expulsão do feto, devido à inabilidade de separação da conexão materno-fetal e, quando o quadro se instala, a placenta permanece retida em torno de sete dias. Como consequência, há atraso tanto no processo de involução uterina quanto no reinício da atividade ovariana [...]
As doenças uterinas podem ser classificadas em metrite puerperal, metrite clínica, endometrite clínica e endometrite subclínica. Tais doenças são altamente prevalentes em vacas leiteiras de alta produção e foram associadas a menores taxas de prenhez por IA, aumento do intervalo entre o parto e a concepção, aumento da taxa de descarte e perdas econômicas. A metrite afeta em torno de 20,0% das vacas leiteiras em lactação, com incidência entre 8 e > 40% em algumas fazendas. A endometrite clínica também afeta em torno de 20,0% das vacas leiteiras em lactação, com prevalência entre 5,0 e > 30% em alguns rebanhos.[...]
Saiba tudo sobre as doenças uterinas que acometem as vacas leiteiras: retenção de placenta, febre pós-parto, metrite, endometrite e piometra.
Reprodução: Há evidências sólidas de melhora do desempenho reprodutivo em vacas com secreção vaginal purulenta tratadas com uma única infusão intrauterina de cefapirina aproximadamente um mês antes da primeira inseminação, em relação a vacas não tratadas. Por Ricarda dos Santos (Profa. da UFU) e José Vasconcelos (Prof. da UNESP)
Praticamente todas as vacas leiteiras sofrem contaminação bacteriana do útero durante duas a três semanas após o parto e grande parte delas apresenta pelo menos uma patologia do trato reprodutivo. Este artigo apresenta uma breve revisão dos dados e conceitos recentes, relacionados ao desenvolvimento e à atenuação da infecção e da inflamação do trato reprodutivo em vacas leiteiras durante os dois primeiros meses do pós-parto. Por Ricarda dos Santos (Professora da UFU) e José Vasconcelos (Professor da UNESP)
Reprodução: Vacas no período de transição precisam de repouso e nutrição adequados, além de ambiente social relativamente estável, para conservar o estado de saúde. Alguns fatores de risco para enfermidades infecciosas e metabólicas pós-parto e para claudicação nos meses seguintes têm relação com o alojamento e o manejo. Por Ricarda dos Santos (Profa. da UFU) e José Vasconcelos (Prof. da UNESP)
Reprodução: Durante o período de transição, a vaca enfrenta uma gama de fatores de estresse, incluindo alterações dietéticas e reagrupamentos sociais, além das alterações físicas, hormonais e fisiológicas associadas ao parto e ao início da lactação. Um dos principais desafios para as vacas leiteiras em fase de transição é o aumento repentino das necessidades nutricionais para sustentar o início da lactação, sem aumento correspondente da ingestão de MS. Por Ricarda dos Santos (Profa. da UFU) e José Vasconcelos (Prof. da UNESP)
Retenção de placenta é um dos distúrbios mais comuns em vacas e pode trazer prejuízos para a produção. Saiba as causas, tratamento e prevenção neste artigo!
O período após o parto é importante na vida reprodutiva da vaca. Uma involução uterina normal e o restabelecimento da função ovariana no pós-parto são cruciais para que se obtenha curto intervalo de parto, nova concepção, e otimização da produção de leite e bezerros.
Estudos epidemiológicos demonstraram claramente que há uma forte relação entre as doenças no pós-parto e o desempenho reprodutivo subsequente dos bovinos leiteiros. As vacas diagnosticadas com hipocalcemia clínica tinham 3,2 vezes mais probabilidade de retenção de placenta (RP) do que as vacas que não tinham hipocalcemia clínica (Curtis et al., 1983). Whiteford e Sheldon (2005) também verificaram que a hipocalcemia estava associada à ocorrência de doença uterina em vacas leiteiras em lactação. Markusfeld (1985) relatou que 80% das vacas com cetonúria desenvolveram metrite.
A ingestão inadequada de nutrientes e reservas orgânicas inadequadas durante o início da lactação são os principais fatores que afetam o desempenho reprodutivo de vacas leiteiras. Melhorar o balanço energético pelo aumento do consumo de energia através de carboidratos não fibrosos adicionais ou gordura suplementar na dieta reduz os dias até a primeira ovulação e melhora a concepção após o parto. Há forte evidência sugerindo que o manejo das vacas durante o período anterior ao parto afeta a saúde uterina.