Mastite por E. coli aumenta o risco de laminite aguda em vacas leiteiras
Mastite grave pode desencadear laminite aguda. Diagnóstico precoce e triagem de cascos são cruciais na recuperação.
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Mastite grave pode desencadear laminite aguda. Diagnóstico precoce e triagem de cascos são cruciais na recuperação.
A Laminite é uma das mais importantes causas de claudicação em bovinos leiteiros, pois diversas outras lesões estão associadas a ela.
A acidose ruminal sub-aguda é um problema, de certa forma, predominante nos rebanhos leiteiros. Em vacas alimentadas com ração total, aproximadamente 25% das vacas certamente tem pH ruminal abaixo de 5,5. Isso compromete a perfeita digestão da dieta, uma vez que o pH ruminal é grandemente uma função de balanço entre a produção de ácidos graxos voláteis provenientes da fermentação de carboidratos, sua neutralização pelas tampões salivares e dietéticos, e sua remoção pela absorção através da parede do rúmen, ou passagem pelo rúmen.
"Trata-se de um taco fixado apenas na região anterior do casco - uma alternativa para o tratamento de lesões de úlceras de sola em bovinos que tiveram anteriormente o dígito amputado, tentando melhorar a qualidade de vida dos animais". Foi essa a descrição do médico veterinário André Maciel, de Cascaval/PR, para a foto destinada ao Facebook do MilkPoint.
Prevenção evita descarte e custos com animais
A exposição a superfícies duras como o concreto é um aspecto predisponente ao aumento da incidência de laminite. Saiba mais sobre o assunto, acesse.
A acidose ruminal é uma grave doença que acomete animais ruminantes, também conhecida como sobrecarga por grãos, compactação ruminal, rumenite ou acidose láctica. Os bovinos acometidos com a forma aguda frequentemente vão a óbito por graves complicações, como desidratação severa, infecção fúngica e sequelas neurológicas. No entanto, muitos animais desenvolvem a forma subguda da doença, conhecida como acidose ruminal subaguda (ARS) ou, em inglês SARA, a qual causa diversos problemas desde digestivos até locomotores e reprodutivos.
A tecnificação da produção de leite trouxe um grande entrave para a ampla produtividade: as enfermidades podais, as quais representam umas das afecções mais recorrentes e de difícil manejo preventivo. As lesões do casco raramente levam o animal à óbito, no entanto por causarem incômodo quando o animal fica em pé e ao caminhar, reduzem consideralmente sua produtividade, por reduzir a quantidade de alimento ingerido, uma vez que as vacas acometidas passam boa parte do tempo deitadas.
Após a ingestão de grande quantidade de carboidratos, ocorre uma rápida fermentação desse material no rúmen (pré-estômago ou estômago mecânico dos animais ruminantes) levando à produção de alta concentração de ácidos graxos voláteis, compostos que ocasionam uma queda repentina no pH ruminal (o estômago que mantém o pH constantemente próximo a neutralidade se torna ácido). Uma das principais consequências dessa queda do pH representa a morte dos protozoários e bactérias que naturalmente vivem no rúmen e são responsáveis pela degradação da celulose, função indispensável para que os animais ruminantes consigam aproveitar os nutrientes contidos nos volumosos.
Para a síntese e secreção do leite, o metabolismo da vaca leiteira utiliza energia advinda da dieta e também mobilizada das reservas corporais. Quando o montante de energia necessária para a produção leiteira não pode mais ser mantido em equilíbrio pelas reservas corporais há uma desestabilização do metabolismo, podendo afetar a saúde do animal. Contudo, tais efeitos dependem também do ambiente, da instalação e do conforto.
As vacas são animais que preferem superfícies macias para caminhar e deitar. Solos duros são menos confortáveis, contribuem para o crescimento desordenado do casco e, além disso, favorecem a ocorrência de distúrbios na distribuição do peso do animal sobre a superfície da sola. As características do concreto, combinadas com doenças tais como a laminite, desenvolvem lesões na sola do casco assim como a úlcera de sola e a doença da linha branca.
O período de transição é um momento chave para o manejo da saúde do rebanho. Nesta fase, ocorrem significativas mudanças fisiológicas associadas com o parto e com o início de uma nova lactação. Estas transformações fisiológicas, por si só, já são suficientes para causar estresse ao animal, todavia quando ocorrem paralelamente alterações na dieta, na instalação e no manejo, as vacas "em transição" tornam-se altamente susceptíveis à problemas metabólicos e infecções.
O escore de locomoção baseia-se na observação das vacas em pé e caminhando e é bastante eficaz para detecção precoce de problemas de casco
A Úlcera de sola é a afecção mais comum e a mais importante economicamente entre os problemas associados com a laminite.
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