Resistência à insulina e lipólise em vacas de transição
É fundamental implementar estratégias nutricionais e de manejo para mitigar os efeitos do balanço energético negativo prolongado. Confira!
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É fundamental implementar estratégias nutricionais e de manejo para mitigar os efeitos do balanço energético negativo prolongado. Confira!
A tecnologia ainda precisa passar por mais testes e, no futuro, por uma série de regulações. Mas, se for bem sucedida, pode representar uma nova era da produção
A suplementação com probióticos pode ser útil na prevenção de resistência à insulina, causada pelo consumo excessivo de alimentos gordurosos, de acordo com uma pesquisa publicada no British Journal of Nutrition.[...]
Pesquisadores da Universidade de Buffalo (UB) e da Universidade de Manitoba descobriram que o consumo de grandes quantidades de alimentos lácteos com baixo teor de gordura reduzem a resistência à insulina em adultos saudáveis. Além disso, uma dieta rica em lácteos não tem efeitos adversos para o peso corpóreo, composição corpórea, gastos de energia, pressão sanguínea, níveis de glicose no sangue e nas respostas de lipídios e lipoproteínas do sangue.
A etiologia da diabetes tipo 2 ainda não está muito clara. A diabetes tipo 2 é parte da chamada síndrome metabólica que, além da diabetes, inclui obesidade abdominal, hipertensão, dislipoproteinemia (hipertrigliceridemia e baixo HDL) e arterioesclerose precoce e é caracterizada pela resistência à insulina e hiperinsulinemia.
Seção Reprodução: "O aumento do equilíbrio energético e da taxa de entrada de glicose no início da lactação coordenam os mecanismos homeorréticos (mudanças coordenadas no metabolismo para conseguir suprir novos estados fisiológicos, que normalmente não sofrem influência da nutrição ou fatores externos). Esses mesmos mecanismos podem afetar o sistema reprodutivo que está sendo submetido a restauração durante os primeiros 30 dias pós-parto", por Ricarda Maria dos Santos, professora da UFU e José Luiz Moraes Vasconcelos, professor da UNESP de Botucatu.
Reprodução: A condição nutricional é um fator fundamental que influencia a reprodução e uma série de revisões discutem vários aspectos da nutrição na fertilidade dos ruminantes. Leia o radar e saiba mais! Por Ricarda Maria dos Santos.
Seção Reprodução: "Um importante conceito que ainda precisa ser adequadamente testado é que o excesso de energia poderia resultar em superestimulação do folículo ou oócito, levando a subsequentes efeitos negativos sobre o desenvolvimento do embrião.Já foram demonstradas evidências de efeitos negativos da superalimentação sobre o desenvolvimento do embrião em estudo conduzido em ovelhas superovuladas que foram alimentadas com 2,2 vezes que os requerimentos de mantença. Houve piora da qualidade do embrião, mesmo em comparação a embriões de ovelhas subalimentadas (0,5 vez, ou 50% dos níveis de mantença)", por Ricarda Maria dos Santos, professora da UFU e José Luiz Moraes Vasconcelos, professor da UNESP de Botucatu.
O período de transição em vacas leiteiras é marcado por alterações metabólicas que podem levar a desequilíbrios energéticos. O aditivo Nexulin, desenvolvido pela ADM, contém capsaicina duplamente encapsulada (by-pass rúmen) e auxilia na redução da insulina, favorecendo a gliconeogênese e o direcionamento de glicose para a glândula mamária.
A parição e o balanço energético negativo resultam no desacoplamento do eixo somatotrópico, o que leva a um estado endócrino catabólico, com altos níveis de GH no sangue, baixos níveis sanguíneos de IGF-1, baixa insulina no sangue e baixos níveis de glicose sanguínea. Este estado endócrino permite a mobilização dos tecidos e altos picos de produção de leite, mas, ao mesmo tempo, é antagônico à reprodução através de uma série de mecanismos.
O período de transição é crítico para a saúde da vaca leiteira. Apesar de a maioria delas ser capaz de responder ao desafio metabólico sem dificuldade, em média, uma de cada duas ou três vacas sofre algum problema de saúde no período de transição, principalmente nas duas primeiras semanas de lactação. Isto é resultado dos desafios em se adaptar à [...]
Seção Espaço Aberto: "Além da prevenção, os lácteos podem contribuir no controle da doença, naqueles indivíduos que já têm o diabetes. As proteínas do soro do leite parecem diminuir a quantidade de açúcar no sangue, logo após as refeições dos diabéticos", por Ana Paula Del'Arco, nutricionista da Viva Lácteos - Associação Brasileira de Laticínios.
Seção Reprodução: "Ao longo do século passado, o aumento da produção de leite foi associado à piora do desempenho reprodutivo. Na última década, entretanto, houve melhora na reprodução, mesmo com o contínuo aumento da produção de leite. Pesquisas recentes e antigas indicam que ganhos em desempenho reprodutivo exigem otimização dos programas nutricionais, assunto a ser enfatizado neste texto, abordando quatro áreas específicas", por Ricarda Maria dos Santos, professora da UFU e José Luiz Moraes Vasconcelos, professor da UNESP de Botucatu.
Seção Reprodução: "Além dos efeitos do estresse térmico observados durante a lactação, diversos estudos recentes indicam que o estresse térmico de vacas secas também pode resultar em efeitos negativos persistentes sobre a produção na lactação subsequente e impactos adversos sobre a saúde durante a transição para a lactação. O presente trabalho traz uma rápida revisão de literatura sobre a resposta de vacas secas ao estresse térmico, particularmente uma série de estudos recentes realizados na Flórida, com o objetivo de sugerir intervenções de manejo para mitigar os efeitos observados no estresse térmico", por Ricarda Maria dos Santos, Professora da Faculdade de Medicina Veterinária da UFU e José Luiz Moraes Vasconcelos, Médico Veterinário e professor UNESP Botucatu
O probiótico natural da Fonterra poderia ser responsável por uma redução de 68% na diabetes gestacional em mulheres grávidas, de acordo com pesquisadores. A pesquisa - publicada no British Journal of Nutrition - descobriu que o diabetes gestacional (GDM) foi significativamente menor no grupo suplementado quando comparado ao grupo placebo. Especificamente, a suplementação com o probiótico Lactobacillus rhamnosus HN001, de 14 a 16 semanas de gestação, poderia reduzir o diabetes gestacional, particularmente entre as mulheres mais velhas e aquelas com GDM anterior.
Vacas de transição são expostas a estresse metabólico e alterações hormonais que as predispõe a estados patológicos. Nas últimas semanas de gestação, mudanças significativas ocorrem nas concentrações de cortisol, progesterona, estradiol, prostaglandina F2alfa e prolactina. Essas alterações nas concentrações hormonais ocorrem [...]
As alterações metabólicas induzidas pelo sistema somatotrófico para sustentar altos níveis de rendimento leiteiro também afetam o sistema reprodutivo. Ao atuar em diferentes níveis do eixo hipotalâmico-pituitário-ovariano, níveis alterados de hormônios e metabólitos exercem efeito negativo sobre o crescimento e desenvolvimento de folículos e provavelmente sobre a ovulação.
O hormônio do crescimento, a insulina, o IGF1 e a glicose são hormônios e metabólitos que controlam o crescimento, a lactação e a reprodução. Esses hormônios são básicos para o processo de partição dos nutrientes, que normalmente acontece nas vacas no pós-parto. As estratégias de alimentação desenhadas para aumentar a glicose e a insulina de forma que o eixo somatotrópico seja reacoplado aumentam o IGF1 no pós-parto. O aumento na glicose, insulina e IGF1, teoricamente, devem melhorar a função do ovário e o desenvolvimento do concepto no caso de vacas leiteiras em fase de pós-parto.
A nutrição tem importante impacto sobre o desempenho reprodutivo dos bovinos. A energia é o principal nutriente de que os bovinos adultos necessitam e a ingestão inadequada de energia tem impacto prejudicial sobre a atividade reprodutiva das fêmeas. As vacas em balanço energético negativo têm longos períodos de anestro, que é ampliado pela perda de condição corporal durante o período pós-parto inicial.
As proteínas do soro do leite encontradas nos produtos conhecidos como whey proteins, bastante consumidos por esportistas, não contribuem apenas, como muitos acreditam, no ganho de massa muscular. Pelo menos duas novas propriedades foram comprovadas pelo grupo de pesquisadores do Laboratório de Fontes Proteicas (Lafop) da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp [...]
Do laboratório para a fazenda: como a pesquisa de ponta contribui para aumentar a produtividade na pecuária de leite. Conheça alguns trabalhos que a Embrapa Gado de Leite está desenvolvendo para agregar à produção de leite.
A maioria dos trabalhos que vinculam a nutrição com o crescimento folicular tem como foco o GH, a insulina e o IGF1. As células da granulosa, células tecais e lúteas metabolizam a glicose, mas há poucos trabalhos publicados sobre o papel da glicose na função normal dessas células. O desenvolvimento folicular é controlado por gonadotrofinas hipofisárias (LH e FSH).
Cientistas de todo o mundo têm relatado há várias décadas a redução na fertilidade de vacas leiteiras de alta produção, provavelmente resultante do conflito entre as necessidades metabólicas e reprodutivas. Nesta discussão, será considerada uma questão básica: a discrepância existente entre metabolismo e fertilidade e o que se pode fazer, em base nos dados científicos, para resolver o problema do baixo nível de fertilidade dos rebanhos leiteiros.
Café da manhã rico em proteína de lácteos, mas não de soja, pode estimular a mTOR (proteína alvo da rapamicina em mamíferos) que é conhecida por fazer as células musculares aumentarem a síntese de proteínas, disse um novo estudo. Cientistas da Universidade Deakin, na Austrália, e da Universidade Auckland, na Nova Zelândia, reportaram que a ingestão de um café da manhã com 30 gramas de proteínas de produtos lácteos [...]